CID Infecção Corrente Sanguínea: Guia Completo e Atualizado
A infecção corrente sanguínea, conhecida também pelo termo médico Sépsis, é uma condição potencialmente grave que requer atenção urgente. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, infecções sistêmicas representam uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, especialmente em ambientes hospitalares. Este guia visa proporcionar uma compreensão aprofundada sobre a CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionada à infecção corrente sanguínea, abordando conceitos, classificação, etiologia, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção.
O que é CID?
CID é o sistema padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar e codificar doenças, incluindo quadros infecciosos como a infecção corrente sanguínea. Cada condição tem um código específico, facilitando registros epidemiológicos, pesquisas e estratégias de saúde pública.

Entendendo a CID para Infecção Corrente Sanguínea
Códigos CID-10 relacionados à infecção sistêmica
Na CID-10, a infecção corrente sanguínea é classificada principalmente sob os seguintes códigos:
| Código CID-10 | Descrição | Detalhes |
|---|---|---|
| A41.0 | Sepsis por Escherichia coli | Infecção grave causada pela bactéria Escherichia coli |
| A41.1 | Sepsis por Streptococcus | Inclui diferentes espécies de Streptococcus |
| A41.2 | Sepsis por outras gram-negativas bactérias | Bactérias diversas podem causar sepse |
| A41.3 | Sepsis devido a outros Bactérias múltiplas | Infecção por múltiplas bactérias |
| A41.9 | Sepsis, não especificada | Quando a causa não é determinada |
Fonte: Diretório da CID-10
O Que é a Infecção Corrente Sanguínea?
Definição
A infecção corrente sanguínea, ou sepse, é uma resposta grave do organismo a uma infecção que se dissemina na corrente sanguínea, levando a uma resposta inflamatória sistêmica. Essa condição pode evoluir para choque séptico, falência de órgãos e morte se não tratada rapidamente.
Etiologia
Diversos agentes infecciosos podem causar a infecção sanguínea, sendo os mais comuns:
- Bactérias gram-negativas: Escherichia coli, Klebsiella spp., Pseudomonas aeruginosa
- Bactérias gram-positivas: Streptococcus spp., Staphylococcus aureus
- Fungos: Candida spp., especialmente em imunossuprimidos
Fatores de risco
- Imunossupressão
- Uso de cateteres e dispositivos invasivos
- Cirurgias recentes
- Condições crônicas como diabetes e câncer
- Idade avançada
Sinais e Sintomas da Infecção Corrente Sanguínea
Os sinais e sintomas podem variar, mas os principais incluem:
- Febre alta ou hipotermia
- Taquicardia (batimentos acelerados)
- Hipotensão arterial
- Confusão mental ou alteração de estado mental
- Sudorese excessiva
- Dificuldade respiratória
- Mal-estar intenso
Como reconhecer a sepse
A sepse é muitas vezes confundida com outras doenças devido aos sintomas inespecíficos, por isso, é fundamental uma avaliação médica rápida quando há suspeita.
Diagnóstico da CID de Infecção Corrente Sanguínea
Exames laboratoriais essenciais
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Hemograma completo | Detectar sinais de infecção e inflamação |
| Hemoculturas | Identificar o agente causador da sepse |
| Exames de função renal e hepática | Avaliar comprometimento de órgãos |
| Lactato sanguíneo | Avaliar gravidade e risco de choque séptico |
| Gasometria arterial | Monitorar troca gasosa e oxigenação |
Critérios clínicos para diagnóstico
Segundo o Sepsis-3, a definição atual de sepse é:
"Resposta do hospedeiro à infecção que causa disfunção orgânica ao nível bioquímico, fisiológico ou clínico."
A avaliação envolve sinais de disfunção em múltiplos órgãos, como disfunção renal, respiratória, cardiovascular e neurológica.
Tratamento para CID de Infecção Corrente Sanguínea
Abordagem inicial
- Administração rápida de antibióticos empiricamente, ajustados após resultados de culturas
- Reposição de líquidos para manter a pressão arterial e perfusão tecidual
- Monitoramento contínuo em unidade de terapia intensiva (UTI) nos casos mais graves
Tratamento medicamentoso
| Categoria | Exemplos | Observações |
|---|---|---|
| Antibióticos de amplo espectro | Piperacilina-tazobactam, Carbapenêmicos | Iniciados o mais cedo possível |
| Vasopressores | Noradrenalina | Para manter a pressão arterial em casos de choque séptico |
| Corticoides | Sob avaliação médica | Em casos específicos de insuficiência adrenal ou resistência aos vasopressores |
Cuidados de suporte
- Ventilação mecânica se necessário
- Hemodiálise em caso de insuficiência renal
- Nutrição adequada e suporte ao paciente crítico
Importante: Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maiores são as chances de sobrevivência.
Prevenção da Infecção Corrente Sanguínea
Prevenir a sepse envolve ações profiláticas e controle de infecções:
- Uso adequado de antibióticos
- Higiene rigorosa em ambientes hospitalares
- Manutenção adequada de dispositivos invasivos e cateteres
- Vacinação contra infecções comuns (Ex.: hepatite B, influenza)
- Educação dos profissionais de saúde e pacientes
Para informações detalhadas sobre protocolos de prevenção, consulte OMS - Prevenção de Infecções Hospitalares.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual a diferença entre sepse e choque séptico?
Sepse é a resposta do organismo a uma infecção grave, enquanto o choque séptico ocorre quando há uma queda drástica na pressão arterial devido à sepse, levando a falência de órgãos e risco de morte.
2. Como sei se tenho uma infecção sanguínea?
Sintomas como febre, calafrios, confusão, dificuldade respiratória e queda da pressão arterial são sinais de alerta. É fundamental procurar atendimento médico imediatamente.
3. É possível prevenir a infecção sanguínea?
Sim. Com práticas de higiene adequadas, controle de dispositivos invasivos, vacinação e uso racional de antibióticos, a incidência pode ser reduzida.
4. Qual o prognóstico para pacientes com CID de infecção sanguínea?
Depende da rapidez do diagnóstico, do agente etiológico, da gravidade da condição e da resposta ao tratamento. Quanto mais precoce o tratamento, melhor a chance de recuperação.
Conclusão
A infecção corrente sanguínea ou sepse representa uma emergência médica que exige intervenção rápida e eficaz. A utilização correta da classificação CID-10 facilita não só o diagnóstico, mas também o monitoramento epidemiológico, contribuindo para estratégias de prevenção e tratamento mais eficazes. Como disse Thomas H. Miller, renomado infectologista:
“A sepse é uma corrida contra o tempo, onde o atraso no tratamento pode custar a vida.”
Portanto, compreender os aspectos relacionados à CID da infecção sanguínea é fundamental para profissionais de saúde, pacientes e familiares, no combate a essa condição potencialmente fatal.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Diretório da CID-10
- Singer M, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016.
- Sociedade Brasileira de Infectologia. Guia de Tratamento da Sepse. 2020.
- Agência de notícias de saúde. "Prevenção de infecções hospitalares." Disponível em: https://www.who.int/infection-prevention/en/
Este artigo foi elaborado visando informar de forma clara e aprofundada sobre a CID relacionada à infecção corrente sanguínea, contribuindo para a disseminação do conhecimento e melhoria na assistência à saúde.
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