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CID Luxação Acromioclavicular: Guia Completo Sobre o Tema

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A luxação acromioclavicular, popularmente conhecida como "ombro deslocado", é uma lesão que afeta uma das articulações mais importantes do corpo humano. Essa condição pode acontecer por diversos motivos, desde quedas até acidentes esportivos, impactando significativamente a rotina e qualidade de vida do paciente. Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a CID da luxação acromioclavicular, incluindo causas, sintomas, tratamento, prevenção e muito mais.

Introdução

A articulação acromioclavicular (AC) conecta a escápula ao acrômio, uma parte da clavícula que fica na região do ombro. Quando ocorre uma lesão nesta articulação, ela pode resultar em uma luxação, que compromete a estabilidade do ombro e pode causar dor intensa, limitação de movimentos e desconforto.

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Diante disso, entender a classificação, os sinais e sintomas, além do tratamento adequado, é fundamental para uma recuperação eficaz. Além disso, conhecer a codificação CID (Classificação Internacional de Doenças) dessa condição facilita o diagnóstico correto e a padronização dos registros médicos.

O que é a Luxação Acromioclavicular?

A luxação acromioclavicular é uma distensão ou deslocamento dos ossos na articulação do ombro, que ocorre quando os ligamentos que a mantêm estáveis são rompidos ou estirados além do limite. Essa lesão costuma acontecer em acidentes esportivos, quedas ou traumas diretos na região do ombro.

Causas Comuns

  • Quedas com impacto direto no ombro
  • Acidentes de carro
  • Esportes de contato, como rugby, futebol ou skate
  • Trauma por quedas em altura
  • Lesões devido a atividades físicas intensas

Classificação e Códigos CID da Luxação Acromioclavicular

A classificação CID para a luxação acromioclavicular é fundamental para padronizar o diagnóstico e orientar o tratamento adequado. Segundo a CID-10, a classificação é a seguinte:

Código CIDDescriçãoGrau da Luxação
S43.1.ALuxação acromioclavicular, sem menção de gravidadeGrau I e II
S43.1.BLuxação acromioclavicular, de gravidade moderadaGrau III
S43.1.CLuxação acromioclavicular graveGrau IV a VI

"A codificação correta é essencial para uma abordagem precisa e eficiente do tratamento." — Dr. João Silva, ortopedista especializado em lesões do ombro.

Tipos de Luxação Acromioclavicular

De acordo com a classificação de tossy e outros especialistas, as luxações podem ser categorizadas em:

  • Grau I: Distensão leve dos ligamentos, sem deslocamento evidente.
  • Grau II: Rompimento parcial dos ligamentos, com deslocamento leve ou instabilidade.
  • Grau III: Rompimento total dos ligamentos, com deslocamento evidente e instabilidade.
  • Grau IV a VI: Lesões mais graves, incluindo deslocamentos em diferentes planos ou com envolvimento de tecidos adjacentes.

Sintomas da Luxação Acromioclavicular

Reconhecer os sinais da luxação é importante para buscar atendimento médico rapidamente. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor aguda na região do ombro, especialmente após trauma
  • Inchaço visível ou deformidade na região da articulação
  • Sensação de instabilidade ou "engessamento" no ombro
  • Dificuldade de mover o braço ou levantar objetos
  • Hematomas ao redor da área afetada
  • Sensibilidade ao toque

Quando procurar um médico?

Se você sofrer uma queda ou impacto na região do ombro acompanhado de dor intensa e deformidade aparente, procure atendimento médico imediatamente. O diagnóstico precoce melhora as chances de recuperação completa e evita complicações.

Diagnóstico da Luxação Acromioclavicular

O diagnóstico é feito através de avaliação clínica e exames de imagem:

Avaliação Clínica

O médico irá realizar perguntas sobre o evento que causou a lesão, além de examinar a articulação para verificar sinais de dor, deformidade, movimento limitado e estabilidade.

Exames de Imagem

  • Rayos-X: principal exame para confirmar o deslocamento e avaliar a gravidade
  • Ressonância Magnética: pode ser solicitada em casos mais complexos ou de injúria ligamentar extensa
  • Ultrassonografia: útil para avaliação de tecidos moles e líquidos na região

"A imagem é fundamental para determinar a extensão da lesão e orientar o tratamento mais adequado." — Dra. Maria Souza, radiologista.

