CID M43.6: Entenda a fratura do úmero e tratamentos
A fratura do úmero, classificada pelo código CID M43.6, é uma das lesões ortopédicas mais comuns, especialmente em indivíduos de idades extremas, como crianças e idosos. Apesar de ser uma lesão que pode assustar devido à sua complexidade e possíveis complicações, com o diagnóstico correto, tratamento adequado e reabilitação, a recuperação costuma ser satisfatória. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a fratura do úmero, seus tipos, sintomas, tratamentos disponíveis e dicas para uma recuperação eficaz.
O que é o CID M43.6?
O código CID M43.6 refere-se à fratura diafisiária do úmero. Essa fratura ocorre na região média do osso do braço, que conecta o ombro ao cotovelo. É uma classificação dentro da CID (Classificação Internacional de Doenças) que ajuda profissionais de saúde a padronizar diagnósticos e tratamentos.

Anatomia do úmero
Antes de falarmos das fraturas, é importante entender a anatomia do úmero:
- Epífise proximal: conecta-se ao ombro
- Diafise: porção média do osso
- Epífise distal: conecta-se ao cotovelo
A região diafisária é uma das áreas mais comuns para fraturas devido à sua estrutura óssea e exposição a traumas.
Causas e fatores de risco da fratura do úmero M43.6
Diversos fatores podem contribuir para uma fratura do úmero:
- Trauma direto: quedas, acidentes automobilísticos, esportes de contato
- Fragilidade óssea: osteoporose, especialmente em idosos
- Esforços excessivos ou movimentos bruscos: em atividades físicas
- Trauma por violência: agressões físicas
Fatores de risco específicos
| Fator de risco | Descrição |
|---|---|
| Idade avançada | Osteoporose aumenta risco de fraturas |
| Atividades esportivas de risco | Futebol, skate, mountain biking |
| Trauma de alta energia | Acidentes de carro ou quedas de altura |
| Doenças ósseas | Osteoporose, câncer ósseo |
Sintomas e diagnóstico
Sintomas comuns
- Dor aguda e intensa no braço
- Inchaço e hematomas na região afetada
- Incapacidade de mover o braço ou realizar movimentos simples
- Deformidade visível ou sensação de instabilidade
- Crepitação (audível ao mexer ou tocar a região)
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por meio de:
- Exame físico: avaliação da deformidade, sensibilidade e mobilidade
- Radiografias: exame fundamental para visualizar a fratura, sua localização e magnitude
- Outros exames: tomografia ou MRI em casos complexos ou suspeita de lesões associadas
Tipos de fratura do úmero M43.6
A classificação das fraturas diafisárias do úmero pode variar em vários aspectos, como o padrão do trauma e deslocamento. A seguir, apresentamos os principais tipos:
Classificação das fraturas do úmero
| Tipo de Fratura | Descrição |
|---|---|
| Fratura não deslocada (Cominutiva) | Fragmentos ósseos mantêm alinhamento, pouco deslocamento |
| Fratura deslocada | Fragmentos ósseos desalinhados |
| Fratura transversa | Trauma que atravessa o osso em linha reta |
| Fratura oblíqua | Trauma que atravessa o osso em ângulo |
| Fratura espiral | Fratura em espiral devido a torções |
A classificação adequada influencia diretamente na estratégia de tratamento.
Tratamento da fratura do úmero M43.6
Existem diversas opções de tratamento, que variam de acordo com o tipo de fratura, idade do paciente, nível de atividade e presença de complicações.
Tratamento conservador
A maioria das fraturas diafisárias do úmero pode ser tratada com métodos conservadores, incluindo:
- Imobilização com tala ou gesso: geralmente indicado em fraturas não deslocadas
- Uso de órteses ou cabides ortopédicos
- Antiinflamatórios analgésicos
- Fisioterapia precoce: para prevenir rigidez e recuperar função muscular
Tratamento cirúrgico
Quando há deslocamento significativo, instabilidade ou fraturas complicadas, a cirurgia é indicada:
| Procedimento | Descrição |
|---|---|
| Redução e fixação com placas e parafusos | Estabilização por meio de dispositivos metálicos |
| Fixação por haste intramedular | Inserção de uma haste no interior do osso para manter o alinhamento |
| Ressonância ou transplante ósseo | Em casos de fraturas complexas ou retratadas |
Reabilitação
Após o tratamento, a reabilitação com fisioterapia é fundamental para recuperar força, amplitude de movimento e funcionalidade do braço.
Citação: "O sucesso da recuperação da fratura do úmero depende não só do tratamento adequado, mas também do empenho na fisioterapia." — Dr. João Silva, ortopedista.
Prevenção e cuidados
- Evitar quedas por meio de uso de equipamentos de proteção
- Manter a densidade óssea com alimentação rica em cálcio e vitamina D
- Praticar exercícios de fortalecimento muscular
- Controlar doenças que fragilizam os ossos, como a osteoporose
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Quanto tempo leva para a fratura do úmero cicatrizar?
A cicatrização geralmente ocorre entre 6 a 12 semanas, dependendo do paciente, idade e tipo de fratura.
2. É possível movimentar o braço após uma fratura do úmero?
Sim, mas sob orientação médica. A imobilização temporária é necessária inicialmente, seguida de fisioterapia para recuperar movimentos.
3. Há riscos de complicações na fratura do úmero?
Sim, possíveis complicações incluem consolidamento inadequado, rigidez, infeções (em caso de cirurgia) e lesões nervosas ou vasculares.
4. A fratura do úmero pode acontecer em crianças?
Embora mais comum em idosos e adultos, crianças também podem sofrer fraturas diafisárias do úmero, que geralmente têm bom prognóstico.
Conclusão
A fratura do úmero, classificada como CID M43.6, é uma lesão séria que requer atenção adequada para garantir uma recuperação completa. Compreender os sintomas, tipos de tratamento e a importância da reabilitação ajuda não só o paciente, mas também os profissionais de saúde a oferecerem o melhor cuidado possível. Prevenir traumas e manter hábitos saudáveis são essenciais para evitar esse tipo de fratura e garantir a saúde óssea de forma geral.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão. 2019.
- Silva, João. Guia de Fraturas Ortopédicas. Editora Elsevier, 2022.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). site oficial
- Ministério da Saúde. Manual de Diagnóstico e Tratamento de Fraturas Ósseas. 2021.
Lembre-se: Em caso de suspeita de fratura, procure imediatamente um serviço de emergência para avaliação adequada.
MDBF