CID Infertilidade Feminina: Causas, Diagnóstico e Tratamento Eficaz
A infertilidade feminina é uma condição que afeta milhões de mulheres ao redor do mundo, dificultando a conquista da maternidade e gerando impacto emocional, psicológico e social. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% das casais enfrentam dificuldades para engravidar, sendo que, aproximadamente, metade dessas dificuldades estão relacionadas a fatores femininos. Compreender o CID (Classificação Internacional de Doenças) para infertilidade feminina é fundamental para diagnóstico preciso e tratamento eficaz.
Este artigo aborda as principais causas da infertilidade feminina segundo o CID, os métodos de diagnóstico utilizados pelos especialistas e as opções de tratamento disponíveis. Além disso, apresentamos dicas para quem busca entender melhor o tema, além de responder às perguntas mais frequentes relacionadas ao assunto.

O que é o CID para Infertilidade Feminina?
O CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema padronizado utilizado mundialmente para categorizar doenças e condições de saúde, facilitando a comunicação entre profissionais de saúde, registro de dados epidemiológicos e elaboração de políticas públicas. No caso da infertilidade feminina, o CID-10 codes variam de acordo com a causa específica, por exemplo:
- N97 – Infertilidade feminina de causa específica
- N97.0 – Infertilidade devido a distúrbios hormonais
- N97.1 – Infertilidade devido a anormalidades uterinas
- N97.2 – Infertilidade devido à tuberculose uterina
- N97.3 – Infertilidade devido a outras causas orgânicas
Entender o código CID que se aplica ao caso deeach mulher é vital para o diagnóstico correto e escolha do tratamento adequado.
Causas da Infertilidade Feminina Segundo o CID
A seguir, detalhamos os principais fatores que podem causar infertilidade feminina, categorizando-os de acordo com o CID. É importante lembrar que muitas vezes as causas podem ser multifatoriais.
Distúrbios Hormonais (N97.0)
Os problemas hormonais são responsáveis por grande parcela dos casos de infertilidade. Entre eles, destacam-se:
- Síndrome do Ovário Policístico (SOP): caracteriza-se por desequilíbrios hormonais que impedem a ovulação regular.
- Disfunções da Tireóide: hipotiroidismo ou hipertireoidismo podem afetar a produção de hormônios ovarianos.
- Distúrbios da Ovulação: ausência ou irregularidade na ovulação, como anovulação, são causas comuns.
Anormalidades Uterinas (N97.1)
Alterações na anatomia do útero podem impedir a implantação do embrião ou causar dificuldades para engravidar:
- Miomas Uterinos: tumores benignos que podem obstruir as trompas ou alterar o ambiente uterino.
- Adesões e Cicatrizes: decorrentes de infecções ou cirurgias.
- Anomalias Congênitas: como útero septo ou bicorno.
Problemas nas Trompas de Falópio (N97.4)
A obstrução ou dano às trompas é uma das principais causas de infertilidade, geralmente causada por:
- Endometriose: condição que causa aderências e cicatrizes nas trompas.
- Infecções Pélvicas: clamídia, gonorreia, entre outras, podem causar inflamação e cicatrização.
Outras Causas Orgânicas (N97.2, N97.3)
Incluem fatores como:
- Endometriose (N97.2): crescimento de tecido endometrial fora do útero.
- Anomalias Cervicais ou outras alterações que dificultam a passagem dos espermatozoides ou a implantação.
Fatores de Estilo de Vida e Externos
Além do CID, fatores como obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse e exposição a toxinas ambientais também contribuem para a infertilidade.
Diagnóstico da Infertilidade Feminina
O diagnóstico adequado é fundamental para determinar a causa específica e a melhor abordagem terapêutica. A avaliação geralmente envolve:
Anamnese Completa
Coleta de informações sobre histórico menstrual, saúde geral, antecedentes cirúrgicos, infecções prévias e fatores de estilo de vida.
Exames Laboratoriais
- Dosagem hormonal: FSH, LH, estradiol, prolactina, hormônio antimülleriano (AMH).
- Ultrassonografia transvaginal: para verificar anomalias uterinas, ovários e presença de cistos ou miomas.
