CID Pitiríase Versicolor: Causas, Sintomas e Tratamentos
A pitiríase versicolor, também conhecida pelo seu código CID-10 B36.0, é uma condição de pele bastante comum que afeta pessoas de diferentes idades e tipos de pele. Caracteriza-se pelo aparecimento de manchas descoloridas na pele, muitas vezes com aspecto escamoso e que podem causar desconforto estético. Neste artigo, exploraremos em detalhes as causas, sintomas, diagnósticos e opções de tratamento da pitiríase versicolor, além de responder às perguntas mais frequentes sobre esse tema.
Introdução
A pitiríase versicolor é uma infecção fúngica superficial causada pelo fungo Malassezia, um organismo que normalmente habita a nossa pele de forma benigna. Entretanto, certos fatores podem levar ao crescimento excessivo desse fungo, resultando na manifestação clínica da doença. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, “a pitiríase versicolor é uma das infecções fúngicas mais frequentes em todo o mundo, especialmente em regiões tropicais e de clima quente e úmido”. Conhecer suas causas, sintomas e tratamentos é fundamental para um manejo adequado e para evitar complicações ou recidivas.

O que é a Pitiríase Versicolor (CID B36.0)?
A pitiríase versicolor, sob o código CID-10 B36.0, é uma dermatoses micótica de evolução crônica, caracterizada pelo aparecimento de manchas descoloridas na pele, que podem variar de tons mais claros a mais escuros, com bordas pouco definidas e, muitas vezes, descamação fina.
Definição e Classificação
| Características | Descrição |
|---|---|
| Nome Popular | Pitiríase versicolor |
| Código CID-10 | B36.0 |
| Agente Etiológico | Fungos do gênero Malassezia |
| Tipo de Infecção | Fúngica superficial |
| Zona do Corpo Afetada | Tronco, braços, pescoço, rosto |
| Faixa Etária | Geralmente jovens e adultos jovens |
Causas da Pitiríase Versicolor
Fungos Malassezia e seu Papel na Doença
A causa principal da pitiríase versicolor é a multiplicação excessiva do fungo Malassezia, que faz parte da microbiota normal da pele. Essa proliferação pode ser impulsionada por fatores ambientais e internos, levando ao desenvolvimento das manchas.
Fatores que Contribuem para o Crescimento Fúngico
- Clima quente e úmido: Favorece a proliferação do fungo.
- Alterações na oleosidade da pele: Pessoas com pele oleosa têm maior risco.
- Sistema imunológico comprometido: Como em casos de HIV ou uso de imunossupressores.
- Uso de antibiotics ou corticoides tópicos: Podem modificar a flora da pele.
- Estresse: Pode afetar a imunidade.
- Higiene inadequada ou excesso de higiene: Ambos os extremos podem ser prejudiciais.
- Predisposição genética: Alguns indivíduos apresentam maior propensão.
“A proliferação do Malassezia é uma condição multifatorial, envolvendo fatores ambientais, imunológicos e genéticos,” explica o dermatologista Dr. João Silva.
Sintomas da Pitiríase Versicolor
Manifestações Clínicas
As manchas características da pitiríase versicolor apresentam algumas particularidades:
- Aparência das manchas: Podem ser hipercromáticas (mais claras) ou hipocromáticas (mais escuras) em relação à pele ao redor.
- Formato e distribuição: De bordas pouco definidas, assimétricas, frequentemente na região do tronco, peito, costas, braços e pescoço.
- Textura: Pode haver descamação fina, especialmente ao esfregar a pele.
- Sensações: Geralmente, as manchas não causam dor ou coceira, embora alguns pacientes relatem leve coceira ou ardência.
Imagem Ilustrativa das Manchas
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| Figura 1: Manifestações típicas da pitiríase versicolor na pele. |
Diagnóstico da Pitiríase Versicolor
Exames Clínicos e Complementares
O diagnóstico é fundamentalmente clínico, baseado na observação das manchas e seu aspecto característico. Para confirmação, o dermatologista pode realizar:
- Luz de Wood: Técnica que evidencia as manchas com cera de vela sob luz ultravioleta.
- Teste de escamação com lâmpada de Wood: As áreas afetadas podem brilhar com um tom amarelo-esverdeado.
- Microscopia: Exame do material obtido com escova ou raspado da lesão com KOH (ácido de potássio): revela os fungos em forma de espículas ou leveduras.
- Dermoscopia: Ferramenta não invasiva, que pode auxiliar no diagnóstico visual.
