CID Manchas Hipocrômicas: Diagnóstico, Tratamento e Cuidados
As manchas hipocrômicas representam uma condição dermatológica que causa a perda de pigmentação em áreas específicas da pele, resultando em manchas claras ou branca-pálidas. Essas alterações podem estar associadas a diversas causas, incluindo problemas genéticos, infecciosos ou decorrentes de outras doenças de pele. Compreender o CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionado às manchas hipocrômicas, bem como suas possibilidades de diagnóstico, tratamento e cuidados, é fundamental para quem busca informações precisas e atualizadas.
Este artigo tem como objetivo fornecer uma análise detalhada sobre o tema, abordando desde suas causas até as opções de tratamento disponíveis no mercado, além de orientar pacientes e profissionais de saúde sobre as melhores práticas para lidar com essa condição.

O que são manchas hipocrômicas?
Definição
Manchas hipocrômicas são áreas de pele que apresentam uma diminuição na produção de melanina, causando uma área mais clara do que a pele ao redor. Essas mudanças na pigmentação podem variar em tamanho, forma e distribuição, podendo afetar qualquer parte do corpo.
Causas comuns
As principais causas de manchas hipocrômicas incluem:
- Vitiligo
- Pitiríase versicolor
- Nevo de Sutton
- Pitiríase alba
- Alterações cicatriciais
- Infecções e inflamações
CID das manchas hipocrômicas
Classificação na CID-10
De acordo com a CID-10, as manchas hipocrômicas podem estar relacionadas a diversos códigos, dependendo da causa específica. Os principais incluem:
| Código CID-10 | Descrição | Observação |
|---|---|---|
| L80 | Vitiligo | Doença autoimune que causa perda de pigmentação |
| B36.0 | Pitiríase versicolor | Infecção fúngica que gera manchas hipocrômicas |
| D22 | Nevo de Sutton | Nevo nevus congênito, podendo parecer hipocrômico |
| L81.0 | Pitiríase alba | Manchas hipocrômicas sequenciais de eczema atópico |
| R23.0 | Manchas de hipocromia ou hipopigmentação | Documentação geral de manchas hipocrômicas |
Diagnóstico pelo CID
Para uma classificação mais específica, é essencial realizar um diagnóstico dermatológico, incluindo histórico clínico, exame físico e, quando necessário, biópsia ou exames complementares.
Diagnóstico de manchas hipocrômicas
Exame clínico
Durante a consulta, o profissional avalia:
- Distribuição das manchas
- Tamanho e forma
- Presença de sintomas associados (coceira, inflamação)
- Histórico de doenças de pele ou fatores predisponentes
Exames complementares
Dependendo da suspeita clínica, podem ser realizados:
| Exame | Descrição | Finalidade |
|---|---|---|
| Exame de lâmina ou cultura de pele | Avaliação de infecções fúngicas ou bacterianas | Identificação de causas infecciosas |
| Biópsia de pele | Estudo histopatológico | Diagnóstico diferencial, especialmente para vitiligo e nevo |
| Fotografia dermatoscópica | Análise detalhada das manchas | Monitoramento e acompanhamento |
Tratamento das manchas hipocrômicas
Abordagens gerais
O tratamento depende da causa responsável pela hipopigmentação. A seguir, apresentamos as opções mais comuns e suas indicações.
Tratamentos específicos
1. Vitiligo (CID L80)
- Terapias tópicas: corticosteroides, calcineurina inibidores
- Fototerapia: UVB de banda estreita
- Cirurgia: transplantação de melanócitos ou punch grafts
- Camuflagem: uso de cosméticos para cobrir áreas afetadas
2. Pitiríase versicolor (CID B36.0)
- Antifúngicos tópicos: cetoconazol, selenium sulfeto
- Antifúngicos sistêmicos: terbinafina, itraconazol
3. Nevo de Sutton
- Geralmente, não requer tratamento, apenas acompanhamento
4. Pitiríase alba
- Hidratantes e corticosteróides leves para reduzir inflamação
Cuidados gerais
- Proteção solar: essencial para evitar piora da hipocromia e prevenir novas manchas
- Hidratação da pele: uso de cremes hidratantes suaves
- Evitar trauma na área afetada: para prevenir agravamento ou cicatrizes
Cuidados e dicas importantes
- Procure sempre orientação médica especializada antes de iniciar qualquer tratamento
- Manter a pele hidratada ajuda na recuperação da tonalidade natural
- Utilizar protetor solar diariamente, especialmente nas áreas despigmentadas
- Evitar produtos agressivos que possam irritar a pele
- Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e evitar o estresse excessivo
Perguntas frequentes (FAQs)
1. As manchas hipocrômicas podem desaparecer sozinhas?
Sim, algumas manchas, como a pitiríase alba, podem desaparecer com tratamento adequado ou até espontaneamente. No entanto, outras condições como vitiligo requerem intervenção médica.
2. Existe cura para o vitiligo?
Atualmente, o vitiligo não possui cura definitiva, mas várias opções de tratamento podem ajudar a recuperar a pigmentação ou melhorar o aspecto da pele.
3. Como diferenciar uma mancha hipocrômica de uma mancha hiperpigmentada?
As manchas hipocrômicas são mais claras, enquanto as hipercromicas são mais escuras. O diagnóstico deve ser realizado por um dermatologista.
4. Ficarei com marcas permanentes após o tratamento?
Depende da causa, da resposta ao tratamento e de cuidados adotados. Algumas manchas podem deixar marcas residuals, especialmente se não forem tratadas precocemente.
Conclusão
As manchas hipocrômicas representam uma variedade de condições que afetam a pigmentação da pele, cada uma com suas particularidades, causas e tratamentos. A correta avaliação médica e o diagnóstico preciso, muitas vezes auxiliados pelo CID, são essenciais para determinar a abordagem mais eficaz. Com o avanço das técnicas clínicas, médicas e cosméticas, é possível oferecer opções de tratamento que promovem a melhora estética e o bem-estar do paciente.
Cuidar da pele é, sobretudo, cuidar da autoestima. Portanto, buscar orientação especializada, manter uma rotina de cuidados adequada e evitar fatores agravantes são passos fundamentais para quem enfrenta manchas hipocrômicas.
"A beleza da pele repousa na sua saúde; tratá-la com carinho é cuidar de si mesmo." – Anônimo
Para saber mais, consulte os links externos: Ministério da Saúde - CID-10, Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. 2019.
- Di Chiara, A., et al. (2021). Manchas hipocrômicas na pele: causas, diagnóstico e tratamento. Revista Brasileira de Dermatologia, 97(5), 644-652.
- Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento de Doenças de Pele. 2022.
- Silva, M. L., & Gonçalves, R. C. (2020). Diagnóstico diferencial das manchas hipocrômicas. Dermatologia em Foco, 31(2), 101-107.
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