CID Polidactilia: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos
A polidactilia é uma condição congênita que afeta muitas pessoas ao redor do mundo, caracterizada por ter dedos adicionais em mãos ou pés. Apesar de parecer incomum, essa condição é mais comum do que se imagina. Compreender suas causas, sintomas e opções de tratamento é fundamental para quem vive com essa condição ou deseja saber mais sobre ela. Neste artigo, exploraremos tudo o que você precisa saber sobre a CID Polidactilia, ajudando a desmistificar o tema e fornecer informações atualizadas e confiáveis.
Introdução
A polidactilia, classificada pelo Código Internacional de Doenças (CID), abrange um grupo de condições onde há dedos extras presentes na extremidade de mãos ou pés. Ela pode variar de uma alteração discreta — como um dedo rudimentar — até uma formação completa de um dedo extra que interfere na função ou estética do indivíduo. Apesar de ser uma condição congênita, a polidactilia pode ser identificada ainda na fase fetal por meio de exames de imagem ou ao nascer.

A condição é considerada uma anomalia do desenvolvimento do aparelho locomotor, afetando aproximadamente 1 em cada 500 a 1.000 nascidos, dependendo da população estudada. Sua incidência é maior em algumas comunidades específicas, dependendo de fatores genéticos e ambientais.
O que é a CID Polidactilia?
Definição
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID), a polidactilia é categorizada como um transtorno do desenvolvimento do aparato locomotor, sendo designada pelo código Q69.9. Essa classificação inclui todas as formas de dedos adicionais, independentemente de sua localização ou complexidade.
Classificação da Polidactilia
A seguir, apresentamos uma tabela resumida com os principais tipos de polidactilia:
| Tipo de Polidactilia | Localização | Características Principais | Código CID |
|---|---|---|---|
| Polidactilia Pós-axial | Lado externo do dedo | Dedos adicionais no lado mínimo da mão/pé | Q69.0 |
| Polidactilia Pré-axial | Lado interno do dedo | Dedos extras no lado lateral do polegar ou dedinho | Q69.1 |
| Polidactilia Central | No centro da mão ou pé | Dedos adicionais entre os dedos principais | Q69.2 |
| Polidactilia Rudimentar | Dedos rudimentares ou vestigiais | Estruturas rudimentares sem função clara | Q69.9 |
Causas da Polidactilia
Genética e Fatores Hereditários
A maioria dos casos de polidactilia têm origem genética, ocorrendo como uma anomalia autossômica dominante, o que significa que a criança pode herdar o traço de um dos pais ou um ancestral. Algumas alterações genéticas específicas envolvem mutações em genes responsáveis pelo desenvolvimento dos membros, como os genes SHH e GLI3.
Fatores Ambientais
Embora a maior parte das manifestações seja genética, fatores ambientais durante a gestação podem influenciar o desenvolvimento embrionário, contribuindo para o aparecimento de dedos extras. Estes fatores incluem uso de medicamentos, exposições químicas ou infeções durante o período de gestação.
Fatores de Risco
- História familiar de polidactilia
- Consumo de drogas ou álcool durante a gravidez
- Exposição a toxinas ambientais
- Certos síndromes genéticas associadas, como a Síndrome de Ellis-van Creveld
Sintomas e Diagnóstico
Sintomas mais comuns
- Presença de um dedo extra na mão ou pé
- Dedos adicionais podem estar bem formados ou rudimentares
- Dedo extra pode ser móvel ou rígido
- Notar alterações na estética da mão ou do pé
- Em alguns casos, o dedo extra pode causar desconforto ao usar sapatos ou durante atividades manuais
Diagnóstico
Exame Clínico
O diagnóstico geralmente é feito ao exame físico na maternidade ou logo após o nascimento. A observação direta de dedos extras é suficiente na maior parte dos casos.
