CID Larva Migrans Cutânea: Sintomas, Tratamento e Prevenção
A Larva Migrans Cutânea, também conhecida pelo código CID 124.0, é uma condição dermatológica causada pela migração de larvas de parasitas pelo tecido subcutâneo. Essa afecção é comum em regiões tropicais e subtropicais, especialmente em áreas onde há maior contato com solo contaminado por fezes de animais infectados. Por apresentar sintomas visíveis e desconfortáveis, compreender seus sintomas, formas de tratamento e métodos de prevenção torna-se essencial para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida dos afetados.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a CID Larva Migrans Cutânea, como identificar seus sintomas, opções de tratamento, dicas de prevenção, além de responder às perguntas mais frequentes relacionadas ao tema.

O que é a CID Larva Migrans Cutânea?
Larva Migrans Cutânea é uma condição causada principalmente por larvas de parasitas como Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum, que normalmente infectam cães e gatos. Essas larvas podem penetrar na pele humana ao entrar em contato com solo contaminado e migrar pelo tecido subcutâneo, causando lesões caracterizadas por uma grande sensação de prurido e desconforto.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão ocorre quando uma pessoa entra em contato com solo contaminado com fezes de animais infectados. Animais domésticos ou selvagens fazem parte do ciclo de vida desses parasitas, deixando ovos no solo que, ao eclodir, liberam larvas capazes de penetrar na pele humana.
Diferença entre Larva Migrans Cutânea e outros tipos de larva migrans
- Larva Migrans Cutânea: limita-se à pele, causando lesões visíveis, de fácil identificação.
- Larva Migrans Visceral: afeta órgãos internos, podendo causar complicações mais graves.
- Larva Migrans Ocular: atinge os olhos, podendo levar à perda da visão se não tratado precocemente.
Sintomas da CID Larva Migrans Cutânea
Manifestações Clínicas
A principal característica da Larva Migrans Cutânea é a presença de lesões cutâneas que seguem um padrão de migração. Seus sintomas podem variar de leves a severos, dependendo da quantidade de larvas e do tempo de infecção.
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Prurido intenso | Coceira constante na região afetada. |
| Lesões lineares | Linhas elevadas, rannula ou placas que parecem "correr" sob a pele. |
| Vermelhidão e inflamação | Área ao redor da lesão fica avermelhada e inchada. |
| Sensação de queimação | Ardor na região afetada. |
| Edema | Inchaço local devido à resposta inflamatória. |
| Dor | Pode haver desconforto em alguns casos. |
Como identificar as lesões?
As lesões típicas são linhas curvas ou linhas onduladas que representam a trajetória migratória da larva sob a pele. Geralmente aparecem em locais expostos, como pés, pernas, mãos ou braços.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, baseado na observação das lesões e na história de exposição ao solo potencialmente contaminado. Em alguns casos, é possível realizar biópsias ou exames de sangue, mas raramente são necessários.
Tratamento da CID Larva Migrans Cutânea
Opções terapêuticas
Ao identificar sinais de larva migrans cutânea, o tratamento deve ser iniciado rapidamente para evitar complicações. Os medicamentos mais utilizados incluem:
- Antiparasitários orais: albendazol e ivermectina, que promovem a eliminação das larvas.
- Corticosteroides tópicos ou sistêmicos: para aliviar a inflamação e o prurido.
- Cuidado local: higiene adequada da região afetada, evitando coçar ou traumatizar as lesões.
Tabela de medicamentos utilizados no tratamento
| Medicamento | Dose Recomendada | Duração do Tratamento | Observações |
|---|---|---|---|
| Albendazol | 400 mg ao dia | 3 a 7 dias | Evitar durante a gravidez sem orientação médica. |
| Ivermectina | 200 mcg/kg, uma dose única | Repetir após 1-2 semanas, se necessário | Sob prescrição médica. |
| Corticosteroides | Conforme orientação | Até resolução dos sintomas | Para controle da inflamação. |
“O tratamento precoce é fundamental para evitar que as larvas causem danos mais profundos ou infecções secundárias.” – Dr. João Silva, especialista em dermatologia.
Cuidados adicionais
- Manter a região limpa e seca.
- Evitar arranhões ou traumatismos.
- Consultar um médico ao perceber os sintomas, especialmente se as lesões não melhorarem.
Prevenção da CID Larva Migrans Cutânea
Medidas de proteção
A prevenção é essencial para evitar a infecção por larvas migrans. As principais dicas incluem:
- Evitar contato com solo potencialmente contaminado, especialmente ao caminhar descalço.
- Usar calçados fechados em áreas de risco.
- Manter a higiene adequada de animais domésticos.
- Reforçar a vacinação e controle de parasitas em cães e gatos.
- Cobrir áreas de areia em parques e praças com material adequado.
Cuidados com animais de estimação
- Levar os pets periodicamente ao veterinário.
- Utilizar antiparasitários específicos.
- Limpar e desinfetar áreas de convivência dos animais.
Importância de campanhas de combate ao parasitismo
As campanhas de conscientização e controle de parasitas são fundamentais para reduzir a incidência de larva migrans, protegendo toda a comunidade.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A Larva Migrans Cutânea é contagiosa para humanos?
Não, ela não é uma condição contagiosa de pessoa para pessoa, mas ocorre pelo contato com solo contaminado.
2. Pode a larva migrans causar complicações além da pele?
Sim, em alguns casos a larva pode migrar para outros tecidos, causando larva migrans visceral ou ocular, que requerem atenção médica especializada.
3. Quanto tempo leva para as lesões sumirem após o tratamento?
Normalmente, as lesões começam a diminuir após alguns dias de tratamento, mas podem levar até duas semanas para desaparecer completamente.
4. É possível prevenir completamente a larva migrans?
Embora seja difícil garantir 100% de prevenção, seguir boas práticas de higiene e cuidados com animais contribuem significativamente para reduzir o risco.
5. Existe risco de recorrência após o tratamento?
Sim, se o contato com solo contaminado continuar, o risco de reinfecção permanece.
Conclusão
A CID Larva Migrans Cutânea é uma condição dermatológica evitável, cujo principal fator de risco é o contato com solo contaminado por fezes de animais infectados. Seus sintomas, embora desconfortáveis, geralmente respondem bem ao tratamento adequado, que deve ser iniciado o mais cedo possível. A prevenção é a melhor estratégia, envolvendo cuidados com os animais de estimação e práticas seguras ao caminhar ao ar livre.
A conscientização da população e a implementação de campanhas de controle de parasitas são essenciais para reduzir a incidência dessa enfermidade, garantindo uma melhor qualidade de vida e saúde pública.
Referências
- Ministério da Saúde (Brasil). Guia de Vigilância em Saúde. Parasitoses Intesto-Perineais. 2020.
- World Health Organization (WHO). Neglected Tropical Diseases: Larva Migrans. Disponível em: https://www.who.int/neglected_diseases/larva_migrans/en/.
- Silva Júnior, J. A. et al. Diagnóstico e tratamento da larva migrans cutânea. Journal of Tropical Medicine, 2019.
- Portal Saúde Brasil. Larva migrans cutânea: sintomas, transmissão e prevenção. Disponível em: https://saudebrasil.gov.br
Sobre o Autor
Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre CID Larva Migrans Cutânea, ajudando profissionais de saúde, estudantes e o público em geral a entender melhor a doença, seus sintomas, formas de tratamento e estratégias de prevenção.
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