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CID Mamografia Bilateral: Diagnóstico Preciso e Saúde da Mulher

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A saúde da mulher é uma prioridade que exige atenção constante e cuidados específicos. Entre os procedimentos mais importantes na detecção precoce de patologias mamárias, destaca-se a mamografia bilateral, uma ferramenta eficaz para o diagnóstico de diversas condições, incluindo o câncer de mama. Quando realizada corretamente, a mamografia contribui para um diagnóstico preciso, aumentando as chances de sucesso no tratamento e garantindo uma melhor qualidade de vida às pacientes.

O Código Internacional de Doenças (CID) relacionado à mamografia bilateral é essencial para a codificação adequada do procedimento nos sistemas de saúde. Neste artigo, abordaremos o conceito de CID relacionado à mamografia bilateral, sua importância para o diagnóstico precoce, as indicações clínicas e o impacto na saúde da mulher.

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O que é a Mamografia Bilateral?

A mamografia bilateral refere-se à realização de exames de imagem das duas mamas de forma simultânea. Este procedimento é recomendado para detecção precoce de alterações que possam indicar câncer, lesões benignas, calcificações ou outras patologias mamárias. Sua realização periódica é fundamental na rotina de prevenção, principalmente para mulheres a partir dos 40 anos.

Como funciona a Mamografia Bilateral?

A mamografia utiliza raios-X de baixo nível para produzir imagens detalhadas das estruturas mamárias. Durante o procedimento, a paciente posiciona-se em uma máquina específica, e cada mama é comprimida para obter imagens claras e nítidas. A execução bilateral possibilita uma comparação direta entre as duas mamas, facilitando a detecção de alterações sutis.

Importância do CID na Mamografia Bilateral

O Código Internacional de Doenças (CID) é utilizado para classificar patologias e procedimentos de saúde em todo o mundo. No contexto da mamografia bilateral, ele permite uma codificação precisa do motivo do exame, facilitando a padronização, estatísticas de saúde pública e o planejamento de estratégias de prevenção.

CID Relacionado à Mamografia Bilateral

O CID que geralmente está associado à realização de mamografia bilateral é o Z13.3 — "Exame de rastreamento para câncer de mama", que abrange procedimentos de rotina sem sintomas presentes. Existem também códigos específicos para alterações detectadas ou suspeitas, como:

  • R92.0 — "Raio-X da mama sem alterações visíveis"
  • R92.1 — "Raio-X da mama com alterações visíveis"

A escolha do CID adequado depende do contexto clínico, do motivo do exame e do diagnóstico presumido ou confirmado.

Indicações Clínicas para Mamografia Bilateral

A realização da mamografia bilateral é indicada em diversas situações, como:

  • Prevenção de câncer de mama em mulheres acima de 40 anos
  • Acompanhamento de alterações benignas diagnosticadas previamente
  • Avaliação de alterações detectadas em exames clínicos ou autoexames
  • Investigação de sintomas como dor, inchaço ou secreção mamária
  • Monitoramento de pacientes com histórico familiar de câncer de mama

Tabela 1: Indicações para Mamografia Bilateral

SituaçãoDescrição
Exame de rotinaMulheres acima de 40 anos para rastreamento de câncer de mama
Avaliação de alterações clínicasQuando há sinais ou sintomas suspeitos
História familiar de câncerMonitoramento de mulheres com histórico familiar
Pós-tratamento de câncer de mamaAcompanhamento após cirurgias ou terapias
Suspeita de alterações em autoexameQuando a paciente percebe alguma alteração suspeita

Benefícios da Mamografia Bilateral

A realização regular da mamografia bilateral oferece diversos benefícios:

  • Detecção precoce do câncer de mama: possibilitando intervenção mais cedo e aumentando as chances de cura.
  • Redução da mortalidade: estudos indicam que a mamografia contribui para diminuir a mortalidade relacionada ao câncer de mama.
  • Identificação de lesões benignas: calcificações, cistos ou fibroses podem ser monitoradas ou tratadas preventivamente.
  • Acompanhamento de pacientes de risco: especialmente naqueles com histórico genético ou familiar.

Riscos e Limitações

Embora seja um procedimento seguro, a mamografia bilateral possui algumas limitações:

  • Falsos positivos: resultados que indicam alterações que não são malignas, levando a exames adicionais desnecessários.
  • Falsos negativos: alterações podem passar despercebidas, especialmente em mulheres com mama densas.
  • Exposição à radiação: embora em baixa dose, a exposição frequente deve ser avaliada pela equipe médica.

Por isso, a recomendação é realizar a mamografia de acordo com as orientações médicas e pessoais.

Como Agendar Sua Mamografia Bilateral

Para garantir uma rotina de prevenção eficiente, siga estas dicas:

  • Converse com seu médico para verificar a necessidade e periodicidade do exame.
  • Procure clínicas e hospitais reconhecidos e com profissionais qualificados.
  • Mantenha seus exames em dia, principalmente após os 40 anos.
  • Informe seu histórico familiar, sintomas presentes ou alterações percebidas.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A mamografia bilateral dói?

A maioria das mulheres relata alguma pressão ou desconforto durante o exame, mas geralmente não é dolorosa.

2. Com que frequência devo fazer mamografia bilateral?

A recomendação geralmente é anual para mulheres acima de 40 anos, mas isso pode variar conforme histórico e orientação médica.

3. A mamografia pode detectar todos os tumores?

Não, embora seja uma excelente ferramenta de rastreamento, alguns tumores podem passar despercebidos, especialmente em mamas densas.

4. Mulheres com mama densa podem fazer mamografia?

Sim, mas podem necessitar de exames complementares, como ultrassom ou ressonância magnética.

5. Qual a importância do CID na minha consulta?

O CID ajuda a codificar corretamente o motivo do exame, contribuindo para uma assistência mais eficiente e organizada.

Conclusão

A mamografia bilateral representa um avanço no diagnóstico precoce do câncer de mama e outras patologias mamárias. O uso adequado do código CID, aliando tecnologia e conhecimento clínico, potencializa o esforço de saúde pública para reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil. A prevenção é o melhor caminho para garantir saúde e bem-estar às mulheres, e a mamografia regular é uma aliada fundamental nessa jornada.

Lembre-se: “Prevenir é sempre melhor do que remediar.” Como disse a oncologista Dra. Ana Paula Costa: "Investir em exames preventivos é investir na sua vida."

Referências

  1. Ministério da Saúde. Orientações para o rastreamento do câncer de mama. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/cancer-de-mama
  2. Organização Mundial da Saúde. Importância da mamografia na detecção precoce do câncer. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/breast-cancer