CID para Entorse de Tornozelo: Guia Completo de Diagnóstico
A entorse de tornozelo é uma das lesões musculoesqueléticas mais comuns enfrentadas por atletas, trabalhadores e indivíduos ativos no dia a dia. Essa lesão ocorre quando os ligamentos que sustentam o tornozelo sofrem um estiramento excessivo ou uma ruptura devido a movimentos bruscos, torções ou quedas. Sabendo a importância do diagnóstico preciso, o Código Internacional de Doenças (CID) fornece uma classificação detalhada que orienta profissionais da saúde, seguradoras e instituições públicas na condução do tratamento, registros e estatísticas.
Neste artigo, abordaremos o CID para entorse de tornozelo, apresentando uma análise aprofundada sobre os códigos de classificação, critérios de diagnóstico, protocolos de tratamento e questões frequentes relacionadas ao tema.

O que é o CID e sua importância no diagnóstico de entorse de tornozelo?
O CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema adotado mundialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças, patologias, lesões e causas de óbito. Sua importância reside na uniformização dos registros médicos, proporcionando dados confiáveis para estudos epidemiológicos, planejamento de recursos em saúde e assistência ao paciente.
No caso de entorse de tornozelo, o CID ajuda a identificar a gravidade da lesão, orientar o tratamento adequado, facilitar o fluxo de informações entre profissionais de saúde e garantir cobertura de planos de saúde e seguradoras.
Classificação do CID para entorse de tornozelo
As entorses de tornozelo são classificadas de acordo com sua gravidade, tipo de lesão e localização exata. Segundo a atualização mais recente do CID-10, as principais categorias relacionadas à entorse de tornozelo incluem:
| Código CID | Descrição | Observações |
|---|---|---|
| S93.40 | Entorse do tornozelo, sem especificação de gravidade | Geralmente usada em casos leves |
| S93.41 | Entorse do tornozelo, com sprain (torção moderada a grave) | Lesões mais severas |
| S93.42 | Entorse do tornozelo, com ruptura de ligamentos | Casos de ruptura total ou parcial |
| S93.43 | Entorse do tornozelo, com complicações (ex: fraturas) | Para casos com lesões mistas |
Classificação segundo a gravidade
- Leve (grau I): Estiramento leve dos ligamentos, com dor e edema mínimos.
- Moderada (grau II): Ruptura parcial dos ligamentos, com dor forte, hematomas e inchaço.
- Grave (grau III): Ruptura total dos ligamentos, instabilidade articular, dor intensa e necessidade de intervenção cirúrgica.
Critérios de diagnóstico de entorse de tornozelo
O diagnóstico de entorse de tornozelo baseia-se em uma combinação de:
- Anamnese detalhada
- Exame físico preciso
- Imagem complementar quando necessário
Sinais e sintomas comuns
- Dor localizada ao redor do tornozelo
- Inchaço e hematomas
- Dificuldade de movimentação
- Sensibilidade à palpação
- Instabilidade articular
Exame clínico
Durante o exame físico, o médico realiza testes específicos para avaliar a integridade dos ligamentos, como:
- Teste de gaveta anterior
- Teste de taloneiro
- Avaliação da amplitude de movimento
- Crepitação ou sensação de instabilidade
Uso de exames de imagem
Em casos mais graves ou quando há dúvida diagnóstica, são indicados exames de imagem, tais como:
| Exame | Finalidade | Vantagens |
|---|---|---|
| Radiografia | Eliminação de fraturas ou luxações | Rápido e acessível |
| Ressonância Magnética | Avaliação do tecido mole, ligamentos e tendões | Diagnóstico detalhado |
| Ultrassonografia | Avaliação de lesões de tecidos moles e ligamentos | Não invasivo e de custo moderado |
Tratamento e reabilitação da entorse de tornozelo
O tratamento varia de acordo com a gravidade da lesão. Em geral, as medidas incluem:
Protocolos de tratamento
Primeiros cuidados (regra dos 3 O’s)
- Repouso: Evitar apoiar peso no tornozelo lesionado
- Gelo: Aplicação de gelo por 15-20 minutos a cada hora
- Compressão: Uso de faixas elásticas ou cinta para reduzir edema
- Elevação: Manter o tornozelo elevado para diminuir o inchaço
Tratamento clínico
- Uso de medicamentos anti-inflamatórios
- Banho de gelo e repouso
- Fisioterapia especializada
- Uso de muletas em casos mais graves
Procedimentos cirúrgicos
Só indicados em casos de rupturas completas ou instabilidade persistente após tratamento conservador.
Reabilitação
A recuperação completa pode levar de semanas a meses. A fisioterapia focada na reconstrução da força, propriocepção e estabilidade é fundamental. Algumas técnicas utilizadas incluem:
- Exercícios de equilíbrio
- Fortalecimento muscular
- Mobilização articular
Quando procurar um médico?
Procure atendimento médico imediato em caso de:
- Dor intensa que impede o movimento
- Inchaço ou deformidade visível
- Instabilidade ou sensação de que o tornozelo "vai sair do lugar"
- Hematomas extensos
- Dificuldade de apoiar o peso na perna
Perguntas frequentes (FAQ)
1. Qual é o CID mais comum para entorse de tornozelo?
O código mais utilizado é o S93.40 – Entorse do tornozelo, sem especificação de gravidade.
2. Quanto tempo leva para uma entorse se recuperar?
O tempo de recuperação varia conforme a gravidade. Geralmente, entorses leves podem melhorar em 1 a 3 semanas, enquanto casos graves podem levar até 3 meses ou mais.
3. É necessário usar muletas após uma entorse?
Sim, especialmente em casos moderados a graves, para evitar sobrecarregar o tornozelo enquanto há dor e edema.
4. Quando é indicado fazer cirurgia?
Em casos de rupturas totais de ligamentos ou instabilidade crônica, a cirurgia pode ser recomendada para restabelecer a estabilidade do tornozelo.
5. Como prevenir futuras entorses?
Manter a musculatura fortalecida, usar calçados adequados, fazer exercícios de propriocepção e evitar superfícies escorregadias podem ajudar na prevenção.
Conclusão
A entorse de tornozelo é uma lesão comum, mas que exige atenção e diagnóstico preciso para evitar complicações futuras. O uso adequado do CID, aliado a uma avaliação clínica detalhada e exames de imagem quando necessário, garante um tratamento eficaz e uma recuperação mais rápida. Profissionais de saúde devem estar atentos à classificação de gravidade, fatores de risco e sinais de complicações.
Lembre-se sempre de procurar um especialista ao menor sinal de dor ou instabilidade para uma avaliação adequada.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças - CID-10. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
- Associação Brasileira de Medicina Esportiva. Guia de Diagnóstico de Lesões Esportivas. 2020.
- Silva, J. P. et al. Lesões de Ligamentos do Tornozelo: Diagnóstico e Tratamento. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2019.
- Ministério da Saúde. Protocolo de Atendimento a Lesões no Tornozelo. 2021.
Sobre o autor
Este artigo foi elaborado por especialistas em medicina esportiva e ortopedia, com o objetivo de fornecer informações confiáveis e atualizadas para pacientes, profissionais de saúde e estudantes. Para mais informações, consulte sua clínica de confiança ou um profissional qualificado.
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