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CID Pectus Excavatum: Entenda Causas e Tratamentos Efetivos

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O pectus excavatum, também conhecido como "peito caveira", é uma deformidade da parede torácica que afeta muitas pessoas ao redor do mundo. Essa condição, frequentemente diagnosticada na infância ou adolescência, pode causar impacto tanto na saúde física quanto na autoestima dos indivíduos. Neste artigo, abordaremos o CID Pectus Excavatum, explorando suas causas, diagnósticos e os tratamentos mais efetivos disponíveis, além de fornecer informações essenciais para quem busca compreender melhor essa condição.

O que é Pectus Excavatum?

Pectus excavatum é uma deformidade congênita caracterizada por uma depressão ou afundamento do esterno, que muitas vezes altera a aparência do tórax. A palavra "pexus" deriva do latim, significando "fixo" ou "fixação", enquanto "excavatum" refere-se a uma cavidade ou escavação. Assim, a condição se manifesta como uma cavidade na região do esterno, criando uma aparência de "peito afundado".

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Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 1 em cada 400 a 1.000 nascidos vivos apresenta algum grau de pectus excavatum, tornando-se uma das deformidades torácicas mais comuns.

CID do Pectus Excavatum

O Código Internacional de Doenças (CID-10) para pectus excavatum é Q67.2, que corresponde a deformidades do esterno e da parede torácica. Este código é utilizado pelos profissionais de saúde para fins de diagnóstico, estatísticas epidemiológicas e planos de tratamento.

Causas do Pectus Excavatum

Causas Congênitas e Fatores Genéticos

A maioria dos casos de pectus excavatum é congênita, ou seja, presente desde o nascimento. Apesar de suas causas exatas ainda não serem completamente esclarecidas, estudos indicam uma forte associação com fatores genéticos.

Fatores hereditários parecem desempenhar um papel importante, já que a condição costuma ocorrer em famílias. Alguns estudos sugerem uma mutação ou deficiência na produção de fibras de colágeno, essenciais para a estrutura do tecido conjuntivo do tórax.

Teorias Anatômicas e Biomecânicas

Outra hipótese envolve alterações no desenvolvimento do esterno durante a formação fetal. O crescimento desigual entre o cartilagem e os ossos do esterno pode levar à deformidade tombada como pectus excavatum.

Fatores associados

  • Doenças sindrômicas, como Marfan, Ehlers-Danlos e Batalha-Marfan, que afetam o tecido conjuntivo;
  • Crescimento acelerado na infância ou adolescência;
  • Postura incorreta ou traumatismos torácicos na fase de desenvolvimento.

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas mais comuns

  • Aparência visual do tórax afundado e proeminente na região do esterno;
  • Dor no peito, especialmente após esforço físico;
  • Fadiga e sensação de cansaço ao realizar atividades físicas;
  • Dificuldade respiratória, em casos mais severos;
  • Disfunções cardíacas em deformidades complexas.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por meio de exame físico, onde o médico avalia a deformidade do tórax. Avanços em exames de imagem também contribuem para uma avaliação detalhada:

ExameDescrição
Radiografia do tóraxPermite visualizar a deformidade óssea e o grau de afundamento
Tomografia computadorizadaAvalia a profundidade da cavidade e possíveis comprometimentos cardíacos
Ressonância magnéticaPode ser utilizada para avaliar a relação com o coração e pulmões
Escalas de avaliação estéticaComo a escala de Haller, que mede o grau de deformidade

Gradação do Pectus Excavatum

A classificação do pectus excavatum varia de acordo com a profundidade da cavidade e o impacto na saúde do paciente. A Escala de Haller, bastante utilizada, mede o grau de deformidade com base na relação entre o diâmetro anteroposterior do tórax e seu diâmetro transversal.

Tabela de Gradação segundo a Escala de Haller

GrauRelação AP/TransversalSignificado
Leve (I)< 3,25Deformidade leve, com poucos sintomas
Moderado (II)Entre 3,25 e 3,50Pode causar sintomas moderados, impacto estético
Severo (III)> 3,50Deformidade severa, frequentemente associada a sintomas cardíacos e respiratórios

Tratamentos efetivos para Pectus Excavatum

Tratamento clínico

Para casos leves, acompanhamento médico e fisioterapia podem ser suficientes para melhorar a postura e reduzir possíveis sintomas.

