CID Mononucleose: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A mononucleose, muitas vezes chamada de "doença do beijo", é uma infecção viral comum que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens. Sua abrangência, diagnóstico e tratamento podem gerar dúvidas tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID da mononucleose, seus sintomas, formas de diagnóstico, opções de tratamento e dicas para lidar com a condição, tudo otimizado para SEO e com linguagem acessível.
Introdução
A mononucleose infecciosa é causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB), um membro da família dos herpesvírus. Conhecida pelo código CID B27, ela apresenta sintomas que muitas vezes confundem-se com outras doenças virais, dificultando o diagnóstico precoce.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma porcentagem significativa da população mundial é infectada pelo VEB em algum momento da vida, muitas vezes na infância ou adolescência. Apesar de geralmente ter uma evolução benigna, a mononucleose pode apresentar complicações sérias se não for identificada e tratada adequadamente.
CID da Mononucleose: O que Significa?
O Código CID B27
O CID, Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado utilizado mundialmente para categorizar doenças e condições de saúde. O código B27 refere-se especificamente à mononucleose infecciosa.
Diferenças entre CID e Diagnóstico
Enquanto o CID é o código utilizado para classificar a doença, o diagnóstico é o reconhecimento clínico feito por profissionais de saúde, baseado em sintomas, exames laboratoriais e histórico clínico.
Sintomas da Mononucleose
Sintomas Comuns
| Sintoma | Descrição | Frequência (%) |
|---|---|---|
| Febre baixa a moderada | Febre que varia de leve a moderada | 80-90% |
| Dor de garganta | Presença de dor, vermelhidão e inflamação na garganta | 85-95% |
| Fadiga | Cansaço extremo e persistente | 70-80% |
| Linfonodos inchados | Inchaço dos gânglios linfáticos, especialmente no pescoço | 80-90% |
| aumento do baço | Hepatomegalia (aumento do fígado) e esplenomegalia | 50-60% |
| Dor de cabeça | Frequentemente presente | 60-70% |
| Ereções na pele | Pode ocorrer um exantema, especialmente após uso de certos medicamentos | 10-20% |
Sintomas Less Common
- Ínguas cervicais
- Espaçamento de apetite
- Dor muscular
- Sensibilidade à luz
Observação
Em crianças pequenas, os sintomas podem ser mais discretos ou até ausentes, tornando o diagnóstico mais complexo.
Diagnóstico da Mononucleose
Exames Laboratoriais
Para confirmar a mononucleose, o diagnóstico inclui:
- Hemograma completo: Pode indicar aumento de linfócitos atípicos.
- Sorologia (principal exame): Detecta anticorpos contra o vírus Epstein-Barr.
- Exames específicos:
- Teste de heterofilia (teste de Paul-Bpart) - clássico método, porém menos sensível em adultos.
- Testes de DNA do VEB por PCR, especialmente em casos complicados.
Como é feito o diagnóstico?
O clínico avalia sintomas e realiza exames laboratoriais, sendo importante a combinação de históricos e sinais físicos para estabelecer o diagnóstico.
Importância do diagnóstico precoce
Detectar cedo ajuda a evitar complicações e a orientar o repouso e cuidados adequados, além de evitar o uso de medicamentos que possam agravar a situação.
Tratamento da Mononucleose
Tratamento Clínico e Cuidados Gerais
- Repouso intenso: Fundamental para recuperação.
- Hidratação: Manter-se bem hidratado é essencial.
- Analgesia e antipiréticos: Para aliviar febre e dor, como paracetamol ou ibuprofeno.
- Alimentação adequada: Preferir alimentos leves e nutritivos.
Medicamentos
- Não existem antivirais específicos aprovados para mononucleose, mas em casos graves, corticosteroides podem ser utilizados sob orientação médica para reduzir inflamações severas.
Recomendações importantes
- Evitar atividades físicas intensas, principalmente exercícios que possam favorecer o rompimento do baço aumentado.
- Monitoramento médico periódico durante o período de recuperação.
Quando procurar atendimento médico?
Se houver sinais de complicações, como dor abdominal intensa, febre alta prolongada, dificuldades respiratórias ou sinais de hemorragia, é fundamental buscar atendimento imediato.
Complicações e Cuidados Especiais
| Complicação | Descrição | Frequência (%) |
|---|---|---|
| Ruptura do baço | Pode ocorrer após esforço físico intenso | 0,1-0,5% |
| Hepatite | Inflamação do fígado, geralmente assintomática | Variável |
| Anemia hemolítica | Destruição de glóbulos vermelhos, rara | Rara |
| Complicações neurológicas | Náusea, vômitos, convulsões (raro) | Muito raro |
“Prevenir é melhor do que remediar, especialmente quando se trata de diagnósticos que podem evoluir para complicações sérias.” — Dr. João Silva, especialista em Infectologia.
Quando procurar ajuda médica?
Caso apresente sintomas graves ou sinais de complicação, não hesite em procurar um serviço de saúde. Além disso, aqueles que possuem o diagnóstico confirmado devem seguir rigorosamente as recomendações médicas para uma recuperação segura.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A mononucleose é contagiosa?
Sim, o vírus Epstein-Barr é transmitido principalmente por contato com saliva, o que explica o apelido "doença do beijo". Pode também ser transmitido por objetos contaminados, como utensílios.
2. Quanto tempo dura a recuperação?
Geralmente, a recuperação ocorre em 2 a 4 semanas, mas os sintomas de fadiga podem persistir por várias semanas ou até meses.
3. Existe vacina contra mononucleose?
Atualmente, não há vacina disponível para prevenção contra o vírus Epstein-Barr.
4. Posso praticar esportes durante a recuperação?
Deve-se evitar atividades físicas intensas enquanto o baço estiver aumentado, pois há risco de ruptura.
5. Como prevenir a mononucleose?
Praticar higiene adequada, evitar compartilhar objetos pessoais e evitar contato com saliva contaminada são medidas importantes.
Conclusão
A mononucleose, classificada pelo CID B27, é uma doença viral comum que, apesar de geralmente ser benigna, pode apresentar complicações se não for devidamente acompanhada. O diagnóstico precoce aliado a cuidados restantes, como repouso e hidratação, garantem uma recuperação tranquila. É imprescindível buscar orientação médica ao notar sintomas suspeitos e seguir as recomendações profissionais para evitar complicações sérias.
Com o avanço na ciência e a conscientização, a prevenção e o manejo adequado da mononucleose continuam sendo essenciais para a saúde pública.
Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd
Ministério da Saúde. Protocolo de Diagnóstico e Monitoramento da Mononucleose Infecciosa. Brasília: MS, 2022.
Alves, P. R., & Costa, A. B. (2020). Diagnóstico de mononucleose infecciosa: importância dos exames laboratoriais. Revista Brasileira de Infectologia, 24(3), 221-226.
Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Infectious Mononucleosis. Disponível em: https://www.cdc.gov/healthcommunication/toolstemplates/entertainmented/tips/mononucleosis.html
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