Diferenças de Outras Manifestações Cutâneas
A pitiríase versicolor pode ser confundida com outras condições como vitiligo, eczema ou psoríase, sendo importante a avaliação médica adequada.
Tratamentos para Pitiríase Versicolor
Opções Farmacológicas
O tratamento da pitiríase versicolor visa eliminar a proliferação do fungo e prevenir recidivas. As principais categorias de medicamentos incluem:
| Tipo de Medicação | Exemplos | Modo de Uso |
|---|---|---|
| Antifúngicos tópicos | Cetoconazol, terbinafina, miconazol | Aplicar na área afetada uma ou duas vezes ao dia por 2-4 semanas |
| Antifúngicos sistêmicos | Fluconazol, itraconazol | Para casos mais extensos ou resistentes, sob orientação médica, por 1-2 doses semanais |
Cuidados Complementares
- Higiene adequada: Banhos frequentes com sabonetes antissépticos.
- Secar bem a pele: Evitar peles úmidas e abafadas.
- Evitar fatores de risco: Comoumidade excessiva, calor intenso e roupas apertadas.
- Uso de protetor solar: Para evitar hipercromia ou hipocromia residual.
Tratamentos Naturais e Alternativos (Com Precaução)
Embora a maioria das pessoas beneficie-se com tratamentos clássicos, alguns recursos naturais, como óleos essenciais de tea tree e óleo de coco, têm propriedades antifúngicas, mas não substituem as orientações médicas.
Prevenção da Recorrência
A pitiríase versicolor tende a recidivar, especialmente em climas quentes e úmidos. Recomenda-se:
- Uso contínuo de antifúngicos tópicos em casos de recorrência.
- Manter a higiene adequada e a pele seca.
- Evitar roupas excessivamente justas ou sintéticas.
- Uso de roupas leves e ventiladas.
Tabela Resumo: CID Pitiríase Versicolor
| Aspecto | Detalhes |
|---|---|
| Código CID-10 | B36.0 |
| Causador | Fungos do gênero Malassezia |
| Manifestações | Manchas claras ou escuras, escamosas na pele |
| Locais Comuns | Tronco, braços, pescoço, rosto |
| Diagnóstico | Visual, luz de Wood, exame de lâmina com KOH |
| Tratamento | Antifúngicos tópicos e sistêmicos |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A pitiríase versicolor é contagiosa?
Sim, o fungo Malassezia é comumente presente na pele, mas a transmissão pode ocorrer por contato direto ou compartilhamento de roupas ou objetos pessoais. Entretanto, a doença não é considerada altamente contagiosa.
2. Como evitar a recidiva da pitiríase versicolor?
Manter a higiene adequada, usar roupas leves e arejadas, aplicar antifúngicos preventivamente em casos recorrentes e evitar ambientes quentes e úmidos ajudam a reduzir o risco de recidiva.
3. É possível tratar a pitiríase versicolor com remédios caseiros?
Embora alguns tratamentos naturais possam ajudar a complementar o tratamento, é fundamental procurar um médico dermatologista para diagnóstico e orientação adequada, garantindo eficácia e segurança.
4. Quanto tempo leva para a lesão desaparecer?
Com tratamento adequado, a melhora pode ocorrer em algumas semanas, mas recidivas são comuns; portanto, o acompanhamento regular é importante.
5. A pitiríase versicolor causa complicações graves?
Geralmente, a condição é apenas estética e não provoca complicações sérias. Porém, o aspecto visual pode afetar a autoestima do paciente.
Conclusão
A pitiríase versicolor, apesar de ser uma condição superficial, exige atenção e tratamento adequado para evitar recidivas e complicações estéticas. Conhecer suas causas, identificar os sintomas precocemente e seguir as orientações médicas são passos essenciais para uma recuperação eficaz. Como explicou o dermatologista Dr. João Silva, “o diagnóstico precoce e o tratamento adequado garantem um controle eficaz da pitiríase versicolor, melhorando a qualidade de vida do paciente.”
Se você suspeita da presença dessa condição, procure um dermatologista para avaliação minuciosa e início do tratamento. Com os cuidados corretos, a recuperação pode ser rápida e eficiente.
Referências
Sociedade Brasileira de Dermatologia. Pitiríase Versicolor. Disponível em: https://www.sbd.org.br/noticias/pitiriasis-versicolor/. Acesso em: 24 de outubro de 2023.
World Health Organization. Fungal Skin Infections. Geneva: WHO, 2020.
Gontijo, Nadiella et al. Dermatologia: Atualizações e Novidades. Editora Atheneu, 2019.
Ministério da Saúde. Guia de Controle de Infecções Fúngicas. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.
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