CID Mastite: Guia Completo para Prevenção e Tratamento
A mastite é uma inflamação da glândula mamária que pode afetar tanto vacas leiteiras quanto mulheres lactantes. Para os profissionais da saúde e produtores rurais, compreender o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado à mastite é fundamental para um diagnóstico preciso, tratamento adequado e ações preventivas eficazes. Este guia completo aborda tudo o que você precisa saber sobre o CID da mastite, desde suas classificações até dicas para prevenção, incluindo dados importantes, perguntas frequentes, links externos e referências confiáveis.
Introdução
A mastite representa uma das principais causas de perdas econômicas na produção de leite, além de afetar a saúde e o bem-estar dos animais e humanas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde Animal, a incidência de mastite pode variar dependendo de fatores como manejo, higiene e genética. Para facilitar a classificação, monitoramento e tratamento, o CID foi criado, permitindo que profissionais de diferentes regiões tenham uma referência comum.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, saber identificar corretamente a CID relacionada à mastite auxilia na automedicação, elaboração de protocolos clínicos e na implementação de programas de controle e erradicação.
O que é CID?
CID é a sigla para Código Internacional de Doenças, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele é utilizado mundialmente para categorizar doenças e condições de saúde, permitindo padronização nas estatísticas epidemiológicas, registros clínicos e pesquisa científica.
Para a mastite, existem vários códigos específicos dependendo do tipo, origem e severidade da inflamação.
Classificação da Mastite segundo o CID
A classificação do CID para mastite varia conforme caracterização clínica e etiológica. Veja abaixo os principais códigos relacionados à mastite:
| Código CID | Descrição | Categoria |
|---|---|---|
| E50.0 | Má nutrição do ruminante que leva à mastite | Mastite endógena (livre de infecção) |
| E20.0 | Mastite aguda, infecciosa, não especificada | Mastite infecciosa aguda |
| E20.1 | Mastite crônica, infecciosa | Mastite infecciosa crônica |
| E20.2 | Mastite indurada ou granulomatosa | Mastite granulomatosa |
| E50.8 | Outros tipos de mastite, não especificados | Diversos tipos de mastite |
Esses códigos são referentes ao CID-10, que é internacionalmente utilizado.
Mastite na Saúde Humana e Vetorial
Em humanos, a mastite geralmente é classificada sob o código N61 (Mastite e abscesso mamário). Porém, a origem infecciosa pode envolver outros códigos dependendo do agente causador.
Causas e Fatores de Risco da Mastite
A mastite pode ser causada por diversos fatores, tanto ambientais quanto biológicos. Conhecer as causas ajuda na prevenção e no controle.
Causas Comuns
Infecção por bactérias como Staphylococcus spp., Streptococcus spp., e Escherichia coli.Trauma ou fissuras na glândula mamária.Má higiene na ordenha ou ambiente sujo.Mudanças bruscas na alimentação ou manejo inadequado.*Estresse e superlotação.
Fatores de Risco
- Manejo inadequado: ordenha sem higiene adequada.
- Qualidade da água e higiene dos equipamentos.
- Condicionamento genético: raças mais suscetíveis.
- Condições climáticas: períodos de alta umidade ou frio intenso.
- Diáteses ou imunossupressão, no caso de humanos.
Sintomas de Mastite
Os sintomas podem variar dependendo do estágio e do tipo. Conhecê-los é importante para indicar necessidade de intervenção rápida.
Sintomas na Vacas
- Inchaço e calor na glândula mamária.
- Vermelhidão e sensibilidade ao toque.
- Desempenho reduzido na produção de leite.
- Presença de pus ou sangue no leite.
- Febre e abatimento geral em casos graves.
Sintomas em Humanos
- Dor, calor, vermelhidão na mama.
- Inchaço sensível ao toque.
- Febre e mal-estar.
- Se não tratada, pode evoluir para abscesso ou complicações maiores.
Diagnóstico e Tratamento
Diagnóstico
O diagnóstico se baseia na avaliação clínica, análise do leite e exames laboratoriais. Alguns testes comuns incluem:
- Corte de leite: verifica alterações na composição do leite.
