CID M 43.1: Fratura da Clavícula - Guia Completo de Diagnóstico
A saúde óssea é fundamental para garantir o bom funcionamento do corpo humano. Entre as várias fraturas que podem afetar o sistema musculoesquelético, a fratura da clavícula ocupa uma posição relevante devido à sua frequência, impacto na mobilidade e tratamento adequado. Neste artigo, exploraremos detalhadamente o CID M 43.1, que corresponde à Fratura da Clavícula, abordando aspectos de diagnóstico, tratamento, prevenção e dúvidas frequentes.
Introdução
A clavícula é um osso longilíneo localizado na região anterior do tórax, ligando o esterno ao acrômio da escápula. Sua posição anatômica a torna suscetível a fraturas.Tais lesões representam uma das fraturas mais comuns em crianças e adultos jovens, especialmente devido a quedas ou trauma direto na região.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, as fraturas de clavícula representam aproximadamente 2,6% de todas as fraturas do corpo. O diagnóstico preciso, manejo clínico adequado e reabilitação eficiente são essenciais para uma recuperação completa.
O que é a CID M 43.1?
Significado do código CID M 43.1
A Classificação Internacional de Doenças (CID) inclui o código M 43.1, que refere-se a Fratura da Clavícula. Este código é utilizado por profissionais de saúde para registrar e codificar casos clínicos, facilitando o acompanhamento epidemiológico e pesquisas.
Anatomia e Funcionalidade da Clavícula
Estrutura óssea e ligação com outras estruturas
A clavícula possui uma forma ligeiramente curvada, apresentando duas extremidades:
- Extremidade esternal: liga-se ao esterno
- Extremidade acromial: conecta-se à escápula
Ela atua como uma ponte que mantém o braço afastado do tórax, além de proteger estruturas neurovasculares importantes, como o plexo braquial e os vasos subclaviais.
Importância na mobilidade do ombro
A clavícula participa ativamente da amplitude de movimento do ombro, permitindo elevações, rotações e abduções. Sua integridade é fundamental para a funcionalidade do membro superior.
Causas e Fatores de Risco
Principais causas de fratura da clavícula
| Causa | Descrição |
|---|---|
| Quedas | Mais comum, especialmente em acidentes esportivos ou acidentes de trânsito. |
| Trauma direto | Impacto direto na região do ombro ou clavícula. |
| Esportes de alta intensidade | Futebol, skate, ciclismo, entre outros. |
| Queda de altura | Crianças e idosos, devido à perda de equilíbrio. |
Fatores de risco
- Idade (crianças e idosos têm maior risco)
- Participação em esportes de contato ou de risco
- Osteoporose, que enfraquece os ossos
- Atividades de risco, como construção civil
Sintomas e Sinais Clínicos
Quadro clínico típico
- Dor aguda na região da clavícula
- Edema e inchaço ao redor do osso
- Deformidade visível (deformidade em caroço ou discrepância)
- Mobilidade limitada ou incapacidade de movimentar o braço
- Hematomas e equimoses na área
- Sensação de formigamento ou dormência, em casos de lesões neurovasculares concomitantes
Diagnóstico da Fratura de Clavícula
Exame clínico
- Avaliação da deformidade
- Palpação para identificar sensibilidade, crepitação e edema
- Testes de mobilidade e força do ombro
Exames de imagem
Para confirmação e avaliação detalhada, os exames de imagem são essenciais.
Radiografia de Tórax e ombro
- Exame padrão ouro
- Permite visualizar o local, tipo e extensão da fratura
Tomografia computadorizada
- Indicado em casos complexos ou suspeita de fragmentos articulares
| Exame | Vantagens | Limitações |
|---|---|---|
| Radiografia | Rápido, acessível, baixo custo | Pode não detectar pequenas fissuras ou complicações relacionadas a tecidos moles |
| Tomografia | Detalhamento de fragmentos ósseos | Custo elevado, maior exposição à radiação |
Classificação das fraturas da clavícula
| Tipo de fratura | Localização | Características |
|---|---|---|
| Fratura na extremidade lateral | Próxima ao ombro | Pode envolver a articulação acromioclavicular |
| Fratura na linha média | Região média da clavícula | Fratura mais comum |
| Fratura na extremidade esternal | Próxima ao esterno | Raramente compatível com deslocamento |
Tratamento da CID M 43.1
Objetivos do tratamento
- Reduzir a dor
- Garantir a cicatrização óssea adequada
- Recuperar a mobilidade do ombro
- Prevenir complicações
Opções de tratamento
Tratamento conservador
Mais comum na maioria dos casos de fratura da clavícula, consiste em:
- Imobilização com órteses ou bandagens
- Analgésicos e anti-inflamatórios
- Orientações de repouso e evitar movimentos bruscos
- Fisioterapia progressiva após a fase inicial de cicatrização
Tratamento cirúrgico
Indicado em casos específicos, como:
- Fratura com deslocamento severo (< 100% de dislocação)
- Fraturas em crianças e idosos com risco de complicações
- Fraturas na extremidade lateral com lesões articulares
- Fraturas expostas ou associadas a lesões neurovasculares
Procedimentos cirúrgicos incluem síntese com placas, parafusos ou fios de aço.
Reabilitação e Cuidados Pós-Tratamento
Importância da fisioterapia
Após a fase de imobilização, a fisioterapia ajuda na recuperação da força, amplitude de movimento e funcionalidade do ombro.
Dicas para uma recuperação eficaz
- Seguir rigorosamente as orientações do ortopedista
- Manter o descanso adequado
- Realizar os exercícios de reabilitação indicados
- Evitar atividades de risco até autorização médica
Prevenção de Fraturas de Clavícula
- Uso de equipamentos de proteção em esportes
- Melhorar a segurança em ambientes de trabalho
- Manutenção de ossos saudáveis com alimentação balanceada rica em cálcio e vitamina D
- Práticas de exercícios físicos para fortalecimento muscular e ósseo
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quanto tempo leva para a clavícula cicatrizar?
Geralmente, de 6 a 8 semanas. Em casos de fraturas complexas ou cirurgias, o tempo pode ser maior.
2. É possível movimentar o braço logo após a fratura?
Normalmente, a imobilização limita os movimentos iniciais. A fisioterapia começa após a fase de consolidação óssea.
3. Quais são os sinais de complicação?
Aumento da dor, inchaço progressivo, sinais de infecção, perda de mobilidade, formigamento ou dormência em membros superiores.
4. A fratura da clavícula sempre exige cirurgia?
Não, a maioria dos casos são tratados com método conservador. Cirurgia é indicada em casos mais graves.
Conclusão
A fratura da clavícula, classificada pelo CID M 43.1, é uma condição comum que requer diagnóstico preciso e manejo adequado para garantir uma recuperação bem-sucedida. A combinação de exames de imagem, tratamento conservador ou cirúrgico e fisioterapia de reabilitação conformam o roteiro para uma recuperação completa.
Se você suspeita de uma fratura na clavícula, procure atendimento médico especializado para avaliação e orientação adequada. Com os cuidados certos, é possível retornar às atividades normais com segurança.
Referências
- Ministério da Saúde. Data de Publicação: Estatísticas de Fraturas. Disponível em: https://www.gov.br/saude
- Andrade, R. et al. Fratura da clavícula: Epidemiologia e manejo clínico. Revista Brasileira de Ortopedia, 2021.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Guia de Fraturas do Sistema Musculoesquelético. Disponível em: https://sbot.org.br
Lembre-se: a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para uma recuperação completa e sem complicações.
MDBF