- Histerossalpingografia (HSG): exame de raio-X que avalia as trompas de Falópio e o uterino.
- Histeroscopia: procedimento que visualiza o interior do útero.
- Laparoscopia: cirurgia minimamente invasiva para identificar endometriose, aderências ou outras anomalias.
Tabela 1: Exames para diagnóstico de infertilidade feminina
| Exame | Objetivo | Quando é indicado |
|---|---|---|
| Ultrassonografia transvaginal | Avaliar estruturas uterinas e ovarianas | Como investigação inicial |
| Dosagem hormonal | Detectar disfunções hormonais | Após sinais de irregularidade menstrual |
| Histerossalpingografia (HSG) | Verificar obstruções nas trompas | Quando há suspeita de problemas tubários |
| Laparoscopia | Diagnóstico e tratamento de patologias internas | Quando outros exames não esclarecem causas |
Avaliação do Estilo de Vida
Alterações em fatores de risco podem melhorar ou agravar a condição, incluindo peso, alimentação, rotina de exercícios físicos, entre outros.
Tratamento da Infertilidade Feminina
A abordagem terapêutica varia de acordo com a causa identificada. A seguir, apresentamos as principais opções:
Tratamentos Clínicos
- Medicamentos hormonais: para estimular a ovulação, como clomifeno, gonadotrofinas ou hormônio luteinizante.
- Tratamento para condições hormonais: correção de disfunções tireoidianas ou prolactinemia.
- Tratamento de patologias uterinas: miomas, pólipos ou aderências podem ser removidos por procedures cirúrgicas.
Técnicas de Reprodução Assistida
Quando o tratamento clínico não resulta na concepção, procedimentos como:
- Inseminação artificial (IIU): introdução de espermatozoides no útero.
- Fertilização in vitro (FIV): fertilização do óvulo fora do corpo e implantação do embrião no útero.
Importante: Segundo especialistas, “a combinação de diagnóstico preciso e tratamento individualizado aumenta significativamente as chances de sucesso na obtenção da gravidez” (Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida).
Mudanças no Estilo de Vida
Recomendações incluem:
- Manutenção de peso ideal.
- Alimentação equilibrada.
- Exercícios físicos moderados.
- Abster-se de tabaco, álcool e drogas.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quanto tempo devo tentar engravidar antes de procurar ajuda médica?
Geralmente, recomenda-se buscar avaliação após 12 meses de tentativas sem sucesso, ou 6 meses para mulheres acima de 35 anos.
2. A infertilidade feminina pode ser completamente curada?
Em muitos casos, sim. Depende da causa específica, do momento do diagnóstico e do tratamento adequado.
3. Qual a idade ideal para procurar ajuda em caso de dificuldades para engravidar?
Idealmente, assim que perceber dificuldades ou após tentativas sem êxito, principalmente após os 35 anos, quando a reserva ovariana diminui.
4. Como a Endometriose influencia na infertilidade?
A Endometriose pode causar cicatrizes, aderências e inflamações que impedem a ovulação normal, além de obstruir as trompas.
Conclusão
A infertilidade feminina, embora seja uma condição complexa, possui diversas causas identificáveis e tratamentos eficazes quando diagnosticadas precocemente. Entender os códigos do CID relacionados à infertilidade ajuda na compreensão da origem do problema e no planejamento do tratamento mais adequado.
Valorizar o diagnóstico preciso, aliado a uma abordagem multidisciplinar, aumenta as chances de sucesso e oferece esperança às mulheres que desejam realizar o sonho da maternidade. Como a medicina avança diariamente na resolução desse desafio, buscar informações atualizadas e apoio especializado é fundamental.
Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). Infertilidade: Diagnóstico, Tratamento e Apoio Emocional. disponível em https://www.who.int
Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRAR). Guia para Tratamento da Infertilidade. disponível em https://sbrar.org.br
Ministério da Saúde. Protocolo de assistência à infertilidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.
Almeida, L. (2022). "Causas e Tratamentos da Infertilidade Feminina." Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.
Se precisar de mais detalhes ou orientações específicas, procure um especialista em reprodução humana.
MDBF