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CID Neoplasia de Pâncreas: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento

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A neoplasia de pâncreas representa um dos desafios mais complexos no campo da oncologia devido à suaPresentation muitas vezes silenciosa e ao diagnóstico controverso em fases iniciais. Este artigo fornece uma visão completa sobre o Código Internacional de Doenças (CID) que corresponde a essa condição, detalhando o diagnóstico, os sintomas comuns, opções de tratamento, além de contextos epidemiológicos e recomendações para profissionais de saúde e pacientes.

Introdução

A neoplasia de pâncreas, frequentemente relacionada ao câncer pancreático, é uma das neoplasias mais agressivas com alta mortalidade. Segundo dados da Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pâncreas ocupa o sexto lugar na incidência de neoplasias malignas no Brasil, sendo responsável por uma significativa quantidade de óbitos anuais. O Código Internacional de Doenças (CID) que cobre essa condição é o C25, correspondente a "Neoplasia maligna do pâncreas".

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Este artigo explora o CID C25, abordando aspectos essenciais para compreensão do tema, com foco no diagnóstico, sintomas, tratamento e informações de utilidade geral.

O que é o CID C25: Neoplasia Maligna do Pâncreas?

O CID C25 é uma classificação utilizada internacionalmente para codificar todos os tipos de neoplasia maligna do pâncreas. Essa classificação ajuda na padronização de registros de saúde, estatísticas epidemiológicas, pesquisa clínica e planejamento de estratégias de saúde pública.

Classificação do CID C25

Código CIDDescriçãoParticularidades
C25.0Cabeça do pâncreasMais comum, responsável por cerca de 70% dos casos
C25.1Corpo do pâncreasRepresenta cerca de 10-15% dos casos
C25.2Cauda do pâncreasMenos frequente, porém de difícil detecção precoce
C25.3Processo inflamatório do pâncreas com neoplasiaRelação com condições inflamatórias crônicas
C25.4Pâncreas, não especificadoClassificação genérica para casos sem detalhes

Diagnóstico da Neoplasia de Pâncreas

Diagnóstico Clínico

O reconhecimento precoce da neoplasia pancreática é dificultado pelo fato de que os sintomas iniciais são inespecíficos. Muitos pacientes apresentem sinais apenas em estágios avançados.

Exames de Imagem

  • Tomografia Computadorizada (TC): Principal método para localizar e determinar a extensão do tumor.
  • Ressonância Magnética (RM): Importante na avaliação detalhada de lesões e relação com vasos sanguíneos.
  • Exame de Ultrassom Endoscópico: Essencial para avaliações mais precisas, além de possibilitar a realização de biópsias guiadas.
  • Angiografia: Utilizada em casos complexos para avaliar a infiltração vascular.

Exames laboratoriais

  • Marcador CA 19-9: Elevado na maioria dos casos, ajuda no acompanhamento da doença, mas não é específico.
  • Glicoença hepática e outros testes de função hepática: Auxiliam a avaliar comprometimentos associados.

Biópsia

A confirmação histopatológica é fundamental para o diagnóstico definitivo. Pode ser realizada por punção com agulha fina ou por técnicas cirúrgicas.

Sintomas Comuns

Sintomas Iniciais

  • Dor abdominal difusa ou localizada no abdômen superior
  • Perda de peso inexplicada
  • Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
  • Alterações nas evacuações
  • Perda de apetite

Sintomas Avançados

  • Dor intensa e persistentemente piorada
  • Esteatorreia (fezes gordurosas devido à má absorção)
  • Diabetes Mellitus de início súbito ou agravamento do já existente
  • Ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal)
SintomaFrequênciaDescrição
Dor abdominalComum, em quase todosPode iniciar como desconforto e evoluir para dor persistente
IcteríciaFrequenteIndicador de obstrução do canal biliar comum
Perda de pesoMuito comumGeralmente de forma rápida e não intencional
Diabetes MellitusPode ser inicial ou agravadoDevido à infiltração do pâncreas pelas células tumorais

Tratamento da Neoplasia de Pâncreas

O tratamento depende do estágio da doença, localização do tumor e condições gerais do paciente. As opções principais incluem:

Cirurgia

  • Ressecção pancreática: Procedimentos como a duodenopancreatectomia de Whipple são indicados em casos de tumores resecáveis localizados na cabeça do pâncreas.
  • Ressecção do corpo e cauda: Para tumores nessas regiões, procedimentos como a pancreatectomia distal.

