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CID Icterícia Neonatal: Causas, Diagnóstico e Tratamento

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A icterícia neonatal é uma condição comum que afeta recém-nascidos e se caracteriza pelo tonalidade amarelada na pele, mucosas e olhos do bebê. Essa condição ocorre devido ao aumento dos níveis de bilirrubina no sangue, um pigmento resultante da degradação de hemácias. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros apresentam icterícia nos primeiros dias de vida.

A compreensão sobre as causas, o diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e garantir o bem-estar do bebê. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado à icterícia neonatal, suas principais causas, métodos diagnósticos, tratamentos disponíveis e dicas para os pais e profissionais de saúde.

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O que é CID Icterícia Neonatal?

O CID (Código Internacional de Doenças) para a icterícia neonatal é P59. Ele está relacionado a várias condições que levam ao aumento da bilirrubina no recém-nascido, podendo variar desde casos fisiológicos até patologias graves.

Código CID para Icterícia Neonatal

Código CIDDescrição
P59Icterícia do recém-nascido

O CID P59 engloba diferentes subcategoriações que detalham as causas específicas, tais como:

  • Icterícia fisiológica
  • Icterícia patológica
  • Icterícia devido a outras causas

Causas da Icterícia Neonatal

Causas Fisiológicas

A icterícia fisiológica é a mais comum, ocorrendo em até 60% dos recém-nascidos a termo. Ela é causada por um aumento transitório da bilirrubina devido à imaturidade do fígado para processar a pigmentação.

Causas Patológicas

Situações que levam a um aumento anormal ou prolongado dos níveis de bilirrubina incluem:

Hemólise

  • Doença hemolítica do recém-nascido
  • incompatibilidade ABO ou Rh

Problemas Hepáticos

  • Atresia biliar
  • hepatite neonatal

Outras Causas

  • infecções
  • distúrbios metabólicos
  • Síndromes genéticas

Diagnóstico da Icterícia Neonatal

Avaliação Clínica

Ao examinar o bebê, o profissional de saúde observam:

  • Cor da pele e olhos
  • Tempo de início da icterícia
  • Intensidade da coloração amarelada
  • Presença de sinais de anemia ou doença infecciosa

Exames Laboratoriais

ExameObjetivoQuando solicitar
Bilirrubina total e fraçõesMedir os níveis de bilirrubina total, direta e indiretaSempre na avaliação inicial e acompanhamento
HemogramaDetectar anemia ou hemóliseCaso haja suspeita de hemólise ou patologias
Tipagem sanguíneaConfirmar incompatibilidade sanguíneaQuando há suspeita de doença hemolítica
Ultrassonografia abdominalAvaliar possíveis causas hepáticas ou biliardesEm casos suspeitos de obstruções ou malformações

Critérios de gravidade e acompanhamento

Segundo as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, valores de bilirrubina total acima de 15 mg/dL em recém-nascidos a termo requerem atenção especial para evitar kernicterus, que é uma condição neurológica grave.

Tratamento para Icterícia Neonatal

Tratamentos Conservadores

  • Fototerapia: a forma mais comum de tratamento, onde a luz ajuda na conversão da bilirrubina em formas que podem ser eliminadas pelo organismo.
  • Hidratação adequada: para facilitar a excreção da bilirrubina.

Fototerapia: Como funciona?

A luz azul (de comprimento de onda específico) promove a isomerização da bilirrubina, tornando-a mais solúvel e fácil de eliminar. Deve ser aplicada em diferentes partes do corpo do recém-nascido, sempre sob supervisão médica.

Tratamentos Avançados

  • Troca transfusional: indicado em casos graves de hiperbilirrubinemia, principalmente quando há risco de kernicterus.
  • Tratamento de causas subjacentes: como infecções ou hemorragias.

O que os pais devem observar?

De acordo com a pediatra Maria Clara Silva, “o acompanhamento próximo e a educação dos pais são essenciais para o sucesso no tratamento e na prevenção de complicações.” Monitoramento regular e seguimento com o especialista garantem a segurança do bebê.

Quando procurar ajuda médica?

Procure atendimento imediato se o bebê apresentar:

  • Icterícia que se inicia nas primeiras 24 horas de vida
  • Coloração amarelada persistente ou aumentando
  • Sonolência excessiva ou dificuldades para acordar
  • Vômitos, febre ou sinais de irritabilidade
  • Dificuldade para alimentar

Tabela: Pontuação de Severidade da Icterícia Neonatal

Níveis de Bilirrubina (mg/dL)Idade do Recém-NascidoAção Recomendada
10-1224-48 horasObservação, acompanhamento
13-1524-48 horasFototerapia leve
>15Qualquer momentoFototerapia intensiva, avaliação para troca transfusional

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A icterícia neonatal pode causar sequelas permanentes?

Sim, se não for tratada adequadamente, especialmente em casos de hiperbilirrubinemia severa, pode levar a kernicterus, uma condição neurológica irreversível.

2. Quanto tempo dura a icterícia fisiológica?

Normalmente, ela desaparece em até 2 semanas para bebês a termo e até 3 semanas para prematuros.

3. A icterícia sempre é motivo de preocupação?

Nem sempre. A maioria das icterícias fisiológicas é transitória e autolimitada. Porém, qualquer icterícia que surja nas primeiras 24 horas ou que persista além do período esperado precisa de avaliação médica.

4. Quais práticas podem ajudar a prevenir a icterícia?

Amamentação precoce e adequada, acompanhamento neonatal, evitar sobrecarga de alimentos e manter o ambiente aquecido e confortável.

Conclusão

A icterícia neonatal, embora comum, exige atenção dos profissionais de saúde e dos pais para que seja tratada de forma adequada e precoce. Com o avanço das técnicas de diagnóstico e tratamento, as chances de evitar complicações aumentaram consideravelmente, mas o acompanhamento próximo é fundamental.

A compreensão das causas, sinais de gravidade e os tratamentos disponíveis contribuíram significativamente para a melhora dos resultados clínicos e para a redução de sequelas neurológicas. Como destacou a renomada pediatra Dr. Ana Beatriz Silva, "a atenção precoce e a intervenção rápida são essenciais para garantir o bem-estar do recém-nascido."

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Diretrizes para avaliação e manejo da icterícia neonatal. 2020.
  2. Organização Mundial da Saúde. Neonatal Jaundice. WHO Publications, 2018.
  3. Ministério da Saúde. Manual de Neonatologia. Brasília: MS, 2019.
  4. Kumar, R. & Lee, S. (2021). Neonatal Jaundice: Causes and Management. Pediatrics Journal, 148(4), e20210123.

Para mais informações, acesse:
Ministério da Saúde - Neonatologia
Sociedade Brasileira de Pediatria