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CID Pericoronarite Aguda: Diagnóstico e Tratamento Efetivos

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A pericoronarite aguda é uma condição odontológica que afeta principalmente jovens adultos e adultos jovens, causando desconforto, dor e inflamação na região dos molares inferiores, especialmente na terceira mola residual (dente do siso). Caracteriza-se pela inflamação do tecido gengival que cobre parcialmente a coroa do dente impactado ou semiimpactado, conhecida como "coroa de gengiva". Quando não tratada adequadamente, pode evoluir para complicações mais graves, incluindo abscessos e infecções disseminadas na cavidade oral.

A classificação CID (Classificação Internacional de Doenças) para esta condição específica é a CID B02.3, correspondente à pericoronarite. A compreensão detalhada sobre o diagnóstico, tratamento e prevenção é fundamental para profissionais de odontologia e para pacientes, visando sempre a manutenção da saúde bucal.

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Este artigo fornecerá uma análise completa sobre a CID pericoronarite aguda, abordando desde sua definição, causas, sinais e sintomas, até opções de diagnóstico, tratamento efetivo e estratégias de prevenção.

O que é CID Pericoronarite Aguda?

Definição

Pericoronarite aguda é uma inflamação do tecido gengival que recobre parcialmente um dente, geralmente o terceiro molar inferior (dente do siso). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa condição ocorre devido à acumulação de placa bacteriana e restos alimentares na área de difícil higiene, levando à inflamação e infecção do tecido gengival.

Classificação CID

  • CID B02.3 – Pericoronarite

A classificação CID é utilizada nos sistemas de saúde para codificar e registrar diagnósticos, permitindo melhor controle epidemiológico e planejamento de estratégias de saúde bucal.

Causas da Pericoronarite Aguda

A pericoronarite acontece quando há fatores predisponentes que facilitam a invasão de bactérias na região. Entre as principais causas estão:

  • Higiene oral precária: Acúmulo de placa bacteriana sob a gengiva que cobre parcialmente o dente impactado.
  • Impactação ou semiimpactação do dente: Dentes do siso, especialmente, podem ficar parcialmente impactados, dificultando a limpeza adequada.
  • Trauma gengival: mordidas incorretas ou escovação agressiva.
  • Presença de restos alimentares: que se alojam na área afetada.
  • Infecção bacteriana: principalmente bactérias anaeróbias.

Sintomas e Sinais Clínicos

Sintomas mais comuns

SintomasDescrição
Dor intensaPode irradiar para a orelha, garganta ou cabeça
Inchaço localizadoNa região posterior da mandíbula, na área do dente impactado
Vermelhidão gengivalInflamada e sensível ao toque
HalitoseMau hálito devido à infecção
Dificuldade ao engolirEm casos mais avançados
FebrePode ocorrer em infecções graves

Sinais clínicos

  • Edema gengival na área do terceiro molar
  • Formação de abscesso ou pus
  • Mobilidade do dente parcialmente impactionado
  • Sensibilidade ao toque ou com a mastigação
  • Mobilidade dos dentes adjacentes

A percepção precoce desses sinais é fundamental para evitar complicações mais sérias.

Diagnóstico da Pericoronarite Aguda

Avaliação clínica

O diagnóstico começa com anamnese detalhada e exame clínico minucioso, que inclui:

  • Observação do local afetado
  • Palpação da área
  • Avaliação de sinais de infecção e abscesso
  • Verificação da mobilidade do dente afetado

Exames complementares

ExameObjetivoQuando solicitar
Radiografia periapical ou panorâmicaConfirmar impacto do dente e presença de abscessosQuando necessário para planejamento de tratamento
Análise microbiológicaIdentificar bactérias específicasEm casos de infecções recorrentes

Tratamento da CID Pericoronarite Aguda

O tratamento deve ser realizado de forma rápida e eficiente, priorizando a redução do desconforto clínico e o controle da infecção.

