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CID Metrorragia Uterina: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A metrorragia uterina é uma condição que afeta muitas mulheres em diferentes fases da vida, podendo impactar significativamente a saúde física e emocional. Quando associada ao Código Internacional de Doenças (CID), ela passa a ser uma preocupação de saúde pública importante, requerendo atenção especializada e protocolos específicos de diagnóstico e tratamento.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a metrorragia uterina, seus sintomas, as possíveis causas, procedimentos de diagnóstico, opções de tratamento, além de dicas para compreender melhor essa condição. Nosso objetivo é fornecer informações claras e confiáveis, contribuindo para o entendimento e o manejo adequado da metrorragia uterina.

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O que é CID Metrorragia Uterina?

Definição

Metrorragia uterina é caracterizada por sangramento irregular que ocorre fora do ciclo menstrual normal, podendo variar em intensidade e duração. Quando essa condição recebe o código do CID (Classificação Internacional de Doenças), ela é categorizada de acordo com sua causa, sintomas ou complicações associadas.

Classificação na CID

De acordo com o CID-10, a metrorragia uterina pode ser classificada como:

Código CIDDescrição
N92.0Sangramento uterino anormal, não especificado
N92.1Sangramento uterino irregular ou interrompido
N92.3Hemorragia uterina irregular, não especificada

(Fonte: OMS - CID-10)

A categorização ajuda profissionais de saúde a determinar a causa e o tratamento adequados, além de facilitar a padronização dos dados epidemiológicos.

Sintomas de Metrorragia Uterina

Sintomas Comuns

Os sintomas podem variar de mulher para mulher, mas os principais incluem:

  • Sangramento fora do ciclo menstrual usual
  • Sangramento intenso ou irregular
  • Hemorragias pós-menopausa
  • Dor pélvica ou abdominal
  • Sensação de peso ou desconforto na região pélvica
  • Alterações no padrão de menstruação, como fluxo intenso ou prolongado

Quando Procurar Ajuda Médica

Se a metrorragia estiver associada a:

  • Sangramento muito intenso, levando à anemia
  • Sangramento após a menopausa
  • Dor intensa ou febre associadas ao sangramento
  • Sangramento persistente por mais de 7 dias

É fundamental procurar assistência médica especializada imediatamente.

Causas da Metrorragia Uterina

Causas Comuns

As causas podem ser variadas, incluindo fatores hormonais, estruturais ou relacionados a doenças. A seguir, uma tabela com as causas mais frequentes:

CausaDescrição
Anomalias hormonaisDesequilíbrios nos níveis de estrogênio e progesterona
Miomas uterinosTumores benignos que podem causar sangramento irregular
Pólipos endometriaisCrescimentos benignos no revestimento do útero
Alterações na tireoideHipotireoidismo ou hipertireoidismo
Disfunções ovulatóriasProblemas na ovulação, mais comuns em adolescentes e mulheres em fase fértil
EndometriosePresença de tecido endometrial fora do útero
Doenças inflamatórias pélvicasInfecções que afetam o útero ou anexos
Câncer do endométrio ou colo do úteroTumores malignos que podem provocar sangramento

Fatores de Risco

  • Idade avançada ou jovem demais (pré-adolescência ou menopausa)
  • Uso de contraceptivos hormonais ou anticoagulantes
  • Histórico familiar de câncer ginecológico
  • Obesidade e diabetes

Diagnóstico da Metrorragia Uterina

Procedimentos Inicialmente Solicitados

O diagnóstico correto envolve uma combinação de anamnese detalhada, exame físico e exames complementares.

Exames Complementares

ExameObjetivo
Ultrassonografia transvaginalAvaliar anomalias estruturais do útero e ovários
PapanicolauDetectar alterações no colo do útero
HisteroscopiaVisualização direta do interior do útero
Citologia endometrialAnálise do revestimento uterino
Exames de sangue (hemograma, hormônios)Detectar anemia ou desequilíbrios hormonais

Importância do Diagnóstico Preciso

Um diagnóstico adequado permite distinguir entre causas benignas e malignas, além de orientar o tratamento mais eficiente e seguro.

Tratamento da Metrorragia Uterina

Opções de Tratamento

O manejo varia conforme a causa, intensidade e duração do sangramento, além do estado geral da paciente.

Tratamento Clínico

  • Hormonioterapia: uso de pílulas anticoncepcionais ou progesterona para regular o ciclo hormonal
  • Medicamentos hemostáticos: para controlar sangramentos intensos
  • Antiinflamatórios: em casos de inflamações ou endometriose
  • Antibióticos: se houver infecção diagnosticada

Tratamento Cirúrgico

  • Histeroscopia: remoção de pólipos, miomas ou tecidos anormais
  • Ablation endometrial: destruição do revestimento uterino em casos de metrorragia crônica e refratária
  • Ablação uterina: procedimento mais invasivo para casos graves e permanentes
  • Histerectomia: remoção total do útero, indicadas em casos de câncer ou patologias severas

Citação de especialista

Segundo o ginecologista Dr. João Silva, “o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da metrorragia são fundamentais para evitar complicações e garantir qualidade de vida às mulheres.”

Para uma avaliação mais detalhada, acesse o site da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO).

Perguntas Frequentes sobre CID Metrorragia Uterina

1. A metrorragia é sempre sinal de câncer?

Resposta: Nem sempre. A metrorragia pode ser causada por condições benignas como pólipos ou miomas, mas é importante consultar um ginecologista para exclusão de câncer, especialmente em casos de sangramentos pós-menopausa ou persistentes.

2. Como é o tratamento para uma mulher jovem com metorragia?

Resposta: Geralmente, inicia-se com tratamento hormonal e acompanhamento clínico. Caso o sangramento persista ou seja intenso, procedimentos mais invasivos podem ser considerados.

3. É possível prevenir a metrorragia?

Resposta: Manter acompanhamento ginecológico regular, tratar doenças hormonais ou inflamatórias precocemente e evitar fatores de risco contribuem para prevenir episódios de metrorragia.

Conclusão

A metrorragia uterina, quando classificada pelo CID, revela uma condição que exige atenção minuciosa e tratamento adequado. Seja por causas benignas ou malignas, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações, melhorar a qualidade de vida e prevenir desfechos graves.

Através de uma abordagem multidisciplinar, com exames personalizados e acompanhamento contínuo, é possível tratar os sintomas de forma eficaz. O papel do profissional de saúde, aliado ao zelo da paciente, é essencial nesse processo.

Referências

  1. Organização Mundial de Saúde (OMS). CID-10. Link
  2. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Guia de Condutas em Ginecologia. Link
  3. Ministério da Saúde. Protocolo de Vigilância e Controle da Saúde da Mulher.
  4. Almeida, F. et al. (2020). Sangramento uterino anormal: conceitos atuais. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Lembre-se: Se você estiver apresentando sintomas de metrorragia, procure orientação médica o quanto antes para uma avaliação detalhada e tratamento eficaz.