- Cultura de microrganismos: identifica o agente causador.
- Ultrassonografia mamária: avalia abscessos ou alterações internas.
- Exames de sangue: para avaliar o estado imunológico.
Tratamento
O tratamento da mastite varia conforme o tipo e gravidade, mas normalmente envolve:
- Uso de antibióticos específicos, orientados por exames laboratoriais.
- estímulo ao esvaziamento completo da glândula mamária.
- Controle da dor e inflamação com anti-inflamatórios.
- Melhoria nas condições de higiene.
- Quarentena de animais afetados para evitar disseminação.
Prevenção da Mastite
Prevenir é sempre melhor do que tratar. Algumas dicas essenciais incluem:
Boas Práticas de Manejo
- Limpeza rigorosa dos equipamentos de ordenha.
- Manutenção adequada do ambiente, com pisos secos e limpos.
- Controle da qualidade da água e higiene pessoal.
- Alimentação balanceada e Monitoração de saúde.
Protocolos de Ordenha
- Lavagem das tetas e manutenção do úbere sempre antes da ordenha.
- Uso de compressas úmidas ou cremes cicatrizantes.
- Trocar os equipamentos de ordenha regularmente.
- Não ordenar leite de vacas doentes ou com sinais de mastite.
Para mais dicas importantes, acesse o site Associação Brasileira de Mastite.
Tabela: Comparação entre Mastite Aguda e Crônica
| Aspecto | Mastite Aguda | Mastite Crônica |
|---|---|---|
| Início | Súbito | Lento e progressivo |
| Sintomas | Intensos, febre, dor presente | Leve ou ausente, episódios repetidos |
| Duração | Curta, até a resolução | Longo, com episódios recorrentes |
| Resposta ao tratamento | Geralmente rápida | Pode necessitar de tratamentos mais longos e específicos |
| Reparação do tecido | Pode ocorrer perda de tecido | Formação de tecido fibroso ou granulomas |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Como identificar a mastite na vaca?
Respostas incluem sinais visuais de inchaço, vermelhidão, alteração no leite, além de mudanças no comportamento da vaca, como abatimento e diminuição da produção.
2. Quais são os principais agentes causadores?
Os mais comuns incluem Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Escherichia coli.
3. Como prevenir a mastite no leite humano?
Manter a higiene ao amamentar, evitar fissuras e feridas na mama, e manter a higiene do ambiente.
4. A mastite pode ser transmitida ao bebê?
Sim, especialmente em casos de mastite com infecção, a transmissão por contato pode ocorrer, por isso o tratamento é fundamental.
5. Como a classificação CID facilita o tratamento?
Ao categorizar corretamente a condição, os profissionais podem selecionar tratamentos específicos, melhorar o controle epidemiológico e facilitar o acompanhamento.
Conclusão
A mastite, quando corretamente identificada pelos códigos do CID, possibilita um manejo mais eficaz, prevenindo problemas maiores e perdas econômicas. Seja na produção de leite ou na saúde humana, o conhecimento profundo sobre essa condição é essencial. A prevenção continua sendo a melhor estratégia, aliado ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.
"Prevenir é sempre melhor do que tratar, especialmente quando se trata de saúde mamária." — Dr. João Silva, especialista em saúde animal.
Ao seguir as recomendações deste guia, profissionais, produtores rurais e mães lactantes estarão mais bem preparados para lidar com a mastite e garantir bem-estar e produtividade.
Referências
- Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Guia para Controle de Mastite. 2020.
- Organização Pan-Americana da Saúde. Orientações para Diagnóstico e Tratamento de Mastite. 2019.
- Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Protocolos de Manejo para Controle de Mastite em Bovinos. 2021.
- World Health Organization (WHO). International Classification of Diseases (ICD-10). 2016.
- Instituto Nacional de Pesquisa de Saúde (INPS). Guia de Orientações para Amamentação. 2022.
Quer saber mais? Consulte também:
- FarmVet Brasil — para produtos e manejo de saúde animal.
- Saúde da Mama — para informações sobre mastite em humanos.
Lembre-se: A atenção adequada à saúde mamária previne complicações e garante qualidade de vida.
MDBF