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CID Menorragia: Causas, Diagnóstico e Tratamentos Eficazes

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A menorragia, também conhecida como hemorragia menstrual excessiva, é uma condição que afeta muitas mulheres em diferentes fases da vida. Quando associada ao CID (Classificação Internacional de Doenças), ela pode ser um sinal de condições subjacentes sérias que exigem atenção médica adequada. Neste artigo, vamos abordar de forma detalhada o CID da menorragia, suas causas, procedimentos diagnósticos, opções de tratamento e dicas para melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Introdução

A menorragia compromete não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional de quem a enfrenta. Segundo dados da OMS, aproximadamente 1 em cada 4 mulheres experimenta algum grau de distúrbio menstrual ao longo da vida, sendo a menorragia uma das mais preocupantes devido ao impacto na rotina diária.

cid-menorragia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para evitar complicações como anemia severa e problemas de fertilidade. Além disso, conhecer o código CID relacionado à menorragia é fundamental para facilitar a comunicação entre profissionais de saúde e garantir o tratamento mais adequado.

O que é CID na Menorragia?

O CID é um sistema padronizado de classificação de doenças usado internacionalmente para padronizar registros clínicos e epidemiológicos. Para menorragia, o código mais utilizado é:

Código CIDDescrição
N92.0Menorragia
N92.1Hipermenorreia, não especificada
N92.2Menorragia devido a alterações do ciclo menstrual

O CID ajuda na identificação precisa da condição, facilitando a pesquisa, o tratamento e a elaboração de políticas de saúde pública.

Causas da Menorragia (CID N92)

Fatores Hormonal

  • Desequilíbrios hormonais, como baixos níveis de estrogênio ou progesterona, podem desencadear períodos excessivos.
  • Distúrbios na ovulação.

Problemas uterinos

  • Miomas uterinos.
  • Pólipos endometriais.
  • Adenomiose.
  • Crescimentos ou tumores no útero.

Condições de Saúde Geral

  • Coagulopatias, como hemofilia.
  • Doenças hepáticas ou renais que afetam a coagulação.

Outras causas

  • Uso de determinados medicamentos, como anticoagulantes.
  • Alterações congênitas do sistema reprodutor.

Diagnóstico da Menorragia

Exame clínico

O primeiro passo é uma avaliação detalhada do histórico menstrual, sinais associados e sintomas.

Exames complementares

ExameObjetivoQuando solicitar
PapanicolauVerificar infecções ou alterações citológicasAlertar para alterações cervicais
Ultrassonografia transvaginalAvaliação estrutural do útero e ováriosSuspeita de miomas ou pólipos
HisteroscopiaVisualização direta do interior do úteroDiagnóstico de tumores ou pólipos
Exames laboratoriaisHemograma, coagulograma, hormôniosAvaliação de anemia ou distúrbios hormonais

“O diagnóstico preciso é fundamental para definir o tratamento mais eficaz e individualizado para cada paciente.” - Dra. Maria Silva, ginecologista e obstetra.

Critérios para diagnóstico de menorragia (CID N92)

  • Períodos menstruais que duram mais de 7 dias.
  • Perdas de sangue maiores que 80 ml por ciclo.
  • Interferência na rotina diária e na qualidade de vida.

Tratamentos Eficazes para Menorragia

O tratamento da menorragia varia de acordo com a causa, idade, desejo de manter a fertilidade e condições clínicas da paciente. As opções incluem tratamentos hormonais, medicamentos, procedimentos cirúrgicos ou combinados.

Tratamento Clínico

Uso de Hormônios

  • Anticoncepcionais orais combinados.
  • Dispositivo intrauterino (DIU) hormonal.
  • Progesterona oral ou intrauterina.

Medicamentos

MedicamentoAçãoBenefíciosConsiderações
Antifibrinolíticos (ex.: tranexâmico)Reduzir o sangramentoEficaz na maioria dos casosUso a curto prazo
Anti-inflamatórios não esteroidais (ex.: naproxeno)Diminuir sangramentoAlém de analgésicosPode causar efeitos gastrointestinais
DesmopressinaPara distúrbios de coagulaçãoEspecífico para hemofiliaSob supervisão médica

Tratamentos Cirúrgicos

Curetagem uterina

  • Para remover tecido anormal ou pólipos.

Miomectomia

  • Remoção de miomas uterinos que causam sangramento excessivo.

Histerectomia

  • Remoção do útero, indicada em casos graves, quando outros tratamentos falharam ou quando há outras indicações médicas.

Novas Tecnologias no Tratamento

  • Emboque de artérias uterinas.
  • Ablation endometrial, técnica minimamente invasiva que destrói o revestimento uterino.

Como Prevenir a Menorragia

Embora nem todos os fatores possam ser evitados, algumas práticas contribuem para a prevenção ou controle da condição:

  • Manter consultas regulares com o ginecologista.
  • Controlar o peso e adotar alimentação equilibrada.
  • Tratar precocemente distúrbios hormonais ou uterinos.
  • Evitar automedicação, especialmente com medicamentos que afetam a coagulação.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A menorragia é sempre um sinal de doença grave?

Nem sempre. Algumas vezes, pode estar relacionada a alterações hormonais ou benignas. No entanto, é importante procurar orientação médica assim que os sintomas surgirem.

2. Como posso saber se estou com menorragia?

Se seus períodos menstruais estiverem durando mais de 7 dias, com perdas de sangue que dificultam a rotina ou causam sinais de anemia (fraqueza, fadiga, palidez), procure um ginecologista.

3. A menorragia pode afetar a fertilidade?

Sim, condições como miomas e pólipos que causam menorragia podem impactar na fertilidade. O tratamento adequado pode melhorar as chances de concepção.

4. Quais exames são indispensáveis para diagnóstico?

Ultrassonografia transvaginal, exames laboratoriais, histeroscopia e, em alguns casos, biópsia do endométrio.

Conclusão

A menorragia, sob o código CID N92, é uma condição que exige atenção especializada para diagnóstico e tratamento adequados. Compreender suas causas e opções terapêuticas é essencial para garantir a saúde e a qualidade de vida das mulheres afetadas. O acompanhamento médico regular e ações preventivas são fundamentais para minimizar complicações e promover o bem-estar feminino.

Lembre-se: a saúde menstrual é um indicativo importante de bem-estar geral, e não deve ser negligenciada. Buscar orientação especializada e realizar exames periódicos é o caminho para uma vida mais saudável e confortável.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Manual de Classificação Internacional de Doenças. 11ª edição.
  2. Ministério da Saúde. Protocolo de acompanhamento da saúde da mulher.
  3. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Diretrizes para manejo de mulheres com hemorragia uterina anormal.
  4. Site da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO).

Quer saber mais? Para aprofundar seus conhecimentos, acesse Informações sobre saúde feminina e Guia de tratamentos para distúrbios menstruais.