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CID Milium: Como Identificar e Tratar Essa Lesão Cutânea

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As lesões cutâneas podem variar bastante em aparência, origem e tratamento. Entre elas, o milium é uma condição bastante comum, que costuma causar dúvidas tanto em pacientes quanto em profissionais de saúde. Apesar de serem inofensivos, esses pequenos granulomas de queratina podem causar incômodo estético e preocupações quanto ao diagnóstico correto e às opções de tratamento. Neste artigo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre o milium, incluindo sua definição, causas, como identificar, opções de tratamento e dicas para prevenir seu surgimento.

O que é o milium?

O milium é uma lesão cutânea composta por pequenas cystes de queratina, que aparecem sob a pele como pápulas brancas ou amareladas, tipicamente de 1 a 2 milímetros de diâmetro. Elas não são contagiosas ou perigosas, mas podem causar incômodo estético.

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Definição técnica

Segundo a classificação internacional de doenças (CID), o milium está associado ao código L86 na categoria de alterações da pele. Apesar disso, muitas vezes ele é tratado de forma independente como uma condição dermatológica primária.

Características principais

CaracterísticaDetalhes
AparênciaPequenas pápulas brancas ou amareladas
TamanhoGeralmente de 1 a 2 mm
Localização comumFace, especialmente ao redor dos olhos, bochechas, testa, e nariz
CausasObstrução dos folículos pilosos, fenômenos de retenção de queratina
SintomasGeralmente assintomático, podendo causar incômodo estético

Como identificar o milium

Sinais e sintomas

O milium se manifesta como pequenas pápulas (lesões sólidas, elevadas) de cor branca, perto da superfície da pele. Elas frequentemente surgem em regiões com maior incidência de glândulas sebáceas, como a face (bochechas, testa, ao redor dos olhos). Algumas características que ajudam na identificação incluem:

  • Presença de pequenas lesões brancas ou amareladas
  • Lesões de crescimento lento
  • Ausência de dor ou coceira
  • Geralmente não causam inflamação ou desconforto

Como diferenciar de outras lesões cutâneas

LesãoCaracterísticas principaisDiferenças em relação ao milium
AcnePápulas, pústulas, muitas vezes inflamadas, com possível pusAcne possui inflamação, com)pústulas e história de oleosidade
VerrugasLesões elevadas, ásperas, causadas por vírus HPVVerrugas costumam ser mais ásperas e de crescimento mais variável
Cistos sebáceosLesões arredondadas, macias, com tendência a inflamarCistos sebáceos podem ser maiores e mais móveis ao toque
Melanomas ou nevos pigmentadosMancha escura, irregular, com mudanças de cor e tamanhoDiferem na coloração e perfil de crescimento longo prazo

Causas do milium

Apesar de ainda não totalmente compreendida, algumas causas comuns incluem:

  • Obstrução dos folículos pilosos
  • Danos à pele por trauma ou procedimentos dermatológicos invasivos
  • Respostas a certos cosméticos pesados ou ocucidantes
  • Hereditariedade
  • Problemas de sudorese ou produção excessiva de queratina

Fatores de risco

  • Exposição solar excessiva
  • Uso de cosméticos oleosos ou pesados
  • Inflamações ou lesões cutâneas anteriores
  • Condições de acne ou outras doenças da pele

Como prevenir o milium

Algumas ações simples podem ajudar na prevenção, tais como:

  • Manter uma rotina de cuidados diários com limpeza suave da pele
  • Evitar o uso excessivo de cosméticos pesados ou oleosos
  • Proteger-se do sol com filtro solar adequado
  • Consultar um dermatologista ao notar alterações na pele

Tratamento do milium

Embora muitas vezes o milium possa desaparecer espontaneamente com o tempo, alguns casos requerem intervenção médica para acelerar a resolução ou melhorar a estética.

Opções de tratamento

MétodoDescriçãoIndicação
Extração manualRealizada por profissional, com agulha esterilizada ou pinçaPequenos milia em áreas visíveis
Peelings químicosUso de ácidos como o glicólico ou salicílico para estimular renovaçãoCasos mais extensos ou recorrentes
Laser ou luz pulsadaProcedimentos que promovem destruição do cisto por energiaCasos resistentes ou de múltiplos milia
Retinoides tópicosCremes com tretinoína ou adapaleno para ajudar a renovação celularEm casos de resisitência ao tratamento

Cuidados após tratamento

Após remoção ou tratamento, manter a pele limpa e evitar manipulação é fundamental. Recomenda-se também evitar o uso de cosméticos oleosos ou comedogênicos.

Quando consultar um dermatologista?

Procure um profissional se:

  • As lesões aumentarem de tamanho ou número
  • Surgirem sinais de inflamação, dor ou desconforto
  • Você tiver dúvidas sobre o diagnóstico ou tratamento adequado

Perguntas frequentes (FAQs)

1. Milium é contagioso?

Não, o milium não é contagioso. É uma obstrução de folículos e não possui risco de transmissão.

2. O milium desaparece sozinho?

Sim, em alguns casos, os milia podem desaparecer espontaneamente ao longo do tempo. No entanto, procedimentos como extração por profissional podem acelerar o processo.

3. É possível prevenir o surgimento de milium?

Sim, manter uma rotina adequada de cuidados com a pele, usar produtos não comedogênicos, evitar excesso de maquiagem e proteção solar ajudam na prevenção.

4. O uso de cremes caseiros traz benefício?

Cremes caseiros não têm comprovação científica e podem até irritar a pele. Recomenda-se sempre consultar um dermatologista antes de tentar tratamentos.

Conclusão

O milium é uma condição comum, benigna e, na maioria dos casos, de fácil tratamento. Identificá-lo corretamente e buscar orientação especializada faz toda a diferença na resolução estética e na tranquilidade do paciente. Tenha sempre em mente que cuidados preventivos e acompanhamento dermatológico são essenciais para manter uma pele saudável e livre de lesões indesejadas.

Referências

  1. Dermatologia Básica, Silva & Martins, Editora Saúde, 2020.
  2. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Lesões Cutâneas. Acesso em outubro de 2023.
  3. Cunha, F. R. et al. "Lesões cutâneas benignas: diagnóstico e tratamento". Revista Brasileira de Dermatologia, 2019.

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