CID Pielonefrite Aguda: Diagnóstico e Tratamento Eficazes
A pielonefrite aguda é uma infecção do trato urinário superior que afeta os rins, podendo levar a complicações graves se não for diagnosticada e tratada corretamente. Segundo dados do Ministério da Saúde, a pielonefrite é uma das principais causas de hospitalização por infecção bacteriana no Brasil, sendo mais comum em mulheres, especialmente naquelas na fase de maior atividade sexual ou gestantes.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID (Código Internacional de Doenças) referente à pielonefrite aguda, além de discutir os aspectos mais relevantes do diagnóstico e do tratamento eficazes para essa condição, sempre buscando oferecer informações atualizadas e embasadas na literatura médica. Conhecer as particularidades dessa infecção contribui para práticas clínicas mais precisas e a promoção da saúde renal.

O que é Pielonefrite Aguda?
A pielonefrite aguda é uma infecção que acomete o parênquima renal e o sistema de coleta (pelve renal). Ela geralmente resulta de uma ascensão de bactérias, principalmente os escherichia coli, que estão presentes na microbiota intestinal. Quando não tratada adequadamente, pode evoluir para complicações como abscessos renais, septicemia ou até insuficiência renal.
Códigos do CID para Pielonefrite Aguda
O CID-10 classifica a pielonefrite aguda sob os seguintes códigos principais:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| N10 | Pielonefrite aguda |
| N11.0 | Pielonefrite não obstrutiva, recidivante |
| N11.1 | Pielonefrite obstrutiva, recidivante |
Na maioria dos casos clínicos, o código N10 é utilizado para documentação e registro médico.
Diagnóstico da Pielonefrite Aguda
O diagnóstico oportuno é fundamental para evitar complicações e garantir um tratamento eficaz. A seguir, descrevemos os principais passos diagnósticos.
História Clínica e Exame Físico
O paciente geralmente apresenta sintomas como:
- Febre elevada
- Dor lombar ou lumbar
- Disúria (dor ao urinar)
- Polaciúria e disurpúria
- Mal-estar geral
- Náuseas e vômitos
No exame físico, pode-se notar sensibilidade na região lombar, rigidez muscular e sinais de febre.
Exames Laboratoriais
Hemograma Completo
Revela leucocitose com desvio à esquerda, indicando infecção.
Exame de Urina
- EAS (Exame de Urina Tipo I): presença de leucócitos, piúria, nitritos positivos e bactérias.
- Urocultura: identifica o agente etiológico e seu perfil de sensibilidade.
Exames de Imagem
- Ultrassonografia renal: avalia a morfologia renal e descarta obstruções.
- Tomografia computadorizada (TC): utilizada em casos complexos ou com suspeita de complicações, como abscessos.
Critérios de Diagnóstico
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o diagnóstico da pielonefrite aguda baseia-se na combinação de sinais clínicos, laboratoriais e de imagem.
Tratamento Eficaz da Pielonefrite Aguda
O tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível para evitar evolução para formas mais graves.
Tratamento Clínico
Antibioticoterapia
A escolha do antibiótico deve ser baseada na urocultura, quando possível, e na resistência local. Geralmente, inicia-se com medicamentos de amplo espectro, como:
- Ciprofloxacino
- Ceftriaxona
- Amoxicilina com ácido clavulânico
A duração do tratamento costuma variar de 7 a 14 dias, dependendo da gravidade e da resposta do paciente.
Hidratação
Recomendação de ingestão abundante de líquidos para ajudar na eliminação das bactérias.
Febre e Dor
Uso de antipiréticos e analgésicos, como paracetamol ou dipirona.
Cuidados Especiais
- Avaliação de possíveis fatores predisponentes, como obstruções ou refluxo vesicoureteral.
- Monitoramento clínico e laboratorial.
- Em casos complicados ou com abscessos, pode ser necessária intervenção cirúrgica ou drenagem percutânea.
Protocolo de Tratamento: Tabela Resumo
| Passo | Ação | Observações |
|---|---|---|
| Diagnóstico | História, exame físico, exames laboratoriais e de imagem | Confirmação clínica e esclarecer etiologia |
| Início de antibióticos | Baseado em suspeita ou urocultura | Ajustar conforme o antibiograma |
| Hidratação | Ingestão de líquidos | Manter ótimas condições de eliminação renal |
| Controle de sintomas | Analgésicos e antipiréticos | Reduzir desconforto do paciente |
| Monitoramento | Avaliações periódicas | Observação de evolução e ajuste de tratamento |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais são os fatores de risco para desenvolver pielonefrite aguda?
Resposta: Entre os fatores de risco estão gravidez, refluxo vesicoureteral, obstruções do trato urinário, uso de cateteres, diabetes mellitus, imunossupressão e higiene inadequada.
2. É possível prevenir a pielonefrite?
Resposta: Sim. A prevenção inclui hidratação adequada, higiene íntima, tratamento de infecções do trato urinário, acompanhamento de condições que favorecem a recidiva e atenção à glicemia em diabéticos.
3. Quanto tempo leva para a pielonefrite aguda causar danos permanentes nos rins?
Resposta: Com diagnóstico e tratamento precoces, os danos são evitáveis. No entanto, infecções recorrentes ou não tratadas podem levar a cicatrizes renais permanentes ao longo do tempo.
4. Quando procurar ajuda médica?
Resposta: Sempre que houver febre alta, dor lombar intensa, sintomas urinários agravados ou sinais de complicação, procure assistência médica imediatamente.
Conclusão
A pielonefrite aguda, quando bem diagnosticada e tratada, possui excelente prognóstico. Conhecer os códigos do CID relacionados, os sinais de alerta e as melhores estratégias terapêuticas é fundamental para os profissionais de saúde. Além disso, a prevenção também desempenha papel crucial na redução da incidência dessa infecção.
O tratamento adequado, aliado ao acompanhamento clínico, pode evitar complicações graves, como abscessos ou insuficiência renal. Como afirmou o renomado urologista Dr. Renato Simões, “a rapidez no diagnóstico e na intervenção clínica podem ser a diferença entre uma recuperação completa e complicações irreversíveis”.
Para informações adicionais sobre saúde renal, visite os sites Sociedade Brasileira de Nefrologia e Ministério da Saúde.
Referências
- Sociedade Brasileira de Nefrologia. "Guidelines for the Management of Urinary Tract Infections." Janeiro de 2022.
- Ministério da Saúde. "Dados epidemiológicos de infecções do trato urinário." Brasília, 2023.
- Goldfarb, D. S., et al. "Pielonefrite aguda: diagnóstico, manejo e prevenção." Jornal da Urologia, v. 99, n. 4, 2021.
- Sociedade Brasileira de Infectologia. "Protocols de tratamento para infecções do trato urinário." 2022.
Este artigo foi elaborado de forma a oferecer uma compreensão ampla e atualizada sobre o CID Pielonefrite Aguda, visando informar profissionais de saúde, estudantes e pacientes.
MDBF