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CID Micose Superficial: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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As micoses superficiais representam um grupo de infecções de pele, cabelos e unhas causadas por fungos que crescem na camada mais externa da pele. Essas condições, embora muitas vezes não sejam graves, podem causar desconforto, coceira e impacto estético, afetando a qualidade de vida dos indivíduos. O Código Internacional de Doenças (CID) para micoses superficiais é fundamental para a classificação, diagnóstico e tratamento adequado dessas doenças.

Este artigo tem como objetivo fornecer informações completas e otimizadas sobre o CID de micoses superficiais, abordando suas causas, sintomas, tratamentos mais eficazes, além de esclarecer dúvidas frequentes e oferecer referências confiáveis para uma compreensão aprofundada do tema.

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O que é CID e por que é importante?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é uma ferramenta utilizada mundialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que codifica todas as doenças e condições de saúde. Para as micoses superficiais, o CID principal é o B35, que engloba diversos tipos de infecções fúngicas de pele, cabelo e unhas.

A classificação correta é essencial para:

  • Diagnóstico preciso
  • Registro e estatísticas epidemiológicas
  • Indicação de tratamentos específicos
  • Comunicação entre profissionais de saúde

Causas das Micoses Superficiais

Fungos causadores

As micoses superficiais são causadas por diversos tipos de fungos, principalmente ** dermatófitos, leveduras e hipócrifas**. Os principais agentes etiológicos incluem:

Tipo de FungoExemplosÁreas de Predileção
DermatófitosTrichophyton, MicrosporumCabelos, unhas, pele
LevedurasCandida albicansBocas, áreas úmidas, unhas
Fungos ambientaisMalasseziaPele, couro cabeludo

Fatores de risco

Diversos fatores favorecem o desenvolvimento das micoses superficiais, tais como:

  • Higiene inadequada
  • Ambiente úmido e quente
  • Contato direto com pessoas ou objetos infectados
  • Uso de roupas ou calçados apertados
  • Imunidade comprometida

Sintomas das Micoses Superficiais

As manifestações clínicas variam de acordo com o local e o tipo de fungo, mas alguns sintomas comuns incluem:

Sintomas gerais

  • Coceira intensa
  • Vermelhidão localizada
  • Descamação ou escamação da pele
  • Lesões arredondadas ou com bordas elevadas
  • Presença de crostas ou amores

Sintomas específicos por localidade

Micoses Cutâneas (Escamas e Lesões Descritas)

  • Pitiríase versicolor

  • Manchas descoloridas no tronco e braços

  • Pode causar descamação fina

  • Tinea corporis (micose do corpo)

  • Lesões arredondadas com bordas elevadas

  • Pode ter centro claro ou escurecido

Micoses das Unhas

  • Unhas espessas, descoloridas ou quebradiças
  • Desprendimento da unha

Micoses Capilares

  • Queda de cabelo em áreas circunscritas
  • Lesões avermelhadas com altos e baixa

Diagnóstico

Para confirmar a micose superficial, o profissional de saúde realiza:

  • Inspeção visual e avaliação clínica
  • Exame de KOH (potássio hidroxido) na escama ou amostra de pele
  • Cultura do fungo, quando necessário
  • Biópsia, em casos complexos

Tratamentos Eficazes para CID Micose Superficial

Tratamento tópico

A maioria das micoses superficiais responde bem ao uso de antifúngicos tópicos, como:

  • Creme de terbinafina
  • Creames de clotrimazol
  • Miconazol

Aplicados na área afetada, duas vezes ao dia, por período variável conforme a melhora clínica.

Tratamento sistêmico

Em casos mais extensos ou resistentes, pode ser necessário o uso de antifúngicos orais, como:

  • Griseofulvina
  • Itaconazol
  • Terbinafina

Cuidados adicionais

  • Manter a higiene da área afetada
  • Evitar roupas e calçados apertados
  • Lavar roupas, toalhas e roupas de cama frequentemente
  • Não compartilhar objetos pessoais

Tratamento natural e complementares

Alguns estudos indicam potencial do óleo de tea tree (melaleuca) e do alho na ação antifúngica, mas não substituem o tratamento médico.

Prevenção das Micoses Superficiais

Para evitar a reincidência e prevenir o contágio, recomenda-se:

  • Higiene adequada e rotina de limpeza
  • Secar bem a pele após banho ou sudorese
  • Uso de roupas leves e de algodão
  • Evitar ambiente úmido e quente em excesso
  • Não compartilhar objetos pessoais

Menção importante

Segundo a Organização Mundial da Saúde, "A prevenção é fundamental para diminuir a incidência das micoses superficiais, especialmente em ambientes públicos e em comunidades com baixa higiene".

Tabela Resumo: CID, Causas, Sintomas e Tratamentos das Micoses Superficiais

AspectoDetalhes
CID principalB35 (Códigos específicos incluem B35.1 para tinea corporis, B35.2 para tinea capitis, etc.)
CausasDermatófitos, leveduras, fungos ambientais
SintomasCoceira, vermelhidão, descamação, lesões arredondadas
DiagnósticoExame de KOH, cultura, avaliação clínica
TratamentosAntifúngicos tópicos, antifúngicos sistêmicos, cuidados de higiene

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Qual é o código CID mais comum para micose superficial?
Resposta: O código mais comum é B35, que classifica as micoses superficiais em geral. Os subcódigos específicos variam de acordo com o local da infecção.

2. Quanto tempo leva para tratar uma micose superficial?
Resposta: O tratamento geralmente dura de 2 a 4 semanas para micoses cutâneas e pode se estender até 3 meses para infecções nas unhas.

3. É possível prevenir a micose superficial?
Resposta: Sim. Manter hábitos de higiene adequados e evitar ambientes úmidos ajudam na prevenção.

4. O que fazer se o tratamento não fizer efeito?
Resposta: Consultar um dermatologista para reavaliação, possíveis ajustes na medicação ou realização de exames adicionais.

Conclusão

As micoses superficiais, codificadas principalmente pelo CID B35, representam um grupo de infecções fúngicas comuns que afetam a pele, cabelos e unhas. Apesar de muitas vezes serem consideradas condições estéticas ou desconfortáveis, elas podem ser eficazmente tratadas com a combinação de antifúngicos e cuidados de higiene.

A prevenção é a melhor estratégia para evitar o seu surgimento ou recorrência. Consultar um profissional de saúde ao primeiro sinal de sintomas é essencial para um diagnóstico preciso e a implementação de um tratamento adequado. Lembre-se sempre de seguir as orientações médicas e não se automedicar.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). https://icd.who.int/browse10/2019/en

  2. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de doenças de pele. Disponível em: https://www.sbd.org.br/

  3. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde Brasil - Guia de atenção às infecções fúngicas superficiais. https://www.gov.br/saude/pt-br

Lembre-se: Manter a higiene e procurar assistência médica ao notar os primeiros sintomas garantem um tratamento mais rápido e eficaz. Cuide da sua saúde dermatológica!