CID M45: Diagnóstico, Sintomas e Tratamentos Atualizados
A classificação internacional de doenças (CID) é uma ferramenta fundamental na área da saúde, permitindo a padronização dos diagnósticos e promovendo melhores cuidados aos pacientes. Entre as categorias abordadas, o CID M45 refere-se a uma condição que afeta milhares de pessoas em todo o mundo, especialmente aqueles que sofrem com doenças relacionadas à coluna vertebral. Este artigo traz uma análise completa sobre o CID M45, abordando diagnóstico, sintomas, tratamentos atualizados e informações relevantes para pacientes e profissionais de saúde.
Introdução
A saúde da coluna vertebral é essencial para a qualidade de vida, facilitando movimentos, protegendo a medula espinhal e sustentando o corpo. Problemas nessa região podem gerar dores crônicas, limitações de movimento e uma série de complicações que impactam o bem-estar. O CID M45, que corresponde à Espondilite Anquilosante, é uma dessas condições que merece atenção constante.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de doenças reumáticas, como a espondilite anquilosante, tem aumentado, destacando a importância de diagnósticos precoces e tratamentos eficazes para melhorar a qualidade de vida dos afetados.
O que é o CID M45?
O CID M45 é uma classificação utilizada pela CID-10 para identificar diagnósticos relacionados à Espondilite Anquilosante (EA), uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente as articulações da coluna vertebral e das áreas próximas.
Definição de Espondilite Anquilosante
A espondilite anquilosante é uma espécie de artrite que provoca inflamação nos ligamentos e nas articulações da coluna vertebral, podendo levar à fusão progressiva das vértebras, resultando na perda da flexibilidade da coluna e, em casos avançados, na postura encurvada e deformidades.
Classificação CID-10
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| M45 | Espondilite anquilosante |
Diagnóstico do CID M45
O diagnóstico da espondilite anquilosante requer uma avaliação detalhada por profissionais de saúde especializados em reumatologia. Os critérios utilizados envolvem incluindo histórico clínico, exames físicos, laboratoriais e de imagem.
Critérios Diagnósticos
Existem critérios específicos utilizados na prática clínica, como os critérios do International League of Associations for Rheumatology (ILAR) e a classificação americana de doenças reumáticas.
Processo de Avaliação
- Histórico clínico detalhado: investigação de dores na região lombar, rigidez matinal e histórico familiar de doenças reumáticas.
- Exame físico: avaliação da mobilidade, dor à movimentação e sinais de inflamação.
- Exames laboratoriais: pesquisa de marcadores inflamatórios, como VHS e PCR, além de testes para o HLA-B27 (fator genético associado à doença).
- Exames de imagem: radiografias, ressonância magnética e tomografia computadorizada que evidenciem alterações nas vértebras e sacroilíacas.
Tabela de Diagnóstico
| Exame | Resultado Esperado |
|---|---|
| Radiografia das vértebras | Narrowing do espaço sacroilíaco, entalhes ósseos |
| Teste de HLA-B27 | Positivo em cerca de 90% dos casos |
| Marcadores inflamatórios | Aumentados (VHS e PCR) |
| Ressonância magnética | Inflamação ativa nas articulações da coluna e sacroilíacas |
Sintomas Comuns do CID M45
Os sintomas da espondilite anquilosante podem variar de leve a grave e evoluir ao longo do tempo. A seguir, os sintomas mais frequentes.
Sintomas Iniciais
- Dor lombar crônica, que melhora com o movimento e piora com o repouso
- Rigidez matinal que dura mais de 30 minutos
- Inflamação das articulações sacroilíacas
- Dor nas nádegas e região dorso-lombar
Sintomas Avançados
- Perda de flexibilidade na coluna
- Postura encurvada ou jorubada
- Fusão óssea nas vértebras, levando à rigidez total
- Fadiga e mal-estar geral
- Inflamação em outros órgãos, como olhos (uveíte) e coração
Quadro Clínico na Tabela Abaixo
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Dor lombar | Dor persistente na região inferior das costas |
| Rigidez matinal | Duração superior a 30 minutos ao levantar |
| Inflamação ocular | Uveíte e conjuntivite recorrentes |
| Fusão das vértebras | Limitação severa de movimentos da coluna |
Tratamentos Atuais para CID M45
O tratamento da espondilite anquilosante visa controlar os sintomas, prevenir deformidades e melhorar a qualidade de vida do paciente. Ainda que não haja cura definitiva, avanços nas opções terapêuticas têm proporcionado melhores resultados.
