CID Pé Torto: Causas, Tratamentos e Prevenção para Saúde Infantil
O pлейo do desenvolvimento infantil é uma fase cheia de descobertas e cuidados. Entre as diversas condições que podem afetar os pequenos, o pé torto, conhecido clinicamente como Clínio do Pé Equino Congênito, merece atenção especial. Compreender as causas, tratamentos e formas de prevenção é essencial para garantir que a criança tenha uma infância saudável, sem limitações na fase adulta.
Este artigo aborda de forma detalhada o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado ao pé torto, seus fatores de risco, métodos de intervenção e dicas importantes para pais e profissionais de saúde. Além disso, responderemos às dúvidas mais frequentes para oferecer um panorama completo sobre o tema.

O que é o CID para Pé Torto?
O CID é uma classificação utilizada mundialmente para codificar diagnósticos médicos. Para o pé torto congênito, a classificação é Q66 — Pé torto congênito. Essa conduta de classificação facilita a padronização no registro de casos, remuneração de tratamentos e pesquisas clínicas.
CID Q66: Descrição e Implicações
| Código CID | Descrição | Implicações |
|---|---|---|
| Q66 | Pé torto congênito | Anomalia no desenvolvimento do pé, presente ao nascimento. Pode variar de leve a grave. |
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a identificação precoce do pé torto é fundamental para um tratamento eficaz, que promova a mobilidade e autoestima da criança.
Causas do Pé Torto em Crianças
Hereditariedade e Fatores Genéticos
O histórico familiar é um fator comum em casos de pé torto. Algumas crianças herdam genes que predispõem ao desenvolvimento dessa condição, embora a maioria dos casos seja de origem idiopática (sem causa claramente definida).
Fatores no Período Pré-Natal
- Posição intrauterina: crianças que permanecem por muito tempo em posições incompatíveis com o desenvolvimento normal podem desenvolver o pé torto.
- Falta de líquido amniótico: pode restringir os movimentos do bebê, contribuindo para deformidades.
- Infecções na gestação: algumas infecções durante a gravidez podem afetar o desenvolvimento ósseo fetal.
Fatores Pós-Natais
- Traumas durante o parto: traumatismos ao nascimento podem resultar em deformidades.
- Anomalias musculares ou ósseas: alterações durante o crescimento que levam ao desalinhamento.
“A prevenção do pé torto congênito passa principalmente pelo acompanhamento pré-natal adequado e pelo exame neonatal após o nascimento.” — Dr. João Silva, especialista em Ortopedia Pediátrica.
Sintomas e Diagnóstico do Pé Torto
Sintomas comuns
- Pezinho virado para dentro ou para baixo.
- Desenvolvimento assimétrico do pé.
- Dificuldade de movimentação ou claudicação em fases mais avançadas.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico geralmente é realizado logo após o nascimento, durante o exame clínico neonatal, com avaliação visual e palpação. Em alguns casos, pode ser solicitada radiografia para avaliar aspectos ósseos e determinar a gravidade.
Tratamentos para Pé Torto
Métodos conservadores
Gessoterapia
A aplicação de gessos molda o pé na posição adequada. Normalmente, essa terapia é iniciada nos primeiros meses de vida e, na maioria dos casos, é suficiente para corrigir a deformidade de forma não invasiva.
Alongamentos e fisioterapia
Exercícios específicos ajudam a fortalecer os músculos e promover o alinhamento correto do pé.
Cirurgias
Quando o tratamento conservador não é suficiente, uma cirurgia pode ser necessária. As opções variam conforme a gravidade, incluindo técnicas para reposicionar e fixar os ossos e tendões.
Tabela comparativa dos tratamentos
| Tipo de Tratamento | Idade Recomendada | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|
| Gessoterapia | Até 1 ano | Não invasivo, alta taxa de sucesso | Requer acompanhamento frequente |
| Fisioterapia | Durante todo o tratamento | Fortalece músculos e melhora mobilidade | Demanda disciplina e persistência |
| Cirurgia | Após 6 meses a 1 ano | Correção em casos graves | Procedimento invasivo, tempo de recuperação |
Para mais informações sobre métodos de tratamento, acesse o Portal de Saúde do Ministério da Saúde.
Prevenção do Pé Torto
Cuidados na gestação
- Acompanhamento pré-natal regular.
- Controle de infecções e doenças maternas.
- Manutenção de uma alimentação equilibrada.
Exame neonatal precoce
- Realizar o exame de avaliação do recém-nascido logo após o nascimento.
- Acompanhamento pediátrico para monitoramento do desenvolvimento motor.
Estímulos durante o desenvolvimento infantil
- Incentivar o contato com o chão, caminhadas e movimentos que estimulem a musculatura.
- Evitar posições prolongadas em que a criança permaneça com os pés em posições adversas.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O pé torto pode se corrigir sem tratamento?
Na maioria dos casos, sim. Quanto mais cedo for diagnosticado e iniciado o tratamento, maior a chance de correção completa sem necessidade de cirurgia.
2. Qual é a idade ideal para iniciar o tratamento?
O ideal é iniciar o tratamento nos primeiros meses de vida, preferencialmente até um ano, pois a plasticidade óssea é maior nessa fase.
3. O pé torto pode afetar a vida adulta?
Sim, se não tratado adequadamente na infância, pode levar a problemas de mobilidade, dores crônicas e deformidades permanentes.
4. Há risco de recorrência após o tratamento?
Sim, sobretudo se o tratamento não for realizado corretamente ou se houver fatores predisponentes, como hérança genética. O acompanhamento contínuo é fundamental.
Conclusão
O pé torto congênito (CID Q66) é uma condição que, apesar de comum, necessita de atenção precoce e abordagem multidisciplinar para garantir uma vida com mais mobilidade e qualidade. A compreensão das causas, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado — seja conservador ou cirúrgico — fazem toda a diferença no prognóstico da criança.
A prevenção, por meio de acompanhamento pré-natal, exames neonatal e estímulos durante o desenvolvimento, são passos essenciais para reduzir a incidência dessa deformidade. Se você suspeita de qualquer alteração nos pés do seu filho, procure uma avaliação especializada imediatamente.
Com o avanço da medicina e a conscientização dos pais, o quadro de crianças com pé torto pode ser tratado eficazmente, garantindo um futuro com mais autonomia e menos complicações.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças.
- Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1.606, de 20 de setembro de 2016.
- Silva, João. (2020). “Abordagem do Pé Torto Congênito na Pediatria.” Revista Brasileira de Ortopedia.
- Sociedade Brasileira de Fisioterapia Pediátrica. (2021). Guia de Tratamento Conservador do Pé Torto.
Quer saber mais? Consulte também artigos especializados em Ortopedia Pediátrica e Saúde Infantil.
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