CID Micose Cutânea: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento Eficaz
A micose cutânea é uma infecção fúngica que afeta a camada superior da pele, causando desconforto, alterações na aparência da pele e, muitas vezes, impacto na autoestima de quem a possui. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), as micoses cutâneas estão catalogadas sob diversos códigos, dependendo do tipo e localização da infecção. Este artigo abordará detalhadamente os aspectos relacionados às micoses cutâneas, incluindo sintomas, diagnóstico e tratamentos eficazes, além de esclarecer dúvidas frequentes.
Introdução
As doenças dermatológicas causadas por fungos são comuns e podem afetar pessoas de todas as idades, além de serem altamente contagiosas em ambientes úmidos e fechados. A classificação CID para micose cutânea ajuda profissionais de saúde a codificar, registrar e tratar adequadamente essas condições, facilitando a pesquisa e o acompanhamento epidemiológico.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções fúngicas representam uma parcela significativa das doenças de pele em todo o mundo, sendo a micose cutânea uma das mais prevalentes. Com o avanço das tecnologias médicas, o diagnóstico e o tratamento tiveram aprimoramento, permitindo melhor qualidade de vida para os pacientes.
O que é a CID para Micose Cutânea?
A CID, ou Classificação Internacional de Doenças, atribui códigos específicos às diversas condições de saúde. As micoses cutâneas estão principalmente classificadas na seção B35 (Dermatofitoses), B36 (Candidíase), e outras categorias relacionadas, dependendo do agente etiológico e do local de acometimento.
Exemplos de Códigos CID para Micose Cutânea:
| Código CID | Descrição | Tipo de Micose |
|---|---|---|
| B35.0 | Tinea corporis ( dermatomicoses do corpo) | Dermatofitose geral |
| B35.1 | Tinea pedis (pé de atleta) | Dermatofitose dos pés |
| B35.2 | Tinea cruris (jock itch) | Dermatofitose na região inguinal |
| B36.0 | Candidíase da pele | Candidíase cutânea |
Sintomas da Micose Cutânea
Os sintomas variam conforme o tipo de micose e sua localização, mas alguns sinais gerais podem indicar uma infecção fúngica na pele.
Sintomas Comuns
- Coceira intensa na área afetada
- Vermelhidão e inflamação
- Presença de lesões em formas variadas (lesões redondas, anulares ou com bordas elevadas)
- Descamação ou descorticação da pele
- Presença de bolhas ou pustulas
- Melhora temporária com o uso de cremes, seguida por agravamento
Sintomas por Tipo de Micose
Tinea corporis (Dermatofitose do corpo)
Lesões arredondadas com bordas elevadas, escamosas e com centro clearing, muitas vezes com bordas que parecem escamas.
Tinea pedis (Pé de atleta)
Entre os dedos, áreas úmidas, descamação, rachaduras, normalmente associadas a proliferación de fungos em ambientes úmidos.
Tinea cruris (Cachos)
Lesões em região inguinal, com bordas inflamatórias e escamosas, podendo se espalhar para os membros.
Candidíase cutânea
Lesões eritematosas, úmidas, muitas vezes com pápulas, placas ou lesões satélites próximas às áreas de dobras cutâneas (axilas, virilha, sob os seios).
Diagnóstico de Micose Cutânea
O diagnóstico preciso é fundamental para um tratamento eficaz. Geralmente, os passos incluem:
Anamnese detalhada
Coleta de informações sobre início dos sintomas, fatores de risco, higiene, contato com animais ou ambientes úmidos.
Exame Clínico
Avaliação visual das lesões, análise da distribuição, bordas, características da pele e sintomas associados.
Exames Complementares
- Lodo de KOH (Hidróxido de potássio): método simples de diagnóstico, que revela fragmentos de fungos na amostra de pele escamada.
- Cultivo fúngico: confirma o agente etiológico, mas pode levar vários dias.
- Biópsia de pele: em casos complicados ou de diagnóstico diferencial.
O diagnóstico diferencial deve excluir outras condições dermatológicas, como psoríase, eczema ou linfoma cutâneo.
Importância do Diagnóstico Profissional
Conforme pesquisa publicada no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, o diagnóstico precoce evita complicações e garante que o tratamento seja direcionado corretamente.
Tratamento de Micose Cutânea
O tratamento da micose cutânea varia conforme o tipo, gravidade e localização da infecção. Pode envolver terapia tópica, sistêmica ou combinação de ambas.
Tratamento Tópico
Para casos leves, geralmente indicados cremes, pomadas ou loções antifúngicas, como:
- Clotrimazol
- Miconazol
- Terbinafina
- Butenafina
Como usar: aplicar na área afetada e nas bordas, duas vezes ao dia, por período determinado pelo médico.
Tratamento Sistêmico
Em infecções extensas ou resistentes, o uso de antifúngicos orais pode ser necessário, incluindo:
- Terbinafina
- itraconazol
- Fluconazol
Importante: o uso de medicamentos sistêmicos deve ser supervisionado por um dermatologista, pois podem apresentar efeitos colaterais.
Cuidados Complementares
- Manter a área afetada seca e arejada
- Evitar compartilhar toalhas, roupas ou objetos pessoais
- Utilizar roupas de algodão e evitar roupas apertadas
- Higiene regular das mãos e do corpo
- Tratar roupas, roupas de cama e toalhas para eliminar o fungo
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Como saber se tenho micose cutânea?
Se você perceber lesões na pele que apresentam bordas elevadas, escamosas, vermelhas e com coceira intensa, consulte um dermatologista para avaliação e diagnóstico preciso.
2. A micose cutânea é contagiosa?
Sim, a micose é altamente contagiosa, podendo ser transmitida pelo contato direto com a pele infectada ou por objetos contaminados.
3. Quanto tempo leva para tratar uma micose cutânea?
O tratamento pode durar de algumas semanas a até três meses, dependendo do grau de infecção e da resposta ao tratamento.
4. Posso prevenir a micose cutânea?
Sim, mantendo boa higiene, secando bem as áreas do corpo, evitando ambientes úmidos excessivamente, e não compartilhando objetos pessoais.
5. A micose pode retornar após o tratamento?
Infecções recorrentes podem acontecer se fatores de risco persistirem, por isso, seguir todas as orientações médicas é fundamental.
Conclusão
A micose cutânea, representada por diversos códigos CID, exige atenção e cuidado. O diagnóstico precoce aliado ao tratamento adequado garante a cura efetiva, melhora da qualidade de vida e evita complicações. Manter uma higiene adequada, tratar ambientes úmidos e seguir as recomendações médicas são passos essenciais na prevenção e no controle dessas infecções.
Como afirmou Albert Schweitzer, renomado médico e filósofo:
"A prevenção é sempre melhor do que a cura."
Se você suspeita de micose cutânea, procure um dermatologista para avaliação e início do tratamento.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados sobre infecções fúngicas na pele.
- Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento das Micoses Cutâneas.
- Silva, J. A., et al. (2020). "Diagnóstico clínico e laboratorial das micoses cutâneas." Revista Brasileira de Dermatologia.
- Sociedade Brasileira de Fitoterapia - Informações sobre tratamentos naturais e prevenção de doenças de pele.
- Ministério da Saúde - CID - Cadastro e códigos CID de doenças.
Considerações finais
Seja proativo na busca por saúde dermatológica. Reconhecer os sintomas e procurar atendimento especializado são passos essenciais para a cura rápida e eficaz das micoses cutâneas. Educar-se sobre as formas de prevenção contribui para evitar recidivas e manter a pele saudável.
MDBF