Tratamento cirúrgico

Para deformidades mais severas ou que causam comprometimento cardiovascular ou respiratório, a intervenção cirúrgica costuma ser indicada. Existem duas principais técnicas:

Técnica de Nuss

Desenvolvida na década de 1990, é um procedimento minimamente invasivo que utiliza uma barra de metal flexível para elevar o esterno. A barra é colocada por pequenas incisões na parede torácica e permanece por cerca de 2 a 3 anos, fazendo a correção da deformidade.

Técnica de Ravitch

Mais invasiva, envolve a remoção do cartilagem deformada e a fixação do esterno em uma posição adequada. Geralmente utilizada em casos complexos ou com deformidades graves.

Tratamento não cirúrgico

Uso do Martin BAR (colete ortopédico)

Para menores de 10-12 anos com deformidades leves, a utilização de coletes ortopédicos pode ajudar a remodelar o tórax com o tempo.

Fisioterapia respiratória e postural

Ajuda a melhorar a capacidade pulmonar e a postura, minimizando sintomas em casos leves a moderados.

Cuidados e Recomendações

  • Avaliação multidisciplinar, envolvendo cirurgião torácico, fisioterapeuta e cardiologista;
  • Procurar tratamento precoce para evitar complicações futuras;
  • Apoio psicológico, já que questões estéticas podem afetar a autoestima;
  • Manter uma rotina de exercícios físicos e postura adequada.

Por que buscar um tratamento adequado?

Conforme a citação de Albert Einstein, "A imaginação é mais importante do que o conhecimento, pois o conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abrange o mundo inteiro." Assim, buscar soluções inovadoras e personalizadas é fundamental para garantir qualidade de vida aos pacientes com pectus excavatum.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O pectus excavatum pode desaparecer sozinho?

Não, a deformidade geralmente permanece na vida adulta, embora sua evolução possa variar com o crescimento e intervenções precoces.

2. Quais são as complicações mais comuns?

Complicações podem incluir dificuldades respiratórias, problemas cardíacos, dores no peito e impacto psicológico devido à estética.

3. É possível praticar esportes com pectus excavatum?

Sim, muitos indivíduos praticam esportes normalmente. Entretanto, casos severos podem requerer avaliação médica antes de atividades físicas intensas.

4. Qual é a idade ideal para tratamento cirúrgico?

A melhor fase para cirurgia costuma ser na adolescência, entre 12 e 18 anos, quando o corpo está em fase de desenvolvimento, mas a decisão deve ser individualizada.

5. Existem métodos preventivos?

Por se tratar de uma condição congênita, fatores genéticos desempenham papel importante, porém é possível manter uma postura adequada e realizar acompanhamento médico regular.

Conclusão

O CID Pectus Excavatum (Q67.2) corresponde a uma deformidade torácica que, embora comum, pode impactar a qualidade de vida dos indivíduos. Compreender suas causas, sintomas e tratamentos é fundamental para buscar a intervenção adequada. O avanço das técnicas cirúrgicas e o cuidado multidisciplinar oferecem esperança de melhorias estéticas e funcionais, contribuindo para a autoestima e a saúde dos pacientes. Portanto, a detecção precoce e o acompanhamento especializado são essenciais para garantir uma vida mais saudável e confortável.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Dados Epidemiológicos sobre Deformidades do Tórax. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  2. Nuss D., Kelly R. et al. "Minimally invasive repair of pectus excavatum: Long-term results." Surgical Endoscopy, 2018.
  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardíaca. Guia de Tratamento de Deformidades Torácicas, 2022.
  4. Szapiro, D., et al. "Pectus excavatum: Cirurgia e avaliação atual." Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, 2019.
  5. Hospital Israelita Albert Einstein - Pectus Excavatum

Se desejar mais informações ou agendar uma avaliação, consulte um especialista em cirurgia torácica.