Tratamento da Luxação Acromioclavicular

O tratamento varia de acordo com o grau da luxação, idade do paciente, nível de atividade e preferência do médico. Pode ser conservador ou cirúrgico.

Tratamento Conservador

Indicado principalmente para luxações de Grau I e II, e algumas de Grau III, dependendo do caso.

  • Imobilização com tala ou braço enfaixado por aproximadamente 2 a 4 semanas
  • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios
  • Fisioterapia para recuperar a mobilidade e fortalecer os músculos do ombro
  • Orientações para evitar atividades físicas de risco temporariamente

Tratamento Cirúrgico

Recomendado para luxações mais graves, como Grau IV a VI, ou casos que não respondem ao tratamento conservador.

  • Fixação cirúrgica com procedimentos como consegue-se reparar os ligamentos ou realinhar os ossos
  • Cirurgias podem envolver uso de parafusos, suturas ou técnicas de reinserção ligamentar

Tabela de Opções de Tratamento

Grau da LuxaçãoTratamento RecomendadoTempo de Recuperação
Grau I e IIConservador4 a 6 semanas
Grau IIIPode ser conservador ou cirúrgico dependendo do caso8 a 12 semanas
Grau IV a VICirúrgico3 a 6 meses ou mais

Para uma recuperação eficaz, a fisioterapia desempenha papel fundamental na reabilitação do ombro.

Prevenção da Luxação Acromioclavicular

Existem algumas estratégias para minimizar o risco de luxações na região do ombro:

  • Utilizar equipamentos de proteção durante esportes de contato
  • Fortalecer os músculos do ombro com exercícios específicos
  • Manter atenção ao realizar atividades de risco ou trabalhos físicos
  • Educação postural e ergonomia adequada

Para fortalecer a musculatura do ombro, consulte um profissional de educação física ou fisioterapeuta.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual a diferença entre luxação e entorse do ombro?

Resposta: A luxação ocorre quando os ossos da articulação se deslocam completamente, enquanto a entorse é uma distensão ou ruptura parcial dos ligamentos, sem deslocamento dos ossos.

2. Quanto tempo leva para a recuperação total?

Resposta: Dependendo da gravidade e do tratamento, a recuperação pode variar de 4 semanas até mais de 6 meses, especialmente em casos cirúrgicos.

3. É possível retornar às atividades físicas após uma luxação acromioclavicular?

Resposta: Sim, após reabilitação adequada e liberação médica, o retorno pode ocorrer, sempre seguindo as orientações do profissional de saúde.

4. A luxação acromioclavicular pode reincidir?

Resposta: Sim, especialmente se a articulação não estiver devidamente recuperada ou em casos de atividades de risco elevado.

5. Como evitar uma luxação no ombro?

Resposta: Fortalecendo os músculos do ombro, usando equipamentos de proteção e evitando atividades de risco sem preparação adequada.

Conclusão

A luxação acromioclavicular é uma lesão comum, especialmente entre praticantes de esportes de contato ou atividades que envolvem quedas. O entendimento sobre a classificação CID dessa condição, seus sinais, sintomas e opções de tratamento, é fundamental para garantir uma recuperação eficaz e prevenir complicações futuras.

Ao identificar os sintomas precocemente e buscar atendimento especializado, o paciente pode desfrutar de uma reabilitação mais rápida e segura, retornando às suas atividades com confiança.

Lembre-se: a prevenção é sempre o melhor caminho, e a manutenção de uma musculatura forte e equilibrada pode fazer toda a diferença.

Referências

  1. Croker, M. et al. ("Tratamento cirúrgico da luxação acromioclavicular: revisão atualizada"). Journal of Orthopaedics, 2022.
  2. World Health Organization. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão, 2019.
  3. Silva, J. et al. ("Lesões do ombro: guia prático para diagnóstico e tratamento"). São Paulo: Editora Médica, 2021.
  4. Associação Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (ABOT)

Se precisar de mais informações ou de um atendimento especializado, procure um profissional de saúde qualificado. A sua recuperação e bem-estar são prioridade!