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CID Neoplasia Gástrica: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

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A neoplasia gástrica, comumente conhecida como câncer de estômago, é uma das doenças mais preocupantes no âmbito da saúde pública mundial. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de estômago é responsável por uma porcentagem significativa de mortalidade por neoplasias em todo o mundo. No Brasil, apesar das taxas de incidência terem apresentado uma leve redução nas últimas décadas, a doença ainda representa um importante desafio clínico e médico.

Este artigo abordará de forma aprofundada o CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionado às neoplasias gástricas, os sintomas característicos, procedimentos diagnósticos, opções de tratamento, além de dúvidas frequentes com o intuito de promover uma compreensão ampla sobre o tema.

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O que é o CID de Neoplasia Gástrica?

A Classificação Internacional de Doenças (CID), mantida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica as doenças de maneira padronizada para facilitar estudos e laudos médicos.

CID-10 e Neoplasia Gástrica

No código CID-10, a neoplasia gástrica está classificada principalmente na categoria C16. Esta classificação inclui todos os tipos de tumores malignos que afetam o estômago, independentemente da sua localização ou tipo histológico.

Tabela 1: Códigos CID-10 relacionados à neoplasia gástrica

Código CIDDescriçãoTipo de Neoplasia
C16.0Tumor do estômago, cardiaGastrite e adenocarcinoma
C16.1Tumor do estômago, corpoAdenocarcinoma
C16.2Tumor do estômago, antrumAdenocarcinoma
C16.8Tumores malignos de partes especificadas do estômagoDiversos compartimentos
C16.9Tumor maligno do estômago, não especificadoNeoplasia maligna não especificada

Sintomas da Neoplasia Gástrica

Os sintomas podem variar dependendo do estágio da doença. Em suas fases iniciais, muitas vezes, a neoplasia gástrica apresenta sinais silenciosos, dificultando o diagnóstico precoce. Contudo, ao evoluir, alguns sinais e sintomas tornam-se mais evidentes.

Sintomas comuns

  • Dor abdominal persistente: Geralmente localizada na região epigástrica.
  • Perda de peso inexplicada: Redução de peso significativa sem causa aparente.
  • Náuseas e vômitos: Podem conter sangue ou apresentar aspecto escuro.
  • Hemorragia digestiva: Sinais de sangue nas fezes (melena) ou vômito em borra de café.
  • Distensão abdominal: Sensação de plenitude mesmo após refeições pequenas.
  • Digestão difícil: Sensação de saciedade precoce ou disfagia.

Sintomas avançados

  • Anemia: Devido à perda de sangue crônica.
  • Ascite: Acúmulo de líquido na cavidade abdominal.
  • Sentimento de plenitude ou saciedade precoce.

Pergunta frequente:

Por que os sintomas iniciais da neoplasia gástrica são muitas vezes silenciosos?

Porque as fases iniciais do câncer de estômago geralmente evoluem sem sintomas claros, o que dificulta o diagnóstico precoce, muitas vezes considerando apenas sinais inespecíficos como indigestão ou azia.

Diagnóstico da Neoplasia Gástrica

O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar o prognóstico do paciente. Diversas práticas diagnósticas são utilizadas para identificar a neoplasia gástrica.

Exames complementares

Endoscopia Digestiva Alta

– É o método diagnóstico de escolha. Permite observar a mucosa do estômago e realizar biópsias para análise histopatológica.
Saiba mais sobre a importância da endoscopia digestiva alta.

Biópsia

– Coleta de tecido tumoral para confirmação diagnóstica e tipificação do câncer.

Exames de imagem

ExameFinalidade
Tomografia computadorizada (TC)Avaliar o estadiamento e possíveis metástases
Ultrassonografia transesofágicaAvaliar profundidade do tumor
Pet scanDetecção de metástases distritais

Hemograma completo

– Pode indicar anemia associada, comum em casos avançados.

Diagnóstico diferencial

É importante descartar outras causas de sintomas gastrointestinais, como úlceras, gastrite e outras neoplasias.