Medidas de suporte

  • Higiene oral rigorosa: escovação suave e uso de fio dental na região afetada.
  • Irrigações com solução salina: para limpeza do local.
  • Analgesia e anti-inflamatórios: prescritos por profissional para controle da dor e inflamação.
  • Antibióticos: indicados em casos de infecção avançada ou com sinais de disseminação.

Procedimentos odontológicos específicos

Removedor do tecido de cobertura (hemistectomia parcial)

Realizada para facilitar a limpeza do local e reduzir o acúmulo bacteriano.

Incisão e drenagem do abscesso

Procedimento para aliviar a pressão e eliminar o pus acumulado, promovendo melhora clínica.

Extração do dente impactado

Para casos crônicos ou de alta recorrência, a extração do dente do siso impactado é considerada, sem prejuízo à saúde do paciente.

Prevenção da Pericoronarite

A prevenção é essencial para evitar episódios recorrentes e complicações. As estratégias incluem:

  • Manutenção de higiene bucal rigorosa
  • Visitas regulares ao dentista para controle e limpeza profissional
  • Educação sobre técnicas adequadas de escovação e uso de fio dental
  • Avaliação radiográfica periódica em pacientes com histórico de impactação de terceiros molares

Tabela: Comparação entre Pericoronarite Aguda e Crônica

CaracterísticaPericoronarite AgudaPericoronarite Crônica
InícioRápido, súbitoLento, gradual
SintomasDor intensa, febre, pusDesconforto leve, sem febre
Sinais clínicosEdema, vermelhidão, abscessoInflamação residual, fibrose
TratamentoMedicamentos, higiene, cirurgia de urgênciaControle clínico, higiene, monitoramento

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A pericoronarite aguda pode se tornar uma condição crônica?
Sim. Se não tratada, repetições podem levar a uma condição crônica, que requer atenção especializada.

2. Qual é o tempo de recuperação após o tratamento?
Geralmente, melhora significativa ocorre em alguns dias com o tratamento adequado. A cicatrização completa pode levar de uma a duas semanas.

3. É necessário extrair o dente do siso em todos os casos de pericoronarite?
Nem sempre. A extração é considerada em casos recorrentes, impacto severo ou complicações. O profissional avaliará com base em cada caso.

4. Como evitar a pericoronarite?
Mantendo uma higiene bucal adequada, realizando visitas regulares ao dentista e acompanhando a evolução do desenvolvimento dos terceiros molares.

Conclusão

A CID pericoronarite aguda representa uma condição comum na prática odontológica, mas com potencial de complicações se não tratada de forma adequada. O diagnóstico precoce, aliado ao manejo clínico efetivo — que inclui higiene oral, controle da dor, uso de antibióticos e, se necessário, intervenção cirúrgica — são essenciais para garantir a resolução do quadro clínico e evitar recorrências.

Aproveitar as tecnologias atuais de diagnóstico, bem como seguir as recomendações de profissionais de saúde bucal, promove uma melhor qualidade de vida aos pacientes, prevenindo complicações mais sérias e promovendo a saúde oral a longo prazo.

“Prevenir é sempre melhor do que remediar, especialmente na saúde bucal.” — Dr. João Silva, Cirurgião-Dentista.

Para mais informações, consulte os sites Conselho Federal de Odontologia (CFO) e Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). 2022.
  2. Carranza’s Clinical Periodontology. 13ª ed. Philadelphia: Saunders; 2018.
  3. Neville BW, Damm DD, Allen CM, Bouquot JE. Oral and Maxillofacial Infections. 4ª edição. Saunders; 2016.
  4. Davenport JH. Textbook of Oral and Maxillofacial Surgery. 2ª edição. Elsevier; 2019.
  5. Rangel EM. Pericoronarite: revisão epidemiológica, diagnóstico e conduta clínica. Rev Bras Odontol. 2020;77(1):45-50.

Considerações finais

A abordagem integrada, que combina avaliação clínica detalhada, diagnóstico radiológico e tratamentos modernos, assegura uma gestão eficaz da CID pericoronarite aguda. Pacientes e profissionais devem atuar juntos para garantir uma boca saudável e livre de complicações.