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CID Leiomioma: Entenda Tudo Sobre Este Tumor Uterino

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O leiomioma uterino, popularmente conhecido como fibroma uterino, é um tumor benigno que afeta muitas mulheres em idade reprodutiva. Sua incidência é significativa, sendo uma das principais causas de sofrimento ginecológico na população feminina. Compreender o CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionado ao leiomioma, os fatores de risco, sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para uma abordagem adequada e eficaz. Este artigo visa esclarecer todas essas questões, oferecendo informações detalhadas de forma acessível e otimizada para mecanismos de busca.

O que é CID e sua relação com o leiomioma?

A Classificação Internacional de Doenças (CID), atualmente na versão CID-10, é um sistema internacional padronizado para categorizar doenças e problemas de saúde. Para o leiomioma uterino, o código correspondente é D25. Este código é utilizado por profissionais de saúde para fins de registro, estatísticas e planos de tratamento.

cid-leiomioma

Código CID do Leiomioma

Código CIDDescrição
D25Leiomioma do útero

A importância do código CID não se limita ao gerenciamento clínico, mas também influencia na arrecadação de dados epidemiológicos e políticas públicas de saúde.

O que é Leiomioma?

Definição

Leiomioma é um tumor benigno originado do tecido muscular liso do útero. Apesar de ser benigno, sua presença pode gerar diversos sintomas que impactam a qualidade de vida da mulher.

Prevalência

Estudos indicam que aproximadamente 70% a 80% das mulheres terão leiomiomas ao longo da vida, principalmente entre os 30 e 50 anos.

Como se desenvolve

O tumor se forma a partir de células musculares do miométrio (camada muscular do útero) que proliferam de forma descontrolada, formando nódulos que podem variar em tamanho e quantidade.

Fatores de risco

Diversos fatores têm sido associados à formação do leiomioma:

  • Idade: maior incidência entre 30 e 50 anos.
  • Histórico familiar: predisposição genética.
  • Obesidade: aumento do tecido adiposo relaciona-se com desequilíbrios hormonais.
  • Menstruação precoce e ciclos menstruais prolongados.
  • Uso excessivo de estrogenos: hormônios femininos influenciam o crescimento do tumor.
  • Raça: maior prevalência em mulheres negras.

Sintomas do Leiomioma

Nem todas as mulheres apresentam sintomas, mas os mais comuns incluem:

  • Sangramento menstrual excessivo (hipermenorreia).
  • Aumento do volume abdominal.
  • Dor pélvica ou sensação de peso na região.
  • Pressão na bexiga ou intestino.
  • Infertilidade ou dificuldades para engravidar em alguns casos.

Quando procurar um médico

Se houver sangramento intenso, dor persistente ou aumento do volume abdominal, recomenda-se uma avaliação médica especializada.

Diagnóstico do Leiomioma

Exames utilizados

O diagnóstico é feito através de exames clínicos e complementares, como:

  • Ultrassonografia transoforal ou transvaginal: procedimento de primeira linha.
  • Histerossalpingografia: avalia a cavidade uterina.
  • Resonância Magnética (RM): indica detalhes do tamanho, localização e número de tumores.
  • Histeroscopia: permite visualização direta do interior do útero.

Tabela comparativa dos principais exames

ExameVantagensDesvantagens
UltrassonografiaNão invasivo, acessível e eficiente.Pode não detectar tumores muito pequenos ou em posições específicas.
RMAlta resolução, detalhamento.Custo elevado e maior tempo de realização.
HisteroscopiaVisualização direta da cavidade uterina.Procedimento invasivo, necessita de anestesia.

Opções de tratamento

O tratamento varia de acordo com o tamanho, número de tumores, idade da paciente e desejo de gravidez futura.

Opções conservadoras

  • Acompanhamento clínico: para pequenos e assintomáticos.
  • Medicamentos: hormonioterapia (por exemplo, agonistas de GnRH) para reduzir os sintomas e o tamanho do tumor.
  • Tratamento mielorradicular: utilizado em casos específicos de sangramento intenso.

Tratamentos cirúrgicos

  • Miomectomia: remoção do tumor, preservando o útero, indicada para mulheres que desejam engravidar.
  • Histerectomia: remoção total do útero, indicada em casos extensos ou quando outros tratamentos não foram eficazes.

Novas tecnologias

  • Embolização das fibromas uterinos: procedimento minimamente invasivo que reduz o fluxo sanguíneo aos tumores.
  • Ablação: utilização de tecnologia para destruir os nódulos, com resultados eficazes em alguns casos.

Tabela de comparativo dos tratamentos

TratamentoIndicaçãoVantagensDesvantagens
AcompanhamentoPequenos, assintomáticos.Sem riscos ou efeitos colaterais.Pode evoluir para sintomas mais severos.
MedicamentosSintomas leves a moderados.Não invasivo, controle dos sintomas.Podem gerar efeitos colaterais.
MiomectomiaDesejo de engravidar, tumores grandes ou symptomáticos.Preserva a fertilidade.Risco cirúrgico, tempo de recuperação.
HisterectomiaCasos extensos, sangramento severo.Procura solução definitiva.Perda da capacidade de engravidar.
EmbolizaçãoTumores maiores ou múltiplos.Minimamente invasivo, recuperação rápida.Risco de complicações.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O leiomioma uterino é cancerígeno?

Não. O leiomioma é um tumor benigno, ou seja, não tem potencial de transformação maligno.

2. Como saber se tenho leiomioma?

O diagnóstico ocorre através de exames de imagem, principalmente ultrassonografia, realizados por um ginecologista.

3. É possível engravidar com leiomioma?

Sim, mas dependendo do tamanho e localização dos tumores, pode haver dificuldades ou complicações na gestação. O acompanhamento médico é essencial.

4. Como prevenir o leiomioma?

Embora não seja possível prevenir completamente, hábitos de vida saudável, controle de peso e acompanhamento ginecológico regular podem ajudar na detecção precoce.

5. Quanto tempo leva para tratar um leiomioma?

O tratamento varia de uma consulta a uma cirurgia, dependendo do método escolhido. O acompanhamento pode ser contínuo ou apenas em casos específicos.

Conclusão

O CID D25 para leiomioma uterino destaca a importância do reconhecimento e manejo adequado desse tumor benigno que, apesar de não representar risco de câncer, pode afetar significativamente a saúde e qualidade de vida da mulher. O avanço das tecnologias e os tratamentos disponíveis possibilitam que, na maioria dos casos, seja possível controlar ou eliminar os sintomas, preservando a saúde reprodutiva e o bem-estar feminino.

Se você suspeita de um leiomioma ou já recebeu o diagnóstico, procure um ginecologista de confiança para um acompanhamento individualizado. A informação e o cuidado adequado fazem toda a diferença na gestão dessa condição.

Referências

  1. Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. https://www.who.int/classifications/icd/en/

  2. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Tumores uterinos. Disponível em: https://sbgo.org.br

  3. Nunes, F. et al. (2020). Leiomioma uterino: diagnóstico, tratamento e alternativas. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 42(3), 129-135.

Lembre-se: Informações aqui apresentadas não substituem uma consulta médica especializada. Sempre procure um profissional da saúde para avalições e orientações específicas.