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CID Parestesias: Sintomas, Causas e Tratamentos Eficazes

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A parestesia é uma sensação anormal na pele, muitas vezes descrita como formigamento, dormência, queimação ou choques elétricos. Essa condição pode ser temporária ou persistente e, em alguns casos, indicar problemas mais sérios de saúde. Neste artigo, abordaremos detalhadamente o CID parestesias, suas causas, sintomas, diagnósticos e tratamentos eficazes, para ajudar você a compreender melhor essa condição e buscar orientações médicas adequadas.

Introdução

A sensação de formigamento ou dormência na pele pode parecer inofensiva, mas quando ocorre de forma frequente ou persistente, pode indicar uma condição médica que requer atenção especializada. Segundo dados do Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID), as parestesias estão classificadas sob diferentes códigos específicos, dependendo da origem e do contexto clínico. Compreender esses códigos e suas nuances é fundamental para um diagnóstico preciso.

cid-parestesias

O que é CID Parestesias?

A expressão CID parestesias refere-se à classificação pela CID de condições que envolvem a sensação de formigamento, dormência e outras alterações sensoriais. Essas sensações podem afetar qualquer parte do corpo, incluindo extremidades, rosto, tronco ou membros.

O Código CID de Parestesias

De acordo com a CID-10, as parestesias podem ser categorizadas sob diferentes códigos, dependendo da causa:

Código CIDDescrição
R20.0Parestesia
G50.0Neuralgia do trigêmeo
G60.9Neurpatia sensorial, não especificada
G62.9Polineuropatia, não especificada
G54.4Lesão do nervo periférico

Nota: A classificação na CID-11 ainda está em atualização, mas os códigos da CID-10 permanecem amplamente utilizados.

Sintomas de Parestesias

As parestesias podem apresentar diversos sintomas que variam de acordo com a causa e a localização:

  • Formigamento ou picadas
  • Dormência ou sensação de peso
  • Queimação ou calor na pele
  • Sensação de agulhadas ou choques elétricos
  • Perda de sensibilidade ao toque ou à temperatura
  • Aspecto bilateral ou unilateral

Sintomas comuns segundo diferentes regiões

Extremidades

  • Mãos e pés sendo as áreas mais afetadas devido à má circulação ou neuropatia.

Face

  • Dormência ou formigamento na face, possível indicativo de neuralgia do trigêmeo.

Tronco

  • Sensações de queimação ou formigamento frequente.

Causas de Parestesias

As causas de parestesias podem variar desde fatores temporários até patologias crônicas ou graves. A seguir, apresentamos as principais causas associadas:

Causas Temporárias

  • Compressão nervosa por postura inadequada
  • Pressão prolongada sobre nervos
  • Hipoglicemia ou baixa de glicose sanguínea
  • Estresse e ansiedade

Causas Patológicas

  • Neuropatias periféricas (diabetes, alcoolismo)
  • Esclerose múltipla
  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Lesões traumáticas nos nervos
  • Deficiências vitamínicas (B12, B6)
  • Infecções ( herpes zoster, HIV)
  • Tumores que comprimem nervos
  • Doenças autoimunes

Fatores de Risco

Fator de RiscoDescrição
Diabetes mellitusPode levar à neuropatia diabética
Consumo excessivo de álcoolAfeta nervos periféricos
Deficiências nutricionaisComo vitamina B12 e folato
Idade avançadaAumenta risco de alterações nervosas
Uso de certos medicamentosComo quimioterápicos

Diagnóstico de Parestesias

Identificar a causa das parestesias exige uma avaliação completa por um profissional de saúde. O diagnóstico geralmente envolve:

  • Histórico clínico detalhado
  • Exame neurológico completo
  • Exames laboratoriais (glicemia, vitamina B12, sorologias)
  • Exames de imagem (ressonância magnética, tomografia)
  • Estudos de condutância nervosa e eletroneuromiografia

Quando procurar um médico?

Se as parestesias forem frequentes, persistentes ou associadas a outros sintomas como fraqueza, dor intensa, visão dupla ou dificuldades motoras, é fundamental procurar ajuda médica imediatamente.

Tratamentos Eficazes para Parestesias

O tratamento das parestesias depende da causa subjacente. Algumas abordagens comuns incluem:

Tratamentos farmacológicos

  • Analgésicos e anti-inflamatórios
  • Antioxidantes e medicamentos para neuropatia
  • Antidepressivos tricíclicos para controle da dor crônica
  • Anticonvulsivantes, como gabapentina ou pregabalina

Tratamentos não farmacológicos

  • Fisioterapia e exercícios de alongamento
  • Mudanças no estilo de vida, como emagrecimento e alimentação balanceada
  • Controle rigoroso do diabetes
  • Evitar pressão prolongada sobre nervos

Tratamentos Complementares

  • Acupuntura
  • Terapias manuais
  • Suplementação vitamínica, principalmente vitamina B12

Tratamento de causas específicas

Por exemplo, em casos de esclerose múltipla, o tratamento envolve medicamentos imunomoduladores, enquanto que para compressão nervosa, pode ser necessária intervenção cirúrgica.

Prevenção

Para minimizar as chances de desenvolver parestesias, recomenda-se:

  • Manter uma alimentação equilibrada rica em vitaminas
  • Controlar doenças crônicas, como o diabetes
  • Evitar o consumo excessivo de álcool
  • Praticar exercícios físicos regularmente
  • Corrigir posturas inadequadas

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A parestesia desaparece sozinha?

Depende da causa. Muitas parestesias temporárias desaparecem com mudanças na postura ou repouso. No entanto, se persistirem ou se forem recorrentes, é importante procurar avaliação médica.

2. É possível prevenir as parestesias?

Sim, adotando hábitos saudáveis, controlando doenças crônicas e evitando a compressão de nervos.

3. Quando procurar um neurologista?

Quando as parestesias forem frequentes, persistentes ou acompanhadas de outros sintomas neurológicos, procure um neurologista para avaliação especializada.

4. Parestesias podem indicar uma condição grave?

Sim, podem ser sinais iniciais de doenças como esclerose múltipla, acidentes vasculares ou tumores nervosos. Portanto, ficar atento a outros sintomas e buscar avaliação médica é essencial.

Conclusão

A CID parestesias abrange uma ampla variedade de causas e manifestações clínicas que exigem atenção adequada. Desde condições benignas até doenças graves, compreender os sintomas, causas e opções de tratamento é fundamental para garantir uma qualidade de vida melhor. O diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado podem fazer toda a diferença na evolução do quadro clinico.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 10ª revisão. 2019.
  • Pereira, L. et al. (2021). Neurologia clínica: causas e tratamentos de parestesias. Revista Brasileira de Neurologia, 57(2), 101-110.
  • Ministério da Saúde. Manual de Diagnóstico e Tratamento das Neuropatias Periféricas. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  • Sociedade Brasileira de Neurologia
  • Ministério da Saúde - PBH

“A compreensão adequada das causas de parestesias é fundamental para estabelecer um tratamento eficaz e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.”