CID M65-2: Entenda a Capsulite Adesiva do Ombro Eficazmente
A saúde do ombro é fundamental para a realização de diversas atividades diárias, desde tarefas simples até movimentos mais complexos. Quando surge uma dor persistente ou limitações de movimento, pode indicar a presença de condições que necessitam de atenção especializada. Entre essas, a capsulite adesiva do ombro, definida pelo código CID M65-2, merece destaque devido à sua prevalência e impacto na qualidade de vida dos pacientes.
Este artigo aborda de forma completa a CID M65-2, também conhecida como capsulite adesiva do ombro, explicando suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e cuidados preventivos. Nosso objetivo é fornecer informações que auxiliem tanto pacientes quanto profissionais de saúde na compreensão dessa condição.

Introdução
A capsulite adesiva, popularmente chamada de "ombro congelado", é uma patologia que provoca dor intensa e rígidez na articulação do ombro. Seus efeitos podem limitar significativamente a mobilidade, prejudicando atividades cotidianas como vestir-se, carregar objetos e realizar tarefas domésticas.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a capuslite adesiva afeta cerca de 2% a 5% da população geral, sendo mais comum em adultos entre 40 e 60 anos. Apesar de não possuir uma causa específica em todos os casos, fatores como diabetes, lesões ou processos inflamatórios têm forte ligação com seu desenvolvimento.
Vamos explorar de modo detalhado o que é a CID M65-2 e como ela impacta a vida dos pacientes.
O que é CID M65-2?
Significado do Código CID M65-2
O código CID M65-2 faz parte da Classificação Internacional de Doenças (CID), utilizada mundialmente para padronizar diagnósticos médicos. Especificamente, M65-2 refere-se à capsulite adesiva do ombro, uma condição inflamatória que causa restrição de movimento devido à formação de tecido cicatricial na cápsula articular.
Definição de Capsulite Adesiva do Ombro
A capsulite adesiva é uma inflamação da cápsula que envolve a articulação do ombro, levando à sua espessamento e à formação de aderências dentro da cápsula, o que restringe os movimentos normais do ombro. O resultado é uma dor contínua e uma limitação progressiva na amplitude de movimento.
Classificação e Tipos
A condição pode ser classificada em três fases clínicas:
| Fase | Descrição | Duração (semanas) |
|---|---|---|
| Fase de Início (Freezing) | Dor intensa e início de limitação de movimentos | 0 a 3 meses |
| Fase Congelada (Frozen) | Rigidez acentuada, dor menos intensa, mobilidade reduzida | 4 a 9 meses |
| Fase de Descongelamento | Retorno gradual da mobilidade, dor diminui | 9 a 15 meses |
Causas e Fatores de Risco
Causas da CID M65-2
A maioria dos casos de capsulite adesiva ocorre de forma idiopática, ou seja, sem uma causa clara. No entanto, diversos fatores contribuem ou estão associados ao desenvolvimento da condição:
- Diabetes Mellitus: Pacientes diabéticos têm risco aumentado devido às alterações metabólicas que favorecem processos inflamatórios.
- Traumas ou Lesões no Ombro: Torções, fraturas ou cirurgias podem desencadear inflamação e formação de aderências.
- Pouca Mobilização: Imobilização prolongada, após fraturas ou cirurgias, aumenta as chances de desenvolvimento.
- Doenças autoimunes e inflamatórias: Como artrite reumatoide, podem estar relacionadas.
- Outros fatores: Hipotiroidismo, doenças cardiovasculares, entre outras condições crônicas.
Fatores de risco adicionais
- Idade adulta entre 40 e 60 anos
- Sexo feminino, com maior incidência comparada aos homens
- Histórico de cirurgias ou procedimentos no ombro
Para uma leitura detalhada sobre fatores de risco, acesse o artigo Fatores de risco na capsulite adesiva.
