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CID Infecção de Sítio Cirúrgico: Guia Completo para Profissionais

Artigos

A infecção de sítio cirúrgico (ISC) representa uma das complicações mais frequentes e desafiadoras no âmbito da assistência médica, impactando diretamente na recuperação do paciente, na ocupação hospitalar e nos custos do tratamento. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as ISC representam cerca de 20% a 30% de todas as infecções hospitalares, sendo uma área prioritária para aprimoramento de protocolos de prevenção e manejo.

Este guia completo aborda de forma detalhada o Código Internacional de Doenças (CID) relacionado às infecções de sítio cirúrgico, conceitos essenciais, fatores de risco, métodos de prevenção e tratamento, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema. Nosso objetivo é fornecer subsídios confiáveis e atualizados para profissionais de saúde, estudantes e gestores hospitalares.

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O que é a Infecção de Sítio Cirúrgico?

A infecção de sítio cirúrgico ocorre quando há invasão por microrganismos no local da cirurgia, comprometendo a cicatrização e podendo evoluir para complicações mais graves. Essa infecção pode variar desde uma leve inflamação até sepse, impactando significativamente o prognóstico do paciente.

Classificação das Infecções de Sítio Cirúrgico

As ISC são classificadas de acordo com o nível de profundidade e o tempo de ocorrência após a cirurgia:

  • Superficiais: Afetam a pele e o tecido subjacente;
  • Profundas: Envolvem músculos e tecidos mais profundos, podendo atingir órgãos ou espaços artificiais;
  • De convite: Quando a infecção ocorre após a alta hospitalar, geralmente após 30 dias na maioria dos procedimentos eletivos.

CID e Infecção de Sítio Cirúrgico

Código CID para Infecção de Sítio Cirúrgico

O Código CID utilizado para classificar a infecção de sítio cirúrgico por organismos bacterianos, virais ou fúngicos é:

Código CIDDescriçãoClassificação
T81.4Infecção de sítio cirúrgicoCódigo principal para ISC

Outras Codificações Relacionadas

Dependendo do agente etiológico ou extenção da infecção, outros códigos podem ser utilizados, como:

  • A49.9 — Infecção bacteriana, não especificada
  • B95-B98 — Códigos para determinados agentes infecciosos
  • T88.4 — Complicações de procedimentos cirúrgicos, não classificadas em outra parte

Fatores de Risco para ISC

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da infecção de sítio cirúrgico, incluindo:

  • Condições do paciente: diabetes, imunossupressão, obesidade
  • Técnica cirúrgica: neglignência na assepsia, duração do procedimento prolongada
  • Ambiente hospitalar: higiene, controle de infecção
  • Uso de dispositivos invasivos: catéteres, drenos

Destaque para o papel da higiene e protocolo cirúrgico

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), "a adoção de protocolos rigorosos de higiene das mãos e assepsia durante o procedimento cirúrgico reduz significativamente a incidência de ISC."

Prevenção das Infecções de Sítio Cirúrgico

A prevenção é fundamental para minimizar os riscos de ISC. Algumas estratégias eficazes incluem:

Protocolos de higiene e assepsia

  • Uso de antissépticos como álcool 70% ou clorexidina;
  • Lavagem adequada das mãos dos profissionais de saúde;
  • Uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) de forma rigorosa.

Controle do ambiente hospitalar

  • Limpeza e desinfecção adequada das áreas cirúrgicas;
  • Manutenção da temperatura e umidade controladas;
  • Uso de filtros de ar HEPA em salas cirúrgicas.

Manejo pré e peri-operatório

  • Profilaxia antibiótica adequada antes da cirurgia;
  • Otimização do estado nutricional do paciente;
  • Minimização do tempo de cirurgia.

Para aprofundar as estratégias de prevenção, consulte este artigo da ANVISA.

Diagnóstico de Infecção de Sítio Cirúrgico

O diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado das ISC. Os sinais clínicos incluem:

  • Vermelhidão: Eritema ao redor do sítio operatório
  • Edema: Inchaço na área
  • Dor aumentado ou persistente
  • Leucorreia ou secreção purulenta
  • Febre e mal-estar geral

Exames complementares

  • Hemograma completo
  • Cultura de secreções
  • Imagem: ultrassonografia, tomografia se houver suspeita de abscesso ou complicação profunda

Tratamento das ISC

O manejo adequado visa eliminar a infecção, promover a cicatrização e prevenir complicações. As principais ações incluem:

Terapia antimicrobiana

  • Uso de antibióticos empiricamente, ajustados após cultura
  • Duração normalmente de 7 a 14 dias, dependendo da gravidade

Intervenção cirúrgica

  • Lavagem e debridamento do local infectado
  • Remoção de tecido necrosado ou objetos estranhos
  • Drenagem de abscessos

Cuidados complementares

  • Controle da glicemia, especialmente em diabéticos
  • Manutenção de vigilância rigorosa
  • Monitoramento da resposta ao tratamento

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual a importância do código CID na gestão de ISC?

O código CID permite padronizar a classificação da infecção, facilitar a coleta de dados epidemiológicos, orientar a conduta clínica e garantir a correta documentação para fins administrativos e de seguros.

2. Como prevenir a infecção de sítio cirúrgico?

A prevenção envolve higiene rigorosa, uso de antibióticos profiláticos, manejo adequado do paciente, ambiente hospitalar controlado e técnicas cirúrgicas seguras.

3. Quais sinais indicam uma possível infecção de sítio cirúrgico?

Vermelhidão, edema, dor intensa, secreção purulenta, febre e mal-estar são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata.

4. Como é feito o tratamento de uma ISC?

O tratamento inclui antimicrobianos, debridamento cirúrgico e cuidados de suporte, sempre orientado pelos resultados de cultura e sensibilidade.

Conclusão

A infecção de sítio cirúrgico é uma complicação que requer atenção multidisciplinar, estratégias de prevenção eficazes e diagnóstico precoce para garantir desfechos favoráveis. O correto entendimento do código CID, associado às boas práticas clínicas e de higiene, é fundamental para a gestão adequada dessa condição.

Profissionais de saúde devem estar sempre atualizados quanto às recomendações de órgãos reguladores e sociedades de infectologia, reforçando o compromisso com a segurança do paciente e a eficiência dos tratamentos.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. 2016.
  2. Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Diretrizes para prevenção de infecções hospitalares. 2020.
  3. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Protocolo de prevenção de infecção de sítio cirúrgico. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/cid
  4. World Health Organization. Global guidelines for the prevention of surgical site infection. 2018.

Nota: Este artigo é uma obra de referência e complementa a prática clínica com informações atualizadas e estratégicas para uma gestão eficaz das infecções de sítio cirúrgico.