CID Perda Auditiva: Causas, Diagnóstico e Tratamento Eficaz
A perda auditiva é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, impactando sua comunicação, qualidade de vida e integração social. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 430 milhões de pessoas enfrentam dificuldades auditivas que comprometem suas atividades diárias. Entender as causas, os métodos de diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis é fundamental para garantir uma intervenção eficaz e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre o CID relacionada à perda auditiva.
O que é o CID e sua relação com a perda auditiva?
O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado utilizado mundialmente para classificar e registrar doenças e condições de saúde. No contexto da perda auditiva, o CID ajuda profissionais de saúde a identificar e codificar adequadamente as diferentes formas de deficiência auditiva, facilitando assim a padronização do diagnóstico, tratamento e dados epidemiológicos.

Causas da perda auditiva (H2)
A perda auditiva pode ser causada por diversos fatores, que podem ser classificados em congênitos ou adquiridos. Conhecer suas causas é fundamental para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
Causas Congênitas (H3)
- Transmission genética: Algumas condições hereditárias podem levar à deficiência auditiva desde o nascimento.
- Infecções durante a gestação: Como rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose.
- Anomalias no desenvolvimento do ouvido: Defeitos anatômicos que já existem ao nascimento.
Causas Adquiridas (H3)
- Exposição ao ruído excessivo: Trabalhar em ambientes barulhentos sem proteção adequada pode causar perda auditiva induzida por ruído.
- Infecções: Otite média ou doenças como meningite podem prejudicar a audição.
- Idade avançada (Presbiacusia): Envelhecimento natural do sistema auditivo.
- Traumas cranioencefálicos: Impactos que afetam o ouvido ou o cérebro.
- Uso de medicamentos ototóxicos: Alguns antibióticos e quimioterápicos podem causar dano ao ouvido interno.
Tipos de perda auditiva (H2)
Existem diferentes classificações da perda auditiva, cada uma com suas características específicas.
Perda Auditiva Condutiva (H3)
Refere-se à dificuldade na transmissão do som pelas estruturas do ouvido externo ou médio. Geralmente, é reversível ou tratável.
Perda Auditiva Sensorioneural (H3)
Decorre de dano às células sensoriais ou nervos do ouvido interno ou do tronco encefálico. Pode ser permanente e mais difícil de tratar.
Perda Auditiva Mista (H3)
Combinação dos dois tipos anteriores, havendo prejuízo tanto na condução quanto na percepção do som.
Diagnóstico da perda auditiva (H2)
A identificação precoce da perda auditiva é crucial para um tratamento eficaz. O diagnóstico envolve uma série de avaliações audiológicas e exames complementares.
Avaliação audiológica (H3)
- Audiometria tonal liminar: Teste que mede a capacidade de ouvir diferentes tons e volumes.
- Imitanciometria: Avalia a mobilidade do ouvido médio.
- Eletrofisiologia: Como o potencial evocado auditivo de tronco cerebral (PEATE), que mede a resposta neural ao som.
Exames complementares (H3)
- Tomografia computadorizada (TC): Para identificar anomalias ósseas ou tumores.
- Ressonância magnética (RM): Avaliação de estruturas mais detalhadas do ouvido interno e neural.
| Método de Diagnóstico | Objetivo | Relevância |
|---|---|---|
| Audiometria tonal liminar | Avaliar limiares auditivos | Diagnóstico inicial |
| Imantanciometria | Avaliar a função do ouvido médio | Detectar disfunções |
| PEATE | Testar as respostas do sistema nervoso auditivo | Diagnóstico de perda neurossensorial |
| Tomografia e Ressonância | Visualizar estruturas internas do ouvido | Diagnóstico de alterações anatômicas |
Tratamento da perda auditiva (H2)
O tratamento da perda auditiva depende do tipo, causa e gravidade da condição. As opções incluem terapias conservadoras, aparelhos auditivos e cirurgias.
Tratamentos conservadores (H3)
- Adequações ambientais: Reduzir ruídos e ambientes barulhentos.
- Reabilitação auditiva: Uso de treinos audiológicos para melhorar a comunicação.
- Medicamentos: Para tratar infecções ou inflamações que estejam contribuindo para a perda.
Aparelhos auditivos (H3)
Seja por deficiência condutiva ou sensorioneural, os aparelhos auditivos são uma solução eficaz. Existem diversos modelos no mercado, adaptados às necessidades de cada paciente.
Cirurgias (H3)
- Timpanoplastia: Correção de perfurações no tímpano.
- Implantes cocleares: Para perda neurossensorial severa a profunda, quando os aparelhos convencionais não são eficazes.
- Reconstruções de ossículos: Para restaurar a condução do som no ouvido médio.
CID relacionada à perda auditiva
O CID-10, que é utilizado mundialmente, dispõe de códigos específicos para diferentes tipos de perda auditiva, por exemplo:
| Código CID-10 | Descrição |
|---|---|
| H90.0 | Perda auditiva neurossensorial, bilateral |
| H90.1 | Perda auditiva neurossensorial, unilateral |
| H90.3 | Perda auditiva condutiva, bilateral |
| H90.4 | Perda auditiva condutiva, unilateral |
| H91.9 | Perda auditiva, não especificada |
A utilização correta do CID facilita o entendimento, o planejamento do tratamento e a coleta de dados epidemiológicos.
Perguntas frequentes (H2)
1. Quais são os principais sintomas da perda auditiva?
Os sintomas podem incluir dificuldade para entender conversas, aumento do volume de aparelhos eletrônicos, zumbido, sensação de plenitude no ouvido e isolamento social.
2. A perda auditiva é reversível?
Depende do tipo e da causa. Perdas condutivas geralmente são reversíveis ou tratáveis, enquanto perdas sensorioneurais tendem a ser permanentes, embora possam ser compensadas com aparelhos auditivos ou implantes.
3. Como posso prevenir a perda auditiva?
Evitar exposição prolongada a ruídos altos, usar protetores de ouvido, manter as infecções auditivas sob controle, evitar o uso indiscriminado de medicamentos ototóxicos e realizar exames audiológicos periódicos.
4. Quando procurar um especialista?
Ao notar dificuldades auditivas ou zumbido persistente, é recomendado procurar um otorrinolaringologista ou audiologista para avaliação detalhada.
Conclusão
A perda auditiva é uma condição múltipla e multifatorial que exige atenção adequada para garantir um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz. Com avanços na tecnologia e na medicina, as opções de reabilitação auditiva têm se expandido, proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes. A conscientização, prevenção e acompanhamento especializado são essenciais para minimizar os impactos dessa condição e promover a inclusão social.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Relatório Mundial de áudio e comunicação.
- Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). Guia de audiologia clínica. Disponível em: https://www.aborlccf.org.br/.
“A saúde auditiva é fundamental para a comunicação e o desenvolvimento humano; cuidar dela é investir na qualidade de vida.”
MDBF