CID Parestesia em Membros Inferiores: Causas, Sintomas e Tratamentos
A parestesia é uma sensação anormal geralmente descrita como formigamento, dormência, queimação ou piquer, que ocorre na pele sem uma causa aparente. Quando essa sensação afeta os membros inferiores — ou seja, pernas e pés — ela pode indicar uma condição subjacente que merece atenção médica. O Código Internacional de Doenças (CID) associado à parestesia de membros inferiores é o R20.2. Este artigo visa explorar a fundo as causas, sintomas, diagnósticos, tratamentos disponíveis e dicas para lidar com essa condição que impacta a qualidade de vida de muitas pessoas.
O que é Parestesia em Membros Inferiores?
Parestesia é uma manifestação sensorial que não possui uma causa direta perceptível, mas está associada a problemas neurológicos, circulação sanguínea ou outras condições médicas. No caso específico dos membros inferiores, ela pode ocorrer ocasionalmente ou ser recorrente, afetando a mobilidade, o conforto e o bem-estar.

Causas de Parestesia em Membros Inferiores
Causas Neurológicas
- Compressão Nervosa: Hérnia de disco, síndrome do túnel do tarso, ciática.
- Neuropatia Periférica: Diabetes mellitus, alcoolismo, deficiências de vitaminas.
- Nevralgia: Dor causada por nervos inflamados ou danificados.
Causas Circulatórias
- Doença arterial periférica: 좁amento das artérias que compromete a circulação sanguínea.
- Trombose venosa profunda: formação de coágulos nas veias profundas.
Causas Metabólicas e Sistêmicas
- Diabetes: neuropatia diabética é uma causa comum.
- Deficiências vitamínicas: especialmente de vitamina B12.
- Esclerose múltipla: afeta o sistema nervoso central e periférico.
Outras Causas
- Medicamentos Sidé: certos fármacos podem causar efeitos colaterais neurológicos.
- Traumas ou lesões: acidentes ou quedas podem danificar nervos ou vasos sanguíneos.
Sintomas Associados à Parestesia em Membros Inferiores
- Sensação de formigamento.
- Dormência ou sensação de peso.
- Queimação ou calor nos pés e pernas.
- Formas de choque elétrico.
- Sensação de frio ou calor excessivo.
- Alterações na sensibilidade ao toque ou dor.
- Pode haver fraqueza muscular, dependendo da causa.
Diagnóstico
Anamnese e Exame Físico
O primeiro passo é uma avaliação detalhada dos sintomas, história médica e fatores de risco. O exame físico inclui avaliação neurológica e vascular.
Exames Complementares
| Exame | Descrição | Quando solicitar |
|---|---|---|
| Hemograma completo | Avaliar sinais de infecção ou anemia | Descartar causas sistêmicas |
| Testes de glicose e HbA1c | Verificar diabetes | Sempre que há suspeita |
| Eletromiografia (EMG) | Avaliar condução nervosa | Para confirmação de neuropatia |
| Angiografia Doppler | Avalia fluxo sanguíneo | Quando suspeita de problemas circulatórios |
| Imagem de ressonância magnética (RM) | Detectar hérnias ou lesões neurológicas | Se necessário |
Tratamentos para Parestesia em Membros Inferiores
Tratamento Clínico
- Controle da condição de base: diabetes, deficiência vitamínica, doença arterial.
- Medicamentos: analgésicos, anticonvulsivantes, antidepressivos (para neuropatia).
- Fisioterapia: melhora da circulação e reabilitação neurológica.
- Mudanças no estilo de vida: alimentação saudável, exercícios físicos, evitar fumo e álcool.
Tratamentos Alternativos
- Acupuntura.
- Terapias complementares de reabilitação.
- Uso de meias de compressão para melhorar circulação.
Quando Procurar Ajuda Médica Urgente
- Dor intensa e súbita.
- Perda de controle motor ou sensação.
- Feridas abertas ou sinais de infecção.
- Tumefação ou mudança na coloração da pele.
Prevenção da Parestesia em Membros Inferiores
- Manutenção de uma dieta equilibrada rica em vitaminas.
- Controle adequado de condições crônicas como diabetes.
- Evitar ficar sentado ou deitado na mesma posição por longos períodos.
- Regular a prática de exercícios físicos.
- Uso de calçados confortáveis e adequados.
Cuidados Gerais e Recomendações
- Realizar consultas médicas periódicas.
- Manter uma rotina de exercícios que favoreça a circulação sanguínea.
- Evitar hábitos prejudiciais, como o consumo excessivo de álcool.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A parestesia nos membros inferiores é uma condição grave?
Depende da causa. Muitas vezes é um sintoma de condições controláveis, mas em alguns casos pode indicar problemas neurológicos ou circulatórios sérios, que requerem avaliação médica urgente.
2. Como posso diferenciar entre uma simples dormência e uma parestesia severa?
Dormência passageira geralmente melhora rapidamente, enquanto a parestesia persistente ou recorrente, especialmente acompanhada de dor ou fraqueza, deve ser avaliada com um profissional.
3. É possível prevenir a parestesia em membros inferiores?
Sim. A adoção de um estilo de vida saudável, controle de doenças sistemáticas e cuidados com a postura ajudam na prevenção.
4. Quais exames são mais indicados para investigar a causa?
Depende do quadro clínico, mas geralmente inclui exames de sangue, eletromiografia, Doppler e imageologia neurológica.
5. Quando é necessário procurar um neurologista?
Quando os sintomas persistem, aumentam de intensidade ou vêm acompanhados de outros sinais como fraqueza ou alterações na coordenação.
Conclusão
A parestesia em membros inferiores é um sinal clínico que pode estar relacionado a diversas condições de saúde. Sua identificação precoce, acompanhamento médico adequado e tratamento dirigido à causa específica são essenciais para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. Se você apresenta sintomas persistentes ou agravantes, não hesite em buscar atendimento especializado.
Referências
- Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde, 2019.
- García, A. et al. Neuropatia periférica: causas, diagnóstico e tratamento. Revista Médica de Brasil, 2020.
- Sociedade Brasileira de Neurologia. Guia clínico de neuropatias periféricas. Available at: https://www.sbn.org.br
- Silva, T. et al. Tratamento da neuropatia diabética. Journal of Diabetic Complications, 2018.
Nota Final
Se você busca mais informações sobre cuidados com a saúde neurológica ou condições relacionadas, confira o artigo Cuidados com a Neuropatia.
"A prevenção é sempre melhor do que o tratamento, principalmente quando se trata de saúde neurológica." — Dr. Carlos Almeida
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