Tratamentos Farmacológicos
- AINEs (Anti-inflamatórios não esteroidais): primeira linha de tratamento para aliviar dor e inflamação.
- Medicamentos modificadores do curso da doença (DMARDs): como o sulfassalazina, utilizados caso haja envolvimento de outras articulações.
- Biológicos: inibidores do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), como adalimumabe, etanercepte, infliximabe — indicados em casos moderados a graves que não respondem aos AINEs.
- Corticosteroides: utilizados em crises agudas, geralmente por via local.
Tratamentos Não Farmacológicos
- Fisioterapia: exercícios de alongamento e fortalecimento muscular para preservar a mobilidade.
- Atividades físicas regulares: náuticas, pilates e yoga adaptados favorecem a flexibilidade.
- Terapias ocupacionais: para adaptação às limitações do dia a dia.
- Cirurgia: realizada em casos de deformidades severas ou fusão óssea avançada, como artroplastia de quadril ou correção de deformidades da coluna.
Tabela de Tratamentos
| Tipo de Tratamento | Exemplo | Objetivo |
|---|---|---|
| Farmacológico | AINEs, Biológicos | Reduzir inflamação e aliviar dores |
| Fisioterapia | Exercícios de alongamento | Manutenção da mobilidade e força muscular |
| Atividades físicas | Natação, yoga | Prevenção de rigidez e melhora do bem-estar |
| Cirurgia | Artroplastia, correções | Corrigir deformidades e melhorar a funcionalidade |
Para aprofundar suas opções de tratamento, consulte Revista Brasileira de Reumatologia e o site da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O CID M45 tem cura?
Atualmente, não há cura para a espondilite anquilosante (CID M45). Contudo, com o tratamento adequado, é possível controlar os sintomas, prevenir complicações e manter uma boa qualidade de vida.
2. Quais fatores de risco estão associados ao CID M45?
A predisposição genética, especialmente a presença do antígeno HLA-B27, fatores ambientais, como infecções, e fatores ambientais podem aumentar o risco de desenvolver a doença.
3. Como posso melhorar minha qualidade de vida com CID M45?
Seguir o tratamento prescrito, manter uma rotina de exercícios físicos, evitar o sedentarismo e realizar acompanhamento médico regular são essenciais para uma melhor qualidade de vida.
4. Existe alguma relação entre CID M45 e outros problemas de saúde?
Sim. A espondilite anquilosante pode se associar a outras condições, como uveíte, doenças cardiovasculares e complicações pulmonares, dependendo do grau de inflamação e evolução da doença.
Conclusão
A classificação CID M45 representa uma condição de saúde que exige atenção contínua e manejo multidisciplinar. O diagnóstico precoce, aliado ao avanço nas opções de tratamento, tem contribuído para uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes com espondilite anquilosante.
A manutenção de um estilo de vida saudável, o acompanhamento médico regular e o uso adequado das terapias disponíveis são fundamentais para controlar a doença e prevenir suas complicações. Mesmo sem uma cura definitiva, as intervenções atuais oferecem esperança e melhoria nos resultados clínicos.
Referências
- Sociedade Brasileira de Reumatologia. https://sbr.org.br/
- Organização Mundial da Saúde (OMS). https://www.who.int/
- Luxon, L. et al. (2020). Reumatologia Clínica, 1ª edição, Elsevier.
- Resende, A. et al. (2019). “Diagnóstico e manejo da espondilite anquilosante”, Revista Brasileira de Reumatologia, 59(3), 245-251.
“Conhecer e entender a doença é o primeiro passo para um tratamento eficaz e uma vida mais saudável.”
MDBF