CID Perda de Audição: Diagnóstico, Causas e Tratamentos
A perda de audição é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, impactando significativamente a comunicação, a qualidade de vida e o bem-estar emocional de quem enfrenta esse desafio. Compreender o Custo de Identificação (CID) da perda auditiva, suas causas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para buscar uma intervenção adequada e melhorar a vida daqueles que convivem com essa condição. Este artigo apresenta uma análise detalhada sobre o tema, abordando aspectos técnicos, clínicos e práticos, de forma otimizada para mecanismos de busca e acessível a todos os leitores.
Introdução
A audição desempenha um papel vital na nossa interação com o mundo. Quando essa função começa a prejudicar-se, seja de forma parcial ou total, é essencial compreender o diagnóstico, as possíveis causas e as alternativas de tratamento. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 5% da população mundial apresenta algum grau de perda auditiva, tornando esse um problema de saúde pública relevante.

A classificação do CID para perda de audição é fundamental na rotina clínica, na pesquisa e na elaboração de políticas de saúde. O Código Internacional de Doenças (CID-10) define a perda auditiva sob diversos códigos, dependendo da origem, gravidade e características da condição. Este artigo abordará esses aspectos detalhadamente, com o objetivo de fornecer informações completas e atualizadas para profissionais e leigos interessados no tema.
O que é CID e sua relação com a perda de audição
O que significa CID?
CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é uma ferramenta desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para codificar doenças, sintomas, sinais e condições relacionadas à saúde. Os códigos do CID ajudam na padronização de registros médicos, na epidemiologia, na gestão de recursos e na pesquisa científica.
CID relacionado à perda de audição
Para a perda de audição, os códigos variam dependendo do tipo e da causa. Na CID-10, por exemplo, a perda auditiva está classificada sob os códigos H90 a H91, que abrangem diferentes formas e causas da condição.
Tipos de perda de audição segundo o CID
A classificação da perda auditiva segundo o CID leva em consideração o grau, a origem e a manifestação clínica. A seguir, apresentamos os principais tipos classificados em categorias:
Perda de Audição Condutiva (CID H90.0 a H90.8)
Ocorre quando há um problema na transmissão do som pelo ouvido externo ou médio, impedindo que as ondas sonoras cheguem ao ouvido interno.
Perda de Audição Sensorioneural (CID H91.0 a H91.9)
Tem origem na cóclea ou no nervo auditivo, sendo frequentemente irreversível ou de difícil tratamento.
Perda de Audição Mista (CID H90.3 a H90.4)
Combinação de fatores condutivos e sensorioneurais.
Perda de Audição Indefinida (CID H92.9)
Quando não há causa claramente identificada, mas há suspeita de alteração na audição.
| Tipo de Perda de Audição | Código CID (CID-10) | Características |
|---|---|---|
| Condutiva | H90.0 - H90.8 | Problemas na transmissão |
| Sensorioneural | H91.0 - H91.9 | Problemas na cóclea ou nervo |
| Mista | H90.3 - H90.4 | Combinação dos dois |
| Indefinida | H92.9 | Causa não identificada |
Causas comuns da perda de audição
Causas congênitas
- Malformações anatômicas durante o desenvolvimento fetal
- Infecções congênitas (exemplo: rubéola, sífilis)
- Genética e hereditariedade
Causas adquiridas
- Exposição a ruídos altos (ambientais ou profissionais)
- Envelhecimento natural (presbiacusia)
- Infecções (mastoide, otite média, meningite)
- Trauma cranioencefálico
- Uso de medicamentos ototóxicos
- Acúmulo de cera no ouvido
Outras causas
- Doenças metabólicas
- Tumores, como o neurofibroma do acústico
- Doenças autoimunes
Diagnóstico da perda de audição
Avaliação clínica
O primeiro passo é a anamnese detalhada, onde o profissional de saúde busca identificar a origem, duração, sintomas associados e fatores de risco.
Exames audiológicos
- Audiometria tonal liminar: avalia o limiar de audição para diferentes frequências.
- Otoemissões acústicas: rastreia a função da cóclea.
