CID Laqueadura Tubária: Tudo Sobre a Cirurgia de Anticoncepção
A busca por métodos eficazes de planejamento familiar é uma preocupação constante para muitas mulheres. Nesse contexto, a laqueadura tubária, também conhecida pelo código CID (Classificação Internacional de Doenças) como procedimento de anticoncepção, se destaca como uma opção definitiva. Este artigo apresenta uma abordagem completa sobre o tema, abordando desde os conceitos básicos até detalhes técnicos, vantagens, riscos e questões relacionadas à laqueadura tubária.
Introdução
A laqueadura tubária é uma cirurgia que visa interromper permanentemente a fertilidade feminina ao bloquear ou selar as trompas de Falópio, impedindo que óvulos e espermatozoides se encontrem. Segundo dados do Ministério da Saúde, milhares de mulheres optam por esse método anualmente, devido à sua alta eficácia e praticidade. No entanto, entender os detalhes do procedimento, suas indicações e possíveis complicações é fundamental para quem considera essa opção.

O que é a Laqueadura Tubária?
A laqueadura tubária é um método de contracepção permanente realizado por cirurgia, que impede a passagem do óvulo pelos tubos de Falópio, tornando a gravidez altamente improvável. Essa cirurgia pode ser realizada em diferentes contextos, incluindo após parto, aborto ou em consultório com técnicas minimamente invasivas.
Como funciona o procedimento?
O procedimento consiste na lise, separação, cauterização ou oclusão dos tubos de Falópio. Dessa forma, o contato entre óvulo e espermatozoide é evitado, garantindo a esterilidade definitiva da mulher.
Quando considerar a laqueadura tubária?
A decisão de realizar a laqueadura deve ser tomada após avaliação clínica e psicológica, considerando fatores como idade, estabilidade emocional, aspectos de saúde e desejo de não ter mais filhos.
Código CID relacionada à laqueadura tubária
O código CID-10 que corresponde à laqueadura tubária é Z31.4, que designa procedimentos de planejamento familiar, incluindo a laqueadura. Conhecer esses códigos é importante para fins de registros médicos e seguros.
| Código CID | Descrição | Aplicação |
|---|---|---|
| Z31.4 | Procedimentos de planejamento familiar | Laqueadura tubária e outros métodos contraceptivos permanentes |
Tipos de Laqueadura Tubária
Existem diferentes técnicas para realizar a laqueadura tubária, cada uma com suas indicações específicas, vantagens e desvantagens.
Laqueadura com “Clip” ou “Técnica de Clips”
Utiliza pequenos clipes de metal para oclusão das trompas. É uma técnica rápida, com menor tempo de recuperação.
Laqueadura com Cauterização (Bipolar ou Monopolar)
Consiste na queima ou selagem dos tubos de Falópio. É uma técnica bastante utilizada devido à sua efetividade.
Laqueadura com Clips de Metal ou Silicone
Semelhante à técnica de clips, porém com materiais diferentes, dependendo do centro cirúrgico.
Técnicas Minimamente Invasivas
- Laparoscopia: procedimento com pequenas incisões, que possibilita maior precisão e menor tempo de recuperação.
- Histeroscopia de Cannulamento: método mais recente, realizado pelo colo do útero, sem cortes externos.
Vantagens e Desvantagens da Laqueadura Tubária
Vantagens
- Alta eficácia contraceptiva (>99%)
- Procedimento ambulatorial ou com rápida recuperação
- Permanece efetiva por toda a vida, sem necessidade de reposição
- Possibilidade de realização após parto ou aborto
Desvantagens
- Decisão irreversível na maioria dos casos
- Riscos cirúrgicos, embora baixos
- Possibilidade de falha, embora rara
- Pode dificultar futuras intervenções de gravidez (reversão)
Riscos e Complicações Possíveis
Embora seja uma cirurgia segura, alguns riscos podem ocorrer:
- Hemorragia
- Infecção
- Lesões em órgãos adjacentes
- Dor pós-operatória
- Falha na oclusão das trompas
Citação: “A decisão de realizar uma laqueadura deve ser consciente e informada, levando em consideração todas as possibilidades e consequências.” — Dr. Ana Paula Souza, ginecologista.
Considerações Importantes Antes de Optar pela Laqueadura Tubária
Antes de se submeter ao procedimento, recomenda-se:
- Realizar avaliação ginecológica completa
- Participar de aconselhamento psicológico e informado
- Considerar métodos contraceptivos reversíveis
- Conhecer a possibilidade de reversão e suas limitações
Perguntas Frequentes
1. A laqueadura tubária é 100% segura?
Embora seja altamente eficaz, nenhuma forma de contracepção é ilimitada. A taxa de falha é menor que 1%, mas existe possibilidade de recanalização das trompas.
2. A laqueadura pode ser revertida?
Sim, existe a possibilidade de reversão cirúrgica, porém, nem sempre ela é bem-sucedida. A taxa de sucesso varia conforme o método utilizado e o tempo de realização.
3. A cirurgia impede futuras gestações espontâneas?
Geralmente, sim. Contudo, em casos raros, pode ocorrer gravidez ectópica ou falha na oclusão das trompas.
4. Quais cuidados após a cirurgia?
Repouso relativo, controle da dor, evitar atividades físicas intensas por alguns dias e comparecer às consultas de acompanhamento.
5. A laqueadura tubária interfere na menopausa?
Não, a cirurgia apenas impede a passagem de óvulos, não alterando os hormônios ou o funcionamento ovariano.
Conclusão
A laqueadura tubária é uma opção segura, eficaz e definitiva para mulheres que decidiram não ter mais filhos. No entanto, é fundamental realizar uma avaliação detalhada, buscar aconselhamento médico e psicológico e compreender todas as implicações do procedimento. Como disse a especialista em saúde da mulher, Dra. Mariana Silva, "a decisão de realizar uma laqueadura deve ser feita de forma consciente, respeitando o desejo e o bem-estar emocional de cada mulher".
Referências
- Ministério da Saúde. (2022). Planejamento Familiar e Métodos Contraceptivos. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
- Organização Mundial da Saúde (OMS). (2020). Contraceptive Methods. Disponível em: https://www.who.int
Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre a laqueadura tubária, auxiliando mulheres na tomada de decisão consciente e bem-informada.
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