CID Politrauma: Entenda Diagnóstico, Tratamento e Cuidados
A medicina de emergência e trauma é um campo que exige rapidez, precisão e conhecimento aprofundado. Entre as condições mais graves e complexas que os profissionais de saúde enfrentam está o politrauma, uma situação que pode resultar de acidentes, quedas ou outros eventos violentos que causam múltiplas lesões no corpo. Neste artigo, vamos explorar de forma detalhada o CID do politrauma, entender seu diagnóstico, tratamento adequado, cuidados essenciais e responder às principais dúvidas sobre o tema.
Introdução
O politrauma representa uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, especialmente entre jovens adultos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), acidentes de trânsito, quedas e violências são as principais causas desses traumas múltiplos. A atuação precoce e adequada é fundamental para salvar vidas e reduzir sequelas.

Por isso, compreender o CID relacionado ao politrauma é essencial para profissionais de saúde, estudantes e até mesmo para a população geral que deseja entender melhor essa condição grave.
O que é CID e sua relação com o politrauma?
CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para codificar e classificar doenças, transtornos e causas de óbito. Para o politrauma, o CID é utilizado em prontuários, registros de hospital, pesquisas e estatísticas de saúde.
CID para politrauma
O código oficial do CID para politrauma varia de acordo com a gravidade, manifestações clínicas e causas específicas. Em geral, o politrauma é classificado principalmente sob o código S00-T88, que corresponde às "Lesões, envenenamentos e algumas fontes de dano intencional".
Código principal do CID relacionado ao politrauma
| Código CID | Descrição | Detalhes |
|---|---|---|
| T07 | Múltiplas lesões de partes diferentes do corpo | Classificação geral para politrauma |
| S00–S09 | Lesões de cabeça | Lesões cranianas, traumatismo cranioencefálico |
| S10–S19 | Lesões de pescoço | Traumas cervicais, cervicalgia |
| S20–S29 | Lesões de tórax | Traumatismos torácicos, pneumotórax |
| S30–S39 | Lesões de abdômen e pelve | Lesões abdominais, de órgãos internos |
| S40–S49 | Lesões de coluna e medula espinhal | Fraturas, lesões medulares |
| S50–S59 | Lesões de membros superiores | Fraturas, ferimentos, luxações |
| S60–S69 | Lesões de membros inferiores | Traumas nos membros inferiores |
| T07 | Múltiplas lesões de partes do corpo | Soma de múltiplas lesões graves diferentes |
Diagnóstico do politrauma
Avaliação inicial
O diagnóstico do politrauma exige uma abordagem rápida e sistemática, considerando a complexidade das lesões. A avaliação inicial segue o procedimento primário, que inclui:
- ABC: Adequação das vias aéreas, respiração, circulação
- Controle de hemorragias
- Avaliação neurológica rápida (Escala de Coma de Glasgow)
- Exame físico completo
Exames complementares
Após a estabilização inicial, são solicitados exames de imagem e laboratoriais:
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Raio-X de tórax, abdômen, extremidades | Detectar fraturas, pneumotórax, hemorragias |
| Tomografia Computadorizada (TC) | Avaliação detalhada de cabeças, pescoço, tronco e coluna |
| Ultrassonografia (FAST) | Detecção de líquidos livres na cavidade abdominal |
| Hemogramas e testes de sangue | Avaliação de hipóxia, hematócrito, coagulação |
Tratamento do politrauma
Abordagem inicial (Golden Hour)
O "golden hour" é o período imediatamente após o acidente, durante o qual a intervenção rápida pode fazer a diferença entre a vida e a morte. O tratamento envolve:
- Estabilização das vias aéreas
- Controle imediato de sangramentos
- Manutenção da perfusão e oxigenação
- Controle da dor e prevenção de complicações secundárias
Tratamento específico por regiões lesionadas
Lesões cranianas e de cabeça
- Manutenção da circulação cerebral
- Controle da pressão intracraniana
- Cirurgias emergenciais, se necessário
Lesões torácicas
- Ventilação assistida
- Drenagem de pneumotórax ou hemotórax
- Cirurgia toracoscópica ou toracotomia em casos graves
Lesões abdominais
- Estabilização hemodinâmica
- Cirurgia de emergência para lesões internas graves
- Controle do sangramento e reparo de órgãos
Lesões de membros
- Imobilização
- Cirurgia ortopédica para fraturas
- Profilaxia de complicações, como trombose
Cuidados intensivos e reabilitação
Após o tratamento agudo, o paciente necessita de cuidados intensivos, monitoramento contínuo e a implementação de uma equipe multidisciplinar para reabilitação, visando recuperação funcional e minimização de sequelas.
Cuidados essenciais no manejo do politrauma
- Monitoramento contínuo: sinais vitais, pressão intracraniana, oxigenação.
- Prevenção de infecções: uso de antibióticos profiláticos e higiene adequada.
- Suporte nutricional: alimentação enteral ou parenteral precocemente.
- Apoio psicológico: fundamental para pacientes e familiares.
- Educação para prevenção de novos acidentes: campanhas e orientações sobre segurança no trânsito, uso de equipamentos de proteção, etc.
Prevenção do politrauma
Prevenir o politrauma é um desafio que envolve ações em várias frentes, incluindo:
- Uso de cinturão de segurança e capacete
- Respeito às regras de trânsito
- Manutenção preventiva de veículos
- Campanhas de conscientização sobre segurança no trabalho e lazer
Perguntas Frequentes
1. Qual é a taxa de mortalidade do politrauma?
A taxa varia de acordo com a gravidade, rapidez do atendimento e assistência recebida, podendo chegar a até 30% em casos graves com múltiplas lesões.
2. Como saber se alguém sofreu politrauma?
Sintomas como dor intensa, perda de consciência, dificuldade de movimentação, sangramentos, deformidades e sinais de choque indicam a necessidade de atendimento médico urgente.
3. O politrauma pode deixar sequelas permanentes?
Sim. Dependendo das lesões, pode haver sequelas neurológicas, físicas ou motoras permanentes. A reabilitação precoce é fundamental para melhorar o prognóstico.
4. Quais profissionais atuam no cuidado ao politrauma?
Equipe multidisciplinar composta por médicos emergencistas, traumatologistas, cirurgiões, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos e outros especialistas.
Conclusão
O CID do politrauma é uma ferramenta fundamental para a classificação e tratamento dessa condição grave. O diagnóstico precoce, a abordagem multidisciplinar e os cuidados contínuos são essenciais para reduzir mortalidade e minimizar sequelas. Investir na prevenção, na capacitação de equipes de emergência e na conscientização da população é o caminho para um país com menos vítimas de acidentes e traumas múltiplos.
Como disse o renomado cirurgião Dr. Atul Gawande:
"A diferença na sobrevivência de um trauma muitas vezes depende de quem responde a uma emergência e quão bem eles sabem o que fazer."
Fazer a diferença por vidas humanas é uma responsabilidade de todos nós.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Relatório Mundial sobre Segurança Viária. 2018.
- Brasil. Ministério da Saúde. Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID). 2020.
- Munro, R. et al. "Trauma and Emergency Care," Lancet, 2020.
- Sociedade Brasileira de Medicina de Emergência (SBME). Guia de Conduta no Politrauma. 2021.
- Site oficial do Ministério da Saúde
- Hospital Sírio-Libanês - Protocolos de Atendimento em Traumas
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