- Eletrocochleografia e potenciais evocados audiométricos: analisam a condutividade nervosa.
- Imagens: tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RNM) para investigação de causas estruturais.
Importância do diagnóstico preciso
O diagnóstico correto é fundamental para definir a melhor abordagem de tratamento, além de identificar possíveis causas tratáveis que possam impedir a progressão da perda auditiva.
Tratamentos disponíveis para perda de audição
Tratamento farmacológico
Utilizado em casos de infecções ou processos inflamatórios. Pode incluir corticosteroides e antibióticos específicos.
Uso de aparelhos auditivos
Dispositivos que amplificam os sons para quem apresenta perda auditiva condutiva ou sensorioneural moderada a severa.
Implantes cocleares
Tecnologia avançada indicada para perdas profundas, especialmente em casos de perda sensorioneural bilateral.
Cirurgias
Incluem procedimentos como remoção de tumores, correção de otites ou reconstruções do ouvido externo/médio.
Terapia de reabilitação auditiva
Envolve treinamentos de leitura labial, linguagem e outras estratégias para melhorar a comunicação.
Prevenção
- Uso de protetores auriculares em ambientes ruidosos
- Controle de doenças infecciosas
- Evitar exposição prolongada a ruídos altos
- Revisões periódicas e acompanhamento especializado
Tratamento e reabilitação: uma abordagem multidisciplinar
A abordagem ideal para a perda auditiva envolve equipe multidisciplinar composta por otorrinolaringologistas, audiologistas, fonoaudiólogos, neurologistas e outros profissionais de saúde. Além de tratar a condição, investe-se na reabilitação para assegurar melhor qualidade de vida ao paciente.
Relação do CID com Políticas de Saúde Pública
A codificação correta da perda de audição permite às autoridades de saúde pública monitorar a prevalência, identificar grupos de risco e estabelecer estratégias de intervenção e prevenção. Segundo a OMS, “a acessibilidade a recursos auditivos acessíveis e eficientes é um direito de todos” (OMS, 2020).
Para mais informações sobre políticas globais de saúde auditiva, acesse OMS - Saúde Auditiva.
Perguntas frequentes
1. Qual é o CID mais comum para perda de audição?
O CID mais utilizado é H90 - Perda auditiva condutiva e neurossensorial, com subclasses específicas para diferentes causas e graus.
2. A perda de audição é irreversível?
Nem sempre. Perdas condutivas geralmente podem ser tratadas cirurgicamente ou com dispositivos. Perdas sensorioneurais podem ser mais difíceis de recuperar, mas há opções de reabilitação.
3. Como prevenir a perda de audição?
Evitar exposição a ruídos altos, usar proteção auricular, tratar infecções rapidamente e fazer revisões audiológicas periódicas.
4. Quanto tempo leva para um tratamento fazer efeito?
Depende do tipo de tratamento. Aparelhos auditivos oferecem melhora imediata, enquanto cirurgias e terapias podem exigir períodos de recuperação ou ajustes.
Conclusão
A perda de audição, codificada pelo CID de forma específica, é uma condição multifatorial que afeta a qualidade de vida de milhões de pessoas no mundo todo. O diagnóstico precoce, aliado ao entendimento das causas e às opções de tratamento, é fundamental para promover uma reabilitação eficaz e reduzir os impactos sociais e emocionais. A abordagem multidisciplinar, a prevenção e a conscientização são peças-chave para enfrentar esse desafio de saúde pública.
Para garantir uma melhor qualidade de vida, é imprescindível procurar atendimento especializado ao perceber sinais de perda auditiva, além de manter uma rotina de cuidados preventivos.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). (2020). Hearing health inequalities: themes and evidence. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240013804
- Ministério da Saúde. (2019). Protocolo de Atenção à Saúde Auditiva. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_atencao_saude_auditiva.pdf
- Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. (2021). Diretrizes para diagnóstico e manejo da perda auditiva.
“A audição é uma ponte que conecta o mundo ao coração, e cuidar dela é cuidar da nossa essência.”
MDBF