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CID Policitemia Vera: Guia Completo Sobre Essa Doença Hematológica

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A Policitemia Vera (PV) é uma doença hematológica de rara ocorrência, mas de grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. Sua complexidade e potencial risco de complicações requerem entendimento aprofundado para uma melhor gestão e tratamento. Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre a Policitemia Vera, abordando a CID, sintomas, diagnóstico, tratamento e cuidados específicos para quem busca informações confiáveis e otimizadas para mecanismos de busca.

Introdução

A Policitemia Vera é uma neoplasia mieloproliferativa crônica caracterizada pela produção excessiva de glóbulos vermelhos pelo organismo. Essa condição pode levar a uma maior viscosidade sanguínea, aumentando o risco de tromboses, eventos hemorrágicos e outras complicações graves. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), embora seja relativamente rara, a PV possui uma incidência estimada de 1 a 2 casos por 100.000 habitantes ao ano.

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Compreender esses aspectos é essencial para pacientes, familiares e profissionais de saúde que atuam na área hematológica. Além disso, conhecer o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado permite uma correta classificação e codificação das condições de saúde, facilitando estatísticas, pesquisas e tratamentos.

O que é CID e sua Relação com a Policitemia Vera

O que é o CID?

O CID (Código Internacional de Doenças) é um sistema padronizado de classificação de doenças desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele é utilizado globalmente para registrar, codificar e monitorar doenças e condições médicas, facilitando o combate às patologias de forma organizada.

CID da Policitemia Vera

A Policitemia Vera possui o código D45 no CID-10, que corresponde a uma classificação específica para essa condição. Conhecer esse código é importante para registros médicos, pesquisas epidemiológicas e acompanhamento de tratamentos.

Sintomas da Policitemia Vera

A manifestação clínica da PV pode variar de paciente para paciente. Alguns apresentam sintomas leves ou assintomáticos, enquanto outros manifestam sinais mais marcantes. Os principais sintomas incluem:

Sintomas Comuns

  • Dor de cabeça persistente
  • Tontura ou sensação de desfalecimento
  • Visão turva ou distorcida
  • Vermelhidão na pele, especialmente no rosto
  • Fraqueza e fadiga frequente
  • Coceira, especialmente após o banho
  • Perda de peso inexplicada
  • Sensação de queimação nas extremidades

Sinais Físicos

  • Hiperpigmentação ou pele avermelhada
  • aumento do volume do baço (esplenomegalia)
  • Inflamações e sangramentos causados por alterções na coagulação

Observação

Segundo um estudo publicado na Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, a maioria dos pacientes apresenta sintomas relacionados à hiperviscosidade sanguínea ou complicações trombóticas, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.

Diagnóstico da Policitemia Vera

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves. A avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem compõem o processo diagnóstico.

Exames Laboratoriais

ExameObjetivoValor de referência
Hemograma completoDetectar aumento de glóbulos vermelhosHGB: > 16,5 g/dL (homens), > 16 g/dL (mulheres); Hcte alta
Diferença de leucócitos e plaquetasAvaliar produção exagerada pela medula ósseaLeucócitos e plaquetas elevadas
Teste de JAK2Detectar mutação no gene JAK2Presença da mutação JAK2 V617F ou exon 12
Ferro sérico e transferrinaExcluir anemia ferroprivaNíveis normais ou elevados em PV
Ultrassonografia abdominalAvaliar o baçoEsplenomegalia geralmente presente

Critérios Diagnósticos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diagnóstico de Policitemia Vera pode ser confirmado se forem atendidos critérios maiores e menores, incluindo:

  • Hemoglobina ou hematócrito elevado
  • Presença da mutação JAK2
  • Baixo ferro sérico ou ferro de transporte elevado
  • Esplenomegalia

Para referências adicionais, consulte este artigo: Policitemia Vera: Diagnóstico e Tratamento.

Tratamento da Policitemia Vera

O tratamento visa controlar a produção excessiva de células sanguíneas, prevenir complicações trombóticas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Opções Terapêuticas

1. Flebotomias

A retirada periódica de sangue — na maioria dos casos, de 300 a 500 mL a cada 2 ou 4 semanas — é o tratamento padrão. Essa ação reduz a viscosidade do sangue e diminui os riscos trombóticos.

2. Uso de medicamentos

MedicamentoFunçãoObservações
HidroxiureiaReduz a produção de células sanguíneasIndicado para pacientes com alto risco de trombose
Interferon alfaControle da proliferação celularOpção para pacientes jovens ou mulheres grávidas
Aspirina em baixas dosesPrevenção de eventos trombóticosUso profilático em pacientes sem sangramento ativo

Cuidados Importantes

  • Monitoramento regular dos níveis sanguíneos
  • Controle de fatores de risco, como hipertensão e tabagismo
  • Evitar acidentes que possam causar sangramento
  • Acompanhamento multidisciplinar com hematologista

Para mais detalhes sobre o tratamento, visite American Society of Hematology.

Complicações Associadas à Policitemia Vera

Se não tratada adequadamente, a PV pode evoluir para condições mais graves:

  • Trombose cerebral, pulmonar, ou coronariana
  • Hemorragias de diferentes órgãos
  • Progressão para mielofibrose ou leucemia mieloide aguda
  • Insuficiência esplênica ou hepática

A evolução e o risco de complicações destacam a importância do acompanhamento médico constante e do tratamento adequado.

Prevenção e Cuidados Pessoais

Embora não exista uma forma definitiva de prevenir a PV, seguir orientações médicas, manter hábitos saudáveis e realizar exames periódicos ajudam na detecção precoce e no controle da doença.

  • Dieta equilibrada e hidratação adequada
  • Controle de fatores de risco cardiovascular
  • Evitar sedentarismo
  • Não fumar
  • Manter acompanhamento regular com o hematologista

Perguntas Frequentes

1. A Policitemia Vera é hereditária?

Embora a maioria dos casos seja esporádica, alguns estudos sugerem possíveis fatores genéticos. No entanto, a PV não é considerada uma doença hereditária de transmissão direta.

2. Qual a expectativa de vida de quem tem PV?

Com diagnóstico e tratamento adequados, a expectativa de vida pode ser próxima da normalidade ou levemente reduzida. O acompanhamento constante é vital para prevenir complicações.

3. É possível curar a Policitemia Vera?

Atualmente, a PV é considerada uma doença crônica e não há cura definitiva. No entanto, o controle adequado permite uma vida longa e com boa qualidade.

Conclusão

A Policitemia Vera é uma condição que requer atenção especializada e acompanhamento contínuo. A compreensão do CID D45, dos sintomas, do diagnóstico precoce e do tratamento, é fundamental para minimizar riscos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Como afirmou o hematologista Dr. Carlos Alberto, “o diagnóstico precoce e uma abordagem multidisciplinar são essenciais para o manejo eficaz da PV”. O avanço na pesquisa e no tratamento consolida a esperança de uma gestão mais efetiva para todos os portadores dessa enfermidade.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). https://www.who.int/classifications/icd/en/
  2. Instituto Nacional de Câncer (Inca). Policitemia Vera. https://www.inca.gov.br/noticias/policitemia-vera-diagnostico-e-tratamento
  3. Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. Guia de Hematologia. https://www.sbhhem.org.br/
  4. American Society of Hematology. Management of Polycythemia Vera. https://www.hematology.org/education/clinicians/guidelines-and-quality-care

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas, atualizadas e otimizadas para mecanismos de busca, contribuindo para maior compreensão e gestão adequada da Policitemia Vera.