Tratamentos disponíveis para a neoplasia gástrica

O tratamento da neoplasia gástrica depende do estágio em que a doença é diagnosticada, do tipo histológico do tumor e da condição geral do paciente.

Opções de tratamento

Cirurgia

  • Ressecção gástrica: Gastrectomia parcial ou total, dependendo da localização e extensão do tumor.

    “A cirurgia é frequentemente o tratamento curativo para tumores detectados precocemente.”

Quimioterapia

  • Pode ser utilizada como tratamento neoadjuvante (antes da cirurgia) ou adjuvante (após cirurgia).
  • Possui papel importante na redução de tumores e controle de metástases.

Radioterapia

  • Normalmente utilizada em casos de tumores avançados ou inoperáveis, para controle dos sintomas.

Terapias-alvo e imunoterapia

  • Novos tratamentos voltados para alvos específicos e estímulo do sistema imunológico estão em fase de estudo e aplicação clínica.

Tabela de etapas do tratamento

Estágio da doençaTratamento recomendadoObjetivo
Estágio inicialCirurgia isoladaCurar a doença
Estágio avançadoQuimioterapia + radioterapiaControle dos sintomas e prolongamento da vida
MetástasesTerapia paliativaMelhorar qualidade de vida

Prevenção e fatores de risco

A prevenção do câncer gástrico envolve compreender fatores de risco modificáveis e não modificáveis.

Fatores de risco

  • Infecção por Helicobacter pylori: Considerado o principal fator de risco.
  • Dieta rica em sal, defumados e alimentos processados.
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool.
  • Histórico familiar de câncer gástrico.
  • Presença de doenças gástricas crônicas, como gastrite atrófica.

Medidas preventivas

  • Tratar infecção por H. pylori oportunamente.
  • Adotar alimentação saudável, com frutas, legumes e menos alimentos processados.
  • Evitar tabagismo e o consumo exagerado de álcool.
  • Realizar exames periódicos em indivíduos com alto risco familiar ou outras condições predisponentes.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual é a prevalência do câncer de estômago no Brasil?

A prevalência tem diminuído, porém, ainda é uma das principais causas de mortalidade por câncer no país, especialmente em regiões com alta incidência de infecção por H. pylori.

2. Como é o prognóstico do câncer gástrico?

O prognóstico depende do estágio ao diagnóstico. Quando detectado precocemente, a taxa de cura é maior, chegando a cerca de 90% em casos de tumores confinados à mucosa.

3. Pode o câncer gástrico ser assintomático?

Sim, principalmente nos estágios iniciais. Por isso, exames preventivos em grupos de risco são essenciais.

4. Quais são as chances de cura?

As taxas de cura variam conforme o estadiamento. Em tumores detectados precocemente, a chance de cura é significativa; já em fases avançadas, o enfoque é o controle dos sintomas e a melhora da qualidade de vida.

Conclusão

A neoplasia gástrica, sob classificação CID C16, representa um desafio clínico, mas avanços nas técnicas diagnósticas e terapêuticas têm contribuído para melhores prognósticos. A detecção precoce, seja através de endoscopias regulares para pessoas em risco ou pela atenção aos sinais de alerta, é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade.

Investir em campanhas de conscientização, hábitos alimentares saudáveis e controle de fatores de risco é essencial para reduzir a incidência dessa doença. Além disso, o acompanhamento médico regular é imprescindível para indivíduos com predisposição ou sintomas sugestivos.

“A prevenção e o diagnóstico precoce são as armas mais eficazes na luta contra o câncer de estômago.” – Organização Mundial da Saúde

Para mais informações, consulte o Ministério da Saúde e fontes confiáveis na área de oncologia.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Tumores do tubo digestivo. disponível em: https://www.who.int
  2. Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva. Guia de Diagnóstico e Tratamento.
  3. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Câncer de Estômago.
  4. Silva, A. C. et al. (2021). "Diagnóstico e tratamento do câncer gástrico". Revista Brasileira de Gastrenterologia.