CID Infarto Sem Supra: Entenda as Causas e Tratamentos Essenciais
O infarto do miocárdio é uma das maiores causas de morte no Brasil e no mundo. Quando pensamos em um infarto, geralmente associamos ao quadro clássico de elevação do segmento ST no eletrocardiograma (ECG), conhecido como "Infarto com supra de ST". Contudo, existe um subtipo que chama atenção por sua complexidade e particularidades: o infarto sem supra de ST, também referido pelo CID (Código Internacional de Doenças) como "CID 121 - Infarto do miocárdio sem elevação do segmento ST".
Este artigo tem como objetivo explicar de forma clara e detalhada o que é o CID de infarto sem supra, abordando suas causas, sintomas, diagnósticos, tratamentos, além de esclarecer dúvidas frequentes.

O que é o CID de infarto sem supra?
Definição
O CID 121 - Infarto do miocárdio sem elevação do segmento ST refere-se a um tipo de ataque cardíaco em que há dano ao músculo cardíaco, mas sem a elevação do segmento ST no eletrocardiograma. Isso diferencia o infarto sem supra de ST do infarto clássico, que apresenta alterações específicas no ECG.
Diferença entre infarto com e sem supra de ST
| Características | Infarto com Supra de ST | Infarto sem Supra de ST |
|---|---|---|
| Alterações no ECG | Elevação do segmento ST | Não há elevação, apenas alterações secundárias |
| Potencial dano ao músculo | Geralmente mais extenso, mais grave | Pode ser mais localizado e assemelhar-se a angina instável |
| Urgência no tratamento | Imediata; requer intervenção rápida | Também requer atenção, mas o diagnóstico pode ser mais desafiador |
"Identificar precocemente as diferenças entre esses tipos de infarto é fundamental para garantir o tratamento adequado e melhorar as chances de sobrevida." – Dr. João Silva, Cardiologista
Causas do infarto sem supra de ST
Principal causa: a circulação sanguínea comprometida
O infarto sem supra de ST ocorre quando há um bloqueio parcial ou completo de uma das artérias coronárias, responsável por fornecer sangue ao músculo cardíaco. Essa obstrução pode resultar de:
- Placas de gordura (aterosclerose): acumuladas na parede das artérias.
- E a formação de um trombo: coagulo que obstrui parcialmente a artéria.
- Espasmo coronariano: constrição temporária da artéria, que reduz ou interrompe o fluxo sanguíneo.
- Disseções arteriais: rasgadura na parede da artéria.
Fatores de risco
| Fatores de risco | Detalhes |
|---|---|
| Idade | Principalmente após os 45 anos em homens e 55 em mulheres |
| Hipertensão arterial | Contribui para o acúmulo de placas |
| Diabetes mellitus | Aumenta a risco de aterosclerose |
| Tabagismo | Dócil aumento do risco |
| Colesterol alto | Promove formação de placas ateroscleróticas |
| Sedentarismo | Maior risco de doenças cardio e obesidade |
| Histórico familiar | Caso haja parentes com doenças cardíacas |
Sintomas do infarto sem supra de ST
Os sinais podem variar, mas os principais incluem:
- Dor ou desconforto no peito
- Dor que irradia para braço, pescoço, mandíbula ou costas
- Sensação de falta de ar
- Fraqueza ou tontura
- Náusea e vômito
- Sudorese excessiva
Importância do diagnóstico precoce
Por não apresentar o clássico elevação do segmento ST, o infarto sem supra muitas vezes passa despercebido, dificultando o diagnóstico imediato. Assim, é fundamental que pacientes com fatores de risco e sintomas sugestivos procurem urgência médica para exames complementares.
Diagnóstico
Exames essenciais
| Exame | Finalidade |
|---|---|
| Eletrocardiograma (ECG) | Detectar alterações secundárias ou evidências de isquemia |
| Marcadores cardíacos | Troponina, CK-MB para identificar morte celular precoce |
| Angiografia coronária | Visualizar obstruções e realizar intervenção se necessário |
| Outros exames | Ecocardiograma, teste de estresse, etc. |
Como se realiza o diagnóstico diferencial?
O diagnóstico leva em conta:
- O quadro clínico
- Alterações no ECG
- Elevacão de marcadores de necrose miocárdica
Tratamentos essenciais para infarto sem supra
Medicina de emergência
- Administração de oxigênio: em casos de hipoxemia
- Antiagregantes plaquetários: aspirina, clopidogrel
- Nitratos: para aliviar sintomas e diminuir a carga cardíaca
- Beta-bloqueadores: controlam a frequência cardíaca
- Analgesia: morfina em casos de dor intensa
- Anticoagulantes: heparina ou outros, para prevenir formação de trombos
Intervenções invasivas
| Procedimento | Quando indicar |
|---|---|
| Angioplastia e colocação de stent | Quando há obstrução significativa na artéria coronária |
Para casos mais graves e com dano extenso, pode ser necessária a realização de cirurgia de revascularização miocárdica (by-pass coronariano).
A importância do acompanhamento
Após o tratamento inicial, o paciente deve seguir orientação médica para controle de fatores de risco, uso de medicamentos contínuos, mudanças no estilo de vida, incluindo alimentação saudável, atividade física regular e controle do estresse.
Como prevenir o infarto sem supra de ST?
- Manter uma alimentação balanceada
- Praticar exercícios físicos regularmente
- Controlar a hipertensão arterial e o diabetes
- Parar de fumar
- Monitorar os níveis de colesterol
- Reduzir o consumo de álcool
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Como diferenciar um infarto sem supra de ST de uma angina instável?
A angina instável apresenta dor no peito semelhante, porém geralmente é de menor duração, aliviada com repouso ou medicamentos. O infarto sem supra de ST apresenta sinais de dano miocárdico, com alterações em exames de sangue e ECG.
2. Quanto tempo leva para um infarto sem supra causar danos permanentes no coração?
O dano pode ocorrer em poucas horas após o início dos sintomas. Quanto mais rápido o tratamento, menor a chance de sequelas permanentes.
3. É possível ter um infarto sem apresentar sintomas?
Sim, especialmente em idosos, diabéticos ou pessoas com enzimas alteradas, onde o quadro pode ser silencioso.
4. O infarto sem supra de ST pode evoluir para um infarto com supra de ST?
Sim, pode ocorrer uma evolução dependendo da evolução da obstrução e do dano ao músculo cardíaco.
Conclusão
O CID 121, referente ao infarto sem supra de ST, representa um desafio no diagnóstico e tratamento, pois muitas vezes os sinais são menos evidentes que no infarto clássico. Com o avanço da medicina e a realização de exames complementares, é possível identificar e tratar essa condição de forma eficaz, reduzindo riscos de complicações e morte.
A prevenção permanece como a melhor estratégia: adotar um estilo de vida saudável, controlar fatores de risco e procurar atendimento médico ao primeiro sinal de suspeita podem salvar vidas.
Referências
Ministério da Saúde. Protocolo de Atendimento ao Infarto do Miocárdio. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_atendimento_infarto_miocardio.pdf
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de Diagnóstico e Tratamento da Insuficiência Cardíaca. https://publications.cardiol.br/portal/profissional/detalhes/61
World Health Organization. Cardiovascular Diseases. https://www.who.int/health-topics/cardiovascular-diseases
Lembre-se: se você sentir os sintomas citados ou tiver fatores de risco, procure atendimento médico imediatamente. Sua saúde depende de ações rápidas e informadas.
MDBF