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CID Mola Hidatiforme: Causas, Sintomas e Tratamentos Im portantes

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A saúde da mulher é um aspecto fundamental que merece atenção contínua, especialmente quando se trata de complicações relacionadas à gestação. Entre essas condições, a mola hidatiforme é uma das mais relevantes, devido às suas características específicas, critérios diagnósticos e possíveis implicações para a saúde feminina. Este artigo aborda de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre a CID Mola Hidatiforme, incluindo suas causas, sintomas, tratamentos, além de informações importantes para o diagnóstico e acompanhamento.

Introdução

A mola hidatiforme, também conhecida como gravidez molar, representa uma alteração do tecido placentário que ocorre durante a gestação. Apesar de ser uma condição relativamente rara, ela exige atenção médica especializada para um diagnóstico precoce e tratamento adequado. A codificação CID (Classificação Internacional de Doenças) para esse transtorno é fundamental para registro, estatísticas e pesquisas científicas, além do acompanhamento clínico.

cid-mola-hidatiforme

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mola hidatiforme afeta aproximadamente 1 em cada 1.000 nascimentos no mundo. Apesar de assustadora à primeira vista, a maioria dos casos tem um bom prognóstico quando detectados a tempo.

O que é a CID Mola Hidatiforme?

A CID Mola Hidatiforme refere-se ao código de classificação fornecido pela CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão) que designa especificamente as condições relacionadas às gravidezes molares.

Código CID da Mola Hidatiforme

Código CID-10Descrição
O01Gravidez molar (mola hidatiforme)

Este código é utilizado pelos profissionais de saúde para documentar e registrar casos de gravidez molar, além de ajudar na epidemiologia e no planejamento de recursos de saúde.

Causas da Mola Hidatiforme

As causas exatas da formação de uma mola hidatiforme ainda não são completamente compreendidas, porém, estudos apontam fatores genéticos, ambientais e hormonais como possíveis desencadeantes.

Principais fatores de risco

  • Idade materna extrema: Mulheres abaixo de 20 anos e acima de 35 anos apresentam maior risco.
  • Histórico familiar: Antecedentes de mola em gestações anteriores aumentam as chances de recorrência.
  • Deficiências nutricionais: Baixos níveis de vitamina A e deácido fólico podem influenciar.
  • Isenção de fatores ambientais: Radioterapia e exposição a toxinas ambientais foram relacionados em alguns estudos.

Causas genéticas

  • Anormalidades nos cromossomos: A maioria dos casos está relacionada a uma disfunção nos materiais genéticos do óvulo ou do espermatozoide.
  • Diploidia paterna: Gravidez molar geralmente resulta de uma fertilização anormal, onde o material genético paterno predomina.

Sintomas da Mola Hidatiforme

Os sintomas podem variar de leves a severos, dependendo do estágio de desenvolvimento e do tipo de mola.

Sintomas principais

  • Hemorragia vaginal: Sangramento escuro, irregular, ou contínuo.
  • Aumento súbito do volume uterino: O útero pode parecer maior do que o esperado para a idade gestacional.
  • ** Náuseas e vômitos intensos:** Devido ao aumento dos níveis de hormônio hCG.
  • Presença de vesículas na colo do útero: Sensação de peso ou desconforto.
  • Hipertensão arterial: Pode ocorrer em alguns casos, especialmente em molas completas.
  • Alterações nos exames laboratoriais: Elevação significativa do hCG (hormônio gonadotrofina coriônica humana).

Diagnóstico da Mola Hidatiforme

Exames complementares

  • Ultrassonografia: Principal método para diagnóstico, apresenta uma imagem de “colmeia” ou de vesículas múltiplas.
  • Exames laboratoriais: Dosagem de hCG elevada desproporcional ao período gestacional.
  • Exame histopatológico: Confirmar o diagnóstico através da análise do tecido removido.

Tabela: Diagnóstico por fase

FaseAchados principais
UltrassonografiaVisão de “grupo de vesículas” ou “imagem em colmeia”
Dosagem de hCGValores elevados, desproporcionais à idade gestacional
Exame histopatológicoAtestado de tecido cartilaginoso e vesículas inconsolidáveis

Tratamentos para CID Mola Hidatiforme

O tratamento da mola hidatiforme envolve a remoção do tecido anômalo e acompanhamento rigoroso para evitar complicações.

Procedimentos e cuidados

  • Aspiração e curetagem uterina: Procedimento padrão para remover o tecido molar. Pode ser realizado via curetagem uterina sob anestesia.
  • Acompanhamento de níveis de hCG: Monitoramento contínuo para garantir a resolução completa da doença.
  • Contracepção: Recomendado o uso de métodos contraceptivos por pelo menos 6 a 12 meses após o tratamento para evitar gravidez molar recorrente.

Possíveis complicações

ComplicaçãoDescrição
Persistência molarManutenção de tecido molar após o tratamento; requer nova intervenção
CoriocarcinomaTumor maligno derivado de tecido placentário afetado
MetástasesPode afetar pulmões, cérebro, fígado, entre outros

Tabela: Resumo do tratamento

EtapaDescrição
Remoção do tecidoCuretagem uterina ou aspiração manual
Monitoramento pós-tratamentoDosagem contínua de hCG até níveis normais por 3-6 meses
ContracepçãoUso de método contraceptivo por período recomendado após o tratamento

Para mais detalhes sobre os tratamentos disponíveis, acesse o Ministério da Saúde ou consulte um especialista.

Como prevenir e o que fazer após a cura

A prevenção da mola hidatiforme envolve controle de fatores de risco, alimentação equilibrada e acompanhamento pré-natal adequado. Mulheres que tiveram uma mola devem realizar acompanhamento médico a cada 4-6 semanas até a normalização do hCG, seguido de exames periódicos.

Perguntas Frequentes

1. A mola hidatiforme pode recidivar?

Sim, há um risco de recorrência, especialmente se a mulher tiver histórico familiar ou fatores genéticos predisponentes.

2. Quanto tempo leva para o hCG retornar ao normal após o tratamento?

Normalmente, leva de 3 a 6 meses, porém em alguns casos pode demorar até 1 ano.

3. É possível engravidar novamente após uma mola hidatiforme?

Sim, após liberação total do tratamento e normalização dos níveis de hCG, a mulher pode engravidar novamente, preferencialmente após período de acompanhamento.

Conclusão: A importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento

A CID Mola Hidatiforme representa uma condição que, embora assustadora, possui um excelente prognóstico quando diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada. A realização de exames de rotina, principalmente durante o pré-natal, ajuda na detecção precoce e na prevenção de complicações mais sérias.

A conscientização sobre os fatores de risco, sinais e sintomas, além do acompanhamento médico, são essenciais para garantir a saúde da mulher e de seu futuro bebê. Caso suspeite de sintomas relacionados, procure um profissional de saúde imediatamente para avaliação correta.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.
  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). Pregnancy and childbirth: issues related to molar pregnancy. Geneva: OMS, 2020.
  3. Curi, M. H., et al. Gestação molar: diagnóstico, tratamento e acompanhamento. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2019.

"A prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento rigoroso fazem toda a diferença na cura da mola hidatiforme." — Prof. Dr. João Silva