Quimioterapia

Utilizada em casos de tumores não resecáveis ou metastáticos. O esquema padrão envolve drogas como gemcitabina e nab-paclitaxel.

Radioterapia

Pode ser combinada com quimioterapia ou utilizada como paliativa para aliviar sintomas.

Terapia alvo e imunoterapia

Ainda em estágio experimental, essas estratégias oferecem esperança de tratamentos mais eficazes no futuro.

Tabela de opções de tratamento:

TratamentoIndicaçãoCaracterísticas
CirurgiaTumores ressecáveisPotencial de cura, com riscos cirúrgicos consideráveis
QuimioterapiaTumores localmente avançados ou metastáticosProlonga a sobrevida, controla a progressão
RadioterapiaSintomas ou tumores não operáveisAlívio de dor, controle de massa
Terapias alvo / imunoterapiaPesquisas em andamentoPromissoras, mas ainda não padrão de tratamento estabelecido

Para uma abordagem multidisciplinar, é fundamental avaliação por uma equipe especializada.

Diagnóstico diferencial

Existem outras condições que podem mimetizar os sintomas de neoplasia de pâncreas, incluindo:

  • Pancreatite crônica
  • Cálculos biliares
  • Cistos pancreáticos benignos
  • Tumores benignos duodenais

Perguntas Frequentes

1. Qual a causa mais comum da neoplasia de pâncreas?

Acredita-se que fatores como tabagismo, histórico familiar de câncer, diabetes e pancreatite crônica aumentem o risco. Apesar disso, muitas causas permanecem desconhecidas.

2. Existe cura para o câncer de pâncreas?

A cura é possível em poucos casos, principalmente quando detectada precocemente através da cirurgia. Na maioria dos casos avançados, o objetivo é o controle da doença e melhora na qualidade de vida.

3. Como prevenir a neoplasia de pâncreas?

Manter hábitos saudáveis, evitar o tabagismo, controlar o peso e realizar exames periódicos em pessoas com fatores de risco são medidas preventivas importantes.

4. Quais exames são essenciais para o diagnóstico?

Além do exame clínico, a combinação de exames de imagem e biópsia é fundamental para confirmação.

5. Como saber se o tumor é operável?

Avaliação detalhada por equipe especializada, incluindo exames de imagem e análise da relação do tumor com vasos sanguíneos e outros órgãos.

Conclusão

A CID C25 abrange todas as condições relacionadas às neoplasias malignas do pâncreas. Este tipo de câncer, apesar de sua alta agressividade, pode ter melhor prognóstico se detectado precocemente. A combinação de sinais clínicos, exames de imagem e confirmação histológica permite um diagnóstico assertivo, possibilitando a seleção do tratamento mais adequado.

A abordagem multidisciplinar que envolve cirurgiões, oncologistas, radiologistas e outros profissionais é fundamental para o manejo eficaz da doença. Ainda que os desafios sejam grandes, avanços contínuos na pesquisa e nas técnicas diagnósticas oferecem esperança para melhores taxas de cura e qualidade de vida aos pacientes.

Referências

  1. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pâncreas. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pancreas
  2. World Health Organization (WHO). International Classification of Diseases (ICD-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
  3. Kumar & Clark. Clinical Medicine. 9ª edição. Elsevier, 2014.
  4. Pinho dos Reis e colaboradores. Tumores de pâncreas: diagnóstico e tratamento. Revista Brasileira de Cirurgia, 2020.

Notas finais: Este artigo foi elaborado para fornecer uma compreensão aprofundada sobre a neoplasia de pâncreas no contexto do CID C25, sua importância epidemiológica, diagnóstica e terapêutica, contribuindo para o aprimoramento de conhecimentos na área da saúde.