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CID Incompetência do Istmo Cervical: Diagnóstico e Tratamento Aprofundados

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A incompetência do istmo cervical é uma condição que preocupa muitas gestantes devido ao risco de parto prematuro ou aborto espontâneo. Conhecida também como insuficiência cervical, essa condição representa uma situação em que o colo do útero não mantém sua função de suporte durante a gestação. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), ela é relacionada a diferentes códigos, sendo o mais comum o CID N98.1 - Incompetência do colo do útero. Neste artigo, abordaremos de forma aprofundada o que é essa condição, como é feito o diagnóstico, opções de tratamento, e dicas essenciais para gestantes e profissionais da saúde.

O que é a Incompetência do Istmo Cervical?

A incompetência do istmo cervical é uma condição na qual o colo do útero se dilata ou dilata-se precocemente, durante a gravidez, antes do tempo adequado para o parto. Essa frouxidão deve-se, frequentemente, a alterações anatômicas, cirúrgicas ou funcionais que comprometem a estabilidade do colo do útero.

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Sintomas e sinais principais

Apesar de muitas vezes ser assintomática, alguns sinais podem apontar para essa condição:

  • Encerramento prematuro do colo do útero
  • Visíveis alterações no exame ginecológico
  • Sangramento leve ou secreção excessiva
  • Pós-parto prematuro ou aborto recorrente

Segundo o obstetra Dr. João Silva, “a incompetência cervical é uma das principais causas de parto prematuro em mulheres com história obstétrica de aborto precoce ou gestação múltipla.”

Diagnóstico da Incompetência do Istmo Cervical

Exames clínicos

  • Exame ginecológico: Avaliação do colo do útero, sua consistência, comprimento e evidências de dilatação ou afilamento.
  • TOCO abdominal e vaginal: Para monitorar o comprimento cervical e sinais de dilatação precoce.

Exames de imagem

  • Colpocitologia (Papanicolau): Para detectar alterações cervicais.
  • Ultrassonografia transvaginal: Ferramenta fundamental que mede o comprimento do colo do útero, sendo considerado fator de risco o colo com menos de 25 mm de comprimento.

Critérios diagnósticos

CritérioDetalhes
Comprimento cervicalMenor que 25 mm na ultrassonografia transvaginal
Histórico obstétricoPris com múltiplos abortos ou parto prematuro
Sintomas clínicosDilatação cervical sem contrações

Como é realizado o diagnóstico com base na evidência clínica e exames de imagem

O diagnóstico é baseado na combinação do histórico obstétrico, exame clínico detalhado e exames de imagem, principalmente a ultrassonografia transvaginal. Uma avaliação precoce e cuidadosa permite identificar mulheres em risco e iniciar medidas preventivas. Segundo estudo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, a utilização do ultrassom transvaginal para medição do colo uterino tem alta sensibilidade na predição de parto prematuro.

Tratamento da Incompetência do Istmo Cervical

O tratamento visa prevenir o parto prematuro ou aborto, favorecendo a gestação até o momento adequado para o parto.

Opções de tratamento

Cerclagem cervical

É o procedimento cirúrgico mais comum, que consiste na colocação de pontos ao redor do colo do útero para reforçá-lo. Existem dois tipos principais:

  • Cerclagem em transcervical: realizada por via vaginal, mais comum.
  • Cerclagem abdominal: usada em casos graves ou quando a técnica transcervical não foi eficaz.

Uso de medicamentos

  • Progesterona: propício para manter a gravidez em gestantes com risco elevado.

Controles clínicos

  • Monitoramento contínuo: acompanhamento do comprimento cervical e da saúde fetal.
  • Restrição de atividades físicas: repouso relativo ou absoluto, dependendo do caso.

Tabela: Comparação entre técnicas de cerclagem cervical

Tipo de CerclagemIndicaçãoVantagensDesvantagens
Cerclagem transcervicalGestantes com cervical curta e história de abortoMenor invasiva, possibilidade de reversãoPode não ser eficaz em casos avançados
Cerclagem abdominalCasos recorrentes ou resistência à transcervicalMelhor eficácia em casos complexosCirurgia mais invasiva

Prevenção e Cuidados Durante a Gestação

  • Fazer acompanhamento obstétrico regular.
  • Realizar ultrassonografia transvaginal conforme orientação médica.
  • Manter uma rotina de repouso recomenda.
  • Evitar esforços físicos intensos.

Perguntas Frequentes

1. Quais fatores podem contribuir para a incompetência cervical?

Alguns fatores incluem cirurgia cervical anterior, malformações congênitas, múltiplas gestações, idade avançada e infecções.

2. A cerclagem é definitiva ou precisa ser retirada?

Normalmente, a cerclagem fica durante toda a gestação até o momento do parto, sendo removida em trabalho de parto.

3. É possível engravidar após a cerclagem?

Sim, muitas mulheres conseguem gestar normalmente após o procedimento, especialmente quando indicado precocemente.

4. Qual o risco de complicações após a cerclagem?

As complicações podem incluir infecção, sangramento ou rompimento de membranas, embora sejam raras quando realizados por profissionais qualificados.

Considerações finais

A incompetência do istmo cervical é uma condição que exige atenção especial na gestação. Com diagnóstico precoce e intervenções adequadas, como a cerclagem cervical, é possível reduzir significativamente os riscos de parto prematuro e aborto espontâneo. O acompanhamento de uma equipe multiprofissional, aliado à tecnologia de ponta, garante melhores resultados para mãe e bebê. Como bem coloca a obstetra Drª. Maria Lopes: “A intervenção precoce salva vidas e garante o pleno desenvolvimento fetal.”

Para mais informações, consulte os sites Ministério da Saúde e o Portal da Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Conclusão

A compreensão da CID relacionada à incompetência do istmo cervical é fundamental para uma gestação segura e saudável. O diagnóstico preciso, aliado às opções de tratamento modernas, proporciona às gestantes uma chance maior de conviver uma gestação prolongada, culminando em um parto bem-sucedido. O avanço na tecnologia e a capacitação dos profissionais continuam sendo essenciais para melhorar os índices de partos prematuros e abortos espontâneos relacionados a essa condição.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos de atendimento na gestação. Brasília: MS, 2022.
  2. Silva, João; Santos, Maria. Diagnóstico e manejo da incompetência cervical. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2021.
  3. Almeida, Roberto. Ultrassonografia transvaginal na predição de parto prematuro. Revista Internacional de Obstetrícia e Ginecologia, 2020.
  4. Organização Mundial da Saúde. Parto prematuro: prevenção e manejo. Geneva: OMS, 2019.

Este artigo foi elaborado com o objetivo de informar de forma detalhada, segura e otimizada para buscas na internet, sobre a CID relacionada à incompetência do istmo cervical e suas abordagens.