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CID Placenta Prévia: Causas, Sintomas e Tratamentos Essenciais

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A saúde da gestante e do bebê durante a gravidez é uma preocupação central para profissionais de saúde e futuras mães. Entre as complicações que podem surgir, a placenta prévia é uma condição que exige atenção especializada. Quando a placenta cobre parcial ou totalmente o colo do útero, ela se caracteriza por uma condição conhecida pelo código CID (Classificação Internacional de Doenças) como O44.0 para placenta prévia completa e outros códigos específicos para variações dessa condição.

Neste artigo, exploraremos em detalhes as causas, sintomas, tratamentos e cuidados relacionados à placenta prévia, ajudando gestantes e profissionais de saúde a compreenderem essa condição de forma clara e aprofundada.

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O que é a Placenta Prévia?

Definição

A placenta prévia ocorre quando a placenta está localizada na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo do útero, dificultando o parto normal e aumentando o risco de complicações durante a gestação e o parto.

Classificação segundo a CID

Tipo de Placenta PréviaDescriçãoCódigo CID
Placenta Prévia CompletaQuando a placenta cobre totalmente o cérvixO44.0
Placenta Prévia ParcialQuando cobre parcialmente o canal de partoO44.1
Placenta Prévia MarginalQuando chega à margem do canal de partoO44.2
Placenta Acesso PrévioQuando a placenta está próxima do colo, sem cobri-loO44.9

Causas da Placenta Prévia

Fatores de Risco

As causas exatas da placenta prévia ainda não são totalmente compreendidas, mas diversos fatores estão associados ao seu desenvolvimento:

  • Gravidez múltipla (gêmeos, trigêmeos)
  • Idade materna avançada (acima de 35 anos)
  • Histórico de cesarianas anteriores
  • Cirurgias uterinas prévias (leões, miomas ou ablativos)
  • Anomalias uterinas (septos ou malformações)
  • Gravidez por fertilização assistida
  • Histórico de placenta prévia em gestação anterior
  • Tabagismo e uso de drogas ilícitas

Mecanismos envolvidos

Segundo estudos recentes, a implantação anormal da placenta na parede uterina e alterações na vascularização do útero contribuem significativamente para o desenvolvimento da condição. Crianças nascidas de gestações com esses fatores apresentam maior risco de complicações.

Sintomas da Placenta Prévia

Sinais mais comuns

Os principais sintomas associados à placenta prévia incluem:

  • Sangramento vaginal indolor: Geralmente, ocorre de forma repentina, durante o segundo ou terceiro trimestre, sem dor ou contrações.
  • Sangramento contínuo ou intermitente.
  • Contrações uterinas leves ou ausência de contraturas.

Quando procurar ajuda médica

Mesmo que o sangramento seja leve, a gestante deve procurar atendimento médico imediatamente. O monitoramento contínuo é essencial para evitar complicações.

Diagnóstico

Exames utilizados

Ultrassonografia transvaginal

A ultrassonografia é o principal exame para confirmação do diagnóstico de placenta prévia, permitindo visualizar a posição da placenta em relação ao colo do útero.

Exame de toque vaginal

Utilizado com cautela, geralmente realizado após confirmação por ultrassonografia, para avaliar o colpocítico e a posição da placenta.

Monitoramento

A gestante com placenta prévia deve realizar check-ups regulares, incluindo ultrassonografias para acompanhar a evolução da posição placentária.

Tratamentos essenciais para a Placenta Prévia

Conduta clínica

O tratamento da placenta prévia depende do grau, do momento da gestação e da condição da mãe e do bebê. Pode variar desde o acompanhamento até a intervenção cirúrgica de emergência.

SituaçãoTratamentoObservações
Sangramento leve sem complicaçõesRepouso relativo, acompanhamento obstétrico rigorosoPode evoluir para complicações mais graves
Sangramento intenso ou ameaças de parto prematuroInternação, medicação para controlar o sangramento, corticoterapia para o pulmão do bebêAvaliação constante do bem-estar fetal
Placenta prévia completa ou com risco de hemorragia graveParto cesariano programadoGeralmente realizado entre 36 a 37 semanas de gestação
Diagnóstico precoce na gestaçãoAcompanhamento com ultrassonografia periódicaObservação da posição da placenta

Recomendações gerais

  • Evitar atividades físicas intensas.
  • Abster-se de relações sexuais.
  • Realizar consultas obstétricas regulares.
  • Ficar alerta a sinais de sangramento ou dor.

Quando é indicado o parto cesariano?

De modo geral, a placenta prévia exige parto por cesariana, especialmente em casos de cobertura total ou parcial do colo do útero, para evitar complicações durante o parto vaginal.

Cuidados durante a gestação com placenta prévia

Monitoramento constante

A gestante deve manter um acompanhamento rigoroso com o obstetra, incluindo ultrassonografias de controle para acompanhar a posição da placenta.

Recomendação de repouso

Dependendo do grau de ameaça, o repouso absoluto ou relativo pode ser indicado para evitar o agravamento do sangramento.

Alimentação e hidratação

Manter uma alimentação equilibrada e hidratação adequada para fortalecer o organismo e prevenir complicações.

Preparação para o parto

Planejar o parto em uma unidade hospitalar equipada, com equipe especializada, garantindo a segurança do bebê e da mãe.

Perguntas frequentes

A placenta prévia pode se resolver espontaneamente?

Sim, em muitos casos, a placenta prévia pode se deslocar à medida que a gestação avança, especialmente até a 32ª semana. O acompanhamento constante é fundamental para determinar o momento ideal para o parto.

É possível ter uma gravidez normal com placenta prévia?

Na maior parte dos casos, não. A presença de placenta prévia costuma indicar a necessidade de parto cesariano, especialmente nas formas completas ou com cobertura do colo.

O que fazer se ocorrer sangramento durante a gravidez?

Procure imediatamente atendimento médico. O repouso e o monitoramento são essenciais para evitar complicações maiores.

Qual a diferença entre placenta prévia e separação placentária?

A placenta prévia ocorre quando a placenta cobre o colo do útero, enquanto a separação placentária (descolamento prematuro da placenta) é a separação da placenta antes do parto, geralmente acompanhada de dor e sangramento intenso.

Conclusão

A placenta prévia é uma complicação obstétrica que, embora seja relativamente comum, exige atenção cuidadosa e manejo adequado para garantir a segurança da mãe e do bebê. Com o avanço da medicina e o diagnóstico precoce por meio de ultrassonografia, o tratamento adequado pode reduzir significativamente os riscos associados. É fundamental que gestantes com fatores de risco recebam acompanhamento obstétrico regular para monitoramento e tomada de decisão clínica eficaz.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), "o cuidado obstétrico de qualidade é o pilar fundamental para reduzir as taxas de mortalidade materna e neonatal", reforçando a importância do acompanhamento profissional.

Para mais informações sobre gestação e complicações obstétricas, consulte sites como o Ministério da Saúde e o Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGM).

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Diretrizes para o cuidado pré-natal. 2021.
  2. Ministério da Saúde. Gestação de alto risco: protocolo assistencial. 2020.
  3. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Manuais de conduta em obstetrícia. 2022.
  4. American College of Obstetricians and Gynecologists. Practice Bulletin No. 191: “Placenta Previa”, Obstetrics & Gynecology, 2018.

Este artigo tem como objetivo fornecer informações completas e atualizadas, sempre consulte um profissional de saúde para orientação específica.