CID J 45.0: Entenda a Classificação Diagnóstica em Saúde
No universo da saúde, a precisão no diagnóstico é fundamental para a eficácia do tratamento e o acompanhamento adequado dos pacientes. Uma ferramenta essencial nesse processo é a Classificação Internacional de Doenças (CID), que fornece códigos padronizados para diferentes condições de saúde. Entre esses códigos, o CID J 45.0 se destaca por representar um dos quadros mais comuns relacionados às doenças respiratórias. Este artigo foi elaborado para esclarecer o que significa o CID J 45.0, sua importância, aplicações clínicas e como essa classificação impacta o cuidado com o paciente.
Se você deseja compreender melhor a classificação de doenças respiratórias e entender como ela se aplica na prática médica, continue a leitura.

O que é o CID J 45.0?
Definição de CID J 45.0
O CID J 45.0 refere-se à classificação de asma residual, uma condição que ocorre após episódios agudos de asma ou como uma manifestação persistente de doença asmática. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que causa episódios recorrentes de dispneia, sibilância, aperto no peito e tosse.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o CID é uma ferramenta essencial para a codificação, estatística e padronização de diagnósticos médicos, facilitando a comunicação entre profissionais de saúde e pesquisadores.
Significado e aplicação clínica
O código J 45.0 é utilizado principalmente por médicos para documentar casos de asma residual — uma fase ou condição que persiste após a crise asmática, mas que ainda exige acompanhamento. Essa classificação é importante para o planejamento terapêutico, monitoramento epidemiológico e realização de estudos clínicos.
Estrutura da Classificação CID J 45.0
Como é organizado o CID J 45?
A classificação CID J 45 possui subdivisões específicas que representam diferentes manifestações ou fases da asma. Veja a seguir uma tabela resumida com as subdivisões principais:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| J45 | Asma |
| J45.0 | Asma residual |
| J45.1 | Asma nesses, intermitente, ocasional |
| J45.8 | Outras asmas |
| J45.9 | Asma, não especificada |
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)
Características da Asma Residual (CID J 45.0)
Quais são os sintomas típicos?
A asma residual costuma apresentar sintomas como:
- Tosse persistente, especialmente à noite ou ao esforço físico
- Sensação de aperto no peito
- Dispneia que varia em intensidade
- Sibilância ocasional ou constante
Causas comuns
Diversos fatores podem levar à condição residual de asma, incluindo:
- Inadequado controle da doença durante episódios agudos
- Exposição a fatores desencadeantes como fumaça, poeira ou poluição
- Falhas na adesão ao tratamento medicamentoso
- Inflamação residual das vias aéreas após crises
Diagnóstico e acompanhamento
O diagnóstico da asma residual é baseado na história clínica, avaliação dos sintomas e testes de função pulmonar. Testes como espirometria podem ajudar a determinar o grau de obstrução e a resposta aos medicamentos.
A importância do código CID J 45.0 na prática clínica
Registro e estatísticas de saúde
A utilização correta do código J 45.0 contribui para o monitoramento epidemiológico, auxiliando na elaboração de políticas públicas, na alocação de recursos e na pesquisa clínica.
Planejamento de tratamento
Identificar uma condição como a asma residual permite ao médico ajustar o tratamento, reforçar a educação do paciente e prevenir novas crises.
Exemplos de uso na documentação médica
A seguir, uma tabela demonstrando diferentes contextos em que o CID J 45.0 pode ser aplicado:
| Situação | Código CID | Observação |
|---|---|---|
| Paciente com histórico de crises de asma, controlada, mas com sintomas persistentes | J45.0 | Diagnóstico de asma residual |
| Avaliação de acompanhamento de paciente com asma controlada | J45.0 | Monitoramento contínuo |
| Relato de sintomas em prontuário clínico | J45.0 | Documentação de sintomas residuais |
Perguntas Frequentes sobre CID J 45.0
1. Qual a diferença entre asma e asma residual?
A asma é uma condição crônica que apresenta crises agudas intercaladas de controle parcial ou total dos sintomas. A asma residual refere-se à fase ou condição após uma crise aguda, onde ainda há sintomas, mas a doença está em fase de acompanhamento.
2. Como o uso do CID J 45.0 ajuda na saúde pública?
Ao padronizar os diagnósticos, esse código permite a coleta de dados precisos, facilitando a elaboração de políticas de saúde, programas de prevenção e estratégias de tratamento.
3. É possível ter mais de um código CID para diferentes fases da asma?
Sim. Pacientes podem ter múltiplos códigos dependendo da fase da doença, como J45.1 (asma intermitente) ou J45.8 (outras asmas), além de J45.0, se aplicável.
4. Como o tratamento difere na fase de asma residual?
O tratamento geralmente envolve manter o controle dos sintomas, evitar fatores desencadeantes e, muitas vezes, continuar com medicações de manutenção, ajustando doses conforme evolução clínica.
Conclusão
O código CID J 45.0 desempenha papel fundamental na classificação e manejo da asma residual, facilitando a comunicação entre profissionais de saúde, promovendo dados epidemiológicos precisos e aprimorando o suporte ao paciente. A correta utilização dessa classificação contribui para uma abordagem mais eficiente e segura na prática clínica, garantindo melhores resultados e qualidade de vida para os pacientes.
Se você é profissional de saúde ou paciente, compreender essa classificação é vital para o acompanhamento adequado da doença respiratória.
Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças – CID-10. 10ª edição. 2016. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Guia de Doenças Respiratórias. 2020. Disponível em: https://www.sbpt.org.br
Ministério da Saúde. Datasus. Sistema de Informação de Mortalidade. Dados epidemiológicos de doenças respiratórias. 2022.
Nota: Este artigo foi elaborado para informar e orientar profissionais e pacientes sobre o significado e a aplicação do CID J 45.0 na prática clínica. Para diagnósticos específicos e tratamentos, consulte um profissional de saúde qualificado.
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