Exames de Imagem
Para uma avaliação mais detalhada, realizam-se exames de imagem como ultrassonografia, raio-X ou RM. Estes exames ajudam a determinar:
- A estrutura óssea do dedo extra
- Nível de integração com o dedo principal
- Presença de articulações, ossos ou tecido mole adicionais
Diagnóstico Prenatal
A polidactilia pode ser detectada por ultrassonografia fetal entre a 18ª e a 22ª semanas de gestação. Identificar a condição na fase pré-natal permite planejamento de tratamento e acompanhamento.
Tratamentos para CID Polidactilia
O tratamento varia conforme a complexidade da condição e a preferência do paciente ou de seus responsáveis. Geralmente, a abordagem mais comum é a intervenção cirúrgica, com o objetivo de melhorar a estética, função e conforto do paciente.
Cirurgia de Correção
Quando realizar
- Dedos adicionais que causam desconforto ou interferência nas atividades diárias
- Dedos rudimentares que não possuem função
- Preferência estética do paciente ou dos responsáveis
Procedimento
A cirurgia consiste na remoção do dedo extra, preservando as estruturas mais importantes para a funcionalidade da mão ou pé. É realizada sob anestesia local ou geral, dependendo da idade e complexidade do caso.
Cuidados Pós-operatórios
- Uso de curativos e medicação para dor
- Limpeza adequada do local cirúrgico
- Reabilitação física, se necessário
- Acompanhamento com o cirurgião para evitar complicações
Tratamentos não cirúrgicos
Na maioria dos casos, não há alternativas eficazes ao procedimento cirúrgico. No entanto, em pequenos dedos rudimentares sem função, a decisão deve ser feita em conjunto com a equipe médica.
Considerações importantes
- A polidactilia pode estar associada a diversas síndromes genéticas, portanto, avaliações complementares são essenciais.
- O tratamento precoce costuma proporcionar melhores resultados estéticos e funcionais.
- A aceitação social e terapias de suporte psicológico podem ajudar na adaptação do paciente.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A polidactilia pode desaparecer com o tempo?
Não, a presença de dedos extras é congênita e permanece ao longo da desenvolvimento. O tratamento adequado pode remover ou reduzir a sua visibilidade e impacto.
2. A polidactilia é hereditária?
Sim, na maior parte dos casos, ela é herdada de forma autossômica dominante. No entanto, fatores ambientais também podem contribuir para seu desenvolvimento.
3. A cirurgia é segura?
Sim, quando realizada por um cirurgião especializado, a cirurgia de correção é segura e apresenta alta taxa de sucesso.
4. Existem riscos associados ao tratamento?
Como em qualquer procedimento cirúrgico, podem ocorrer riscos como infecção, sangramento, cicatrizes ou necessidade de nova intervenção. A avaliação pré-operatória cuidadosa minimiza esses riscos.
Conclusão
A CID Polidactilia é uma condição que, apesar de parecer desafiadora, possui excelentes opções de tratamento e alta taxa de sucesso quando diagnosticada e tratada precocemente. A compreensão adequada das causas, sintomas e possibilidades de intervenção permite que pacientes e responsáveis tomem decisões informadas, buscando a melhor qualidade de vida possível.
A importância de uma equipe multidisciplinar que envolva cirurgiões, geneticistas e reabilitadores é fundamental para alcançar resultados satisfatórios e promover o bem-estar do paciente.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 10ª edição, 2016.
- Silva, M. H. et al. "Polidactilia: Anatomia, diagnóstico e tratamento." Revista Brasileira de Cirurgia, vol. 35, n° 2, 2018.
- National Organization for Rare Disorders. Polydactyly. Disponível em: https://rarediseases.org/rare-diseases/polydactyly/
- Ministério da Saúde. Diretrizes de Diagnóstico e Tratamento de Anomalias Congênitas. 2020.
Fontes externas recomendadas
"O conhecimento é a melhor ferramenta para transformar uma condição desafiadora em uma história de sucesso."
MDBF