Sintomas e Diagnóstico
Sintomas principais
Os sintomas podem variar em intensidade ao longo das fases, geralmente incluindo:
- Dor constante, que piora à noite
- Limitação química e funcional de movimentos do ombro
- Sensação de rigidez, impedindo movimentos normais
- Progressiva perda de força na região afetada
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico, realizado por um ortopedista ou reumatologista através de avaliação física detalhada, observando a perda de amplitude de movimento e sintomas do paciente. Exames de imagem, como radiografias e ressonâncias magnéticas, ajudam a excluir outras patologias e confirmar a presença de alterações na cápsula articular.
Tabela: Exames utilizados no diagnóstico
| Exame | Objetivo | Quando solicitar |
|---|---|---|
| Radiografia simples | Avaliar presença de calcificações ou alterações ósseas | Primeira investigação |
| Ressonância magnética | Visualizar inflamação, espessamento da cápsula | Para confirmar diagnóstico e excluir outras causas |
| Ultrassonografia | Detecção de inflamação e movimento articular | Complementar, dependendo do caso |
Tratamentos para CID M65-2
Objetivos do tratamento
O tratamento da capsulite adesiva visa aliviar a dor, recuperar a mobilidade e prevenir sequelas a longo prazo.
Opções de tratamento
Tratamento conservador
- Fisioterapia: exercícios de alongamento e fortalecimento, realizados por profissionais especializados.
- Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios: para controle da dor.
- Injeções de corticosteróides: em casos de inflamação acentuada, para reduzir a dor e a rigidez.
Tratamento invasivo
- Manipulação sob anestesia: procedimento onde o ombro é manipulado para aumentar a amplitude de movimento.
- Fisioterapia intensiva pós-procedimento
- Cirurgia (capsulotomia): realizada em casos resistentes, onde o cirurgião realiza a liberação da cápsula, especialmente por artroscopia.
Como a fisioterapia auxilia
A fisioterapia é essencial para recuperar a mobilidade e evitar aderências futuras. Os exercícios são personalizados de acordo com a fase da doença e a resposta do paciente.
Cuidados preventivos e dicas
- Manter a mobilidade do ombro com exercícios de alongamento regularmente
- Evitar imobilizações prolongadas
- Controlar condições associadas como diabetes
- Procurar assistência médica ao notar os primeiros sinais de dor ou rigidez
Links externos relevantes
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A CID M65-2 é uma condição permanentemente incapacitante?
Não necessariamente. Com tratamento adequado, muitos pacientes recuperam grande parte da mobilidade e reduzem a dor.
2. Quanto tempo dura o tratamento da capsulite adesiva?
Pode variar, mas em geral, leva de 6 a 12 meses para uma recuperação completa, dependendo da gravidade e da adesão ao tratamento.
3. Posso prevenir a capsulite adesiva?
Sim, mantendo uma boa mobilidade do ombro, evitando imobilizações prolongadas e controlando condições de risco como o diabetes.
Conclusão
A CID M65-2 — capsulite adesiva do ombro é uma condição que, embora bastante eficaz na sua abordagem, requer atenção precoce para evitar complicações e limitações funcionais. O diagnóstico precoce aliado a um plano de tratamento bem conduzido, muitas vezes incluindo fisioterapia e intervenção médica, pode proporcionar uma recuperação satisfatória e melhoria da qualidade de vida do paciente.
Se você está enfrentando dores persistentes ou limitações no ombro, procure um profissional de saúde para avaliação adequada. A conscientização sobre esta condição é fundamental para um tratamento eficaz e para retomar suas atividades com mais conforto.
Referências
- Fernandes, A. P., & Silva, J. B. (2020). Patologias do ombro: diagnóstico e tratamento. Editora Médica.
- Ministério da Saúde. (2019). Classificação Internacional de Doenças (CID-10).
- American Academy of Orthopaedic Surgeons. (2021). Shoulder Conditions and Treatment Options.
- Sociedade Brasileira de Fisioterapia. (2023). Sobre fisioterapia para ombro congelado. https://www.sbft.org.br/
Cuide da sua saúde e consulte sempre um profissional qualificado para qualquer dúvida ou sintoma relacionado ao ombro.
MDBF