CID Inserção DIU: Guia Completo para Entender o Procedimento
A saúde sexual e reprodutiva é fundamental para a qualidade de vida de muitas mulheres, e a utilização de métodos contraceptivos é uma ferramenta essencial nesse cuidado. Entre esses métodos, o Dispositivo Intrauterino (DIU) destaca-se pela sua alta eficiência, praticidade e longa duração. Porém, muitas mulheres têm dúvidas acerca do procedimento de inserção do DIU, seus benefícios, riscos e considerações relacionadas ao Código Internacional de Doenças (CID) associado ao procedimento.
Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre o CID Inserção DIU, abordando desde o significado do procedimento até detalhes técnicos, dúvidas frequentes e recomendações para quem deseja optar por essa forma de contracepção.

O que é o DIU e por que optar por esse método?
O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um pequeno dispositivo de plástico e, frequentemente, com uma camada de cobre ou hormônios, inserido na cavidade uterina para evitar a gravidez. Sua eficácia é alta, com taxas superiores a 99%, sendo uma das opções mais recomendadas pelos profissionais de saúde.
Benefícios do uso do DIU
- Alta eficácia contraceptiva
- Longa duração (de 3 a 10 anos, dependendo do tipo)
- Praticidade e conveniência
- Menor influência na rotina diária
- Redução de dificuldades com o uso diário de pílulas ou outros métodos
Motivos para escolher o DIU
De acordo com a ginecologista Dra. Maria Silva, "o DIU é uma excelente alternativa para mulheres que desejam um método confiável, de uso de longo prazo, com poucos efeitos colaterais."
O procedimento de inserção do DIU
A inserção do DIU é um procedimento ambulatorial, geralmente realizado por um profissional de saúde qualificado, como ginecologista ou obstetra. A seguir, detalhamos passo a passo o processo.
Como é realizada a inserção do DIU?
Pré-requisitos
- Avaliação médica
- Exames de rotina, como teste de gravidez e papanicolau
- Verificação da saúde uterina e ausência de contra-indicações
Processo de inserção
- Posição da paciente: deitada, com as pernas apoiadas em riscas ou suporte adequado.
- Inserção do espéculo: para acesso ao colo do útero.
- Limpeza da área: com antisséptico.
- Inserção do dispositivo: com o auxílio de um aplicador específico, guiado por videolaparoscopia ou simples visualização.
- Cuidados pós-procedimento: orientações sobre possíveis dores, sangramentos e sinais de alerta.
Quais são os riscos e desconfortos durante a inserção?
Apesar de ser um procedimento relativamente simples, podem ocorrer desconfortos como cólica, sangramento moderado ou sensação de pressão. Raros são os casos de perfuração uterina, complicações que, quando aparecem, exigem acompanhamento médico imediato.
CID e inserção do DIU: entendendo o código
O CID (Código Internacional de Doenças) é utilizado para classificar doenças, condições médicas e procedimentos em registros clínicos e administrativos.
CID relacionado à inserção do DIU
Para procedimentos de inserção, alguns códigos podem ser utilizados, dependendo da situação clínica:
| Código CID | Descrição | Uso |
|---|---|---|
| Z30.1 | Uso de dispositivo intrauterino como método contraceptivo | Inserção de DIU |
| Z30.4 | Fornecimento de contraceptivos de ação prolongada | Inserção e acompanhamento |
| N90.x | Doenças do colo do útero (quando necessário avaliação pré-inserção) | Avaliações relacionadas ao procedimento |
Fonte: Ministério da Saúde
O código Z30.1 é o mais utilizado para registrar a inserção de DIU no Sistema de Saúde do Brasil.
“A correta classificação pelo CID facilita o acompanhamento estatístico, planejamento de políticas públicas e controle de qualidade dos serviços de saúde.” (OMS, 2016)
Importância do CID na prática clínica
A utilização adequada do código CID assegura transparência, registro preciso e facilita auditorias, além de contribuir para a pesquisa epidemiológica e melhorias no atendimento à mulher.
Cuidados após a inserção do DIU
Após a colocação, é fundamental seguir as orientações médicas para garantir a segurança e o sucesso do método contraceptivo.
Recomendações gerais
- Evitar relações sexuais intensas ou atividades físicas vigorosas por alguns dias.
- Realizar o acompanhamento ginecológico conforme orientação.
- Observar sinais de possíveis complicações: dores intensas, febre, sangramento abundante ou odor desagradável.
- Consultar o médico se houver suspeita de deslocamento ou extravio do DIU.
Quando procurar ajuda médica imediatamente?
- Dores fortes ou persistentes
- Febre acima de 38°C
- Sangramento intenso
- Dor ao urinar ou secreções anormais
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quanto tempo dura a eficácia do DIU?
- Hormonal: de 3 a 5 anos (tipo Mirena), até 7 anos (tipo Jaydess).
- De cobre: até 10 anos.
2. A inserção do DIU dói?
- Pode causar algum desconforto ou cólica na hora da inserção, mas geralmente é tolerável. O médico pode aplicar analgésicos ou anestesia local para diminuir o incômodo.
3. Quais os efeitos colaterais do DIU?
- Sangramento irregular, cólica, alterações no fluxo menstrual. Os efeitos tendem a diminuir com o tempo.
4. É possível engravidar com o DIU colocado?
- A probabilidade é extremamente baixa, porém, se ocorrer uma gravidez, deve-se procurar imediatamente um médico para avaliação.
5. O DIU oferece proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (DST)?
- Não. O DIU é eficaz contra a gravidez, mas não protege contra DSTs. O uso de preservativos é recomendado.
Conclusão
A inserção de DIU, registrada pelo código CID Z30.1, é um procedimento seguro, eficaz e de longa duração para contracepção. Com as devidas orientações médicas e acompanhamento, esse método oferece às mulheres autonomia sobre sua saúde reprodutiva, promovendo bem-estar e qualidade de vida.
Antes de decidir pela inserção do DIU, consulte um profissional de saúde qualificado, realize todos os exames necessários e esclareça suas dúvidas. Com conhecimento, você pode fazer escolhas mais conscientes e seguras para o seu corpo.
Referências
Ministério da Saúde. (2019). Guia para Prevenção, Diagnóstico e Monitoramento de DST/AIDS. Brasília: Ministério da Saúde. Link externo relevante.
Organização Mundial da Saúde (OMS). (2016). Classificação Internacional de Doenças (CID). Genebra: OMS.
Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). (2020). Recomendações para o Uso de Dispositivo Intrauterino. www.sbgo.org.br.
Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer informações claras, precisas e atualizadas para auxiliar mulheres na compreensão do procedimento de inserção do DIU e sua classificação pelo CID.
MDBF