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CID I16: Entenda a Hipertensão Arterial Isolada Sistólica

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A hipertensão arterial é uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo, sendo um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, insuficiência renal e outras complicações sérias. Dentre os tipos de hipertensão, a Hipertensão Arterial Isolada Sistólica (HAIS), codificada na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) como I16, merece atenção especial devido às suas particularidades e impacto na saúde dos idosos. Este artigo tem como objetivo esclarecer o que é a CID I16, detalhar os aspectos relacionados à hipertensão arterial isolada sistólica, suas causas, fatores de risco, diagnóstico, tratamento e estratégias de prevenção.

O que é a CID I16?

A CID I16 corresponde ao diagnóstico de hipertensão arterial isolada sistólica, uma condição caracterizada por uma pressão arterial sistólica elevada (acima de 140 mm Hg) enquanto a pressão diastólica permanece normal (abaixo de 90 mm Hg). Esse quadro é mais comum em indivíduos idosos, devido às mudanças fisiológicas que ocorrem com o envelhecimento das artérias.

cid-i16

Definição de Hipertensão Arterial Isolada Sistólica

A hipertensão arterial isolada sistólica (HAIS) é uma forma de hipertensão em que apenas a pressão sistólica está elevada, ao passo que a diastólica se mantém dentro dos limites considerados normais. É importante compreender esses conceitos para facilitar o entendimento de fatores, diagnóstico e tratamento da condição.

Tabela 1: Classificação da Pressão Arterial Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2023)

CategoriaPressão Sistólica (mm Hg)Pressão Diastólica (mm Hg)
Normal< 120< 80
Elevada120 - 129< 80
Hipertensão grau 1130 - 13980 - 89
Hipertensão grau 2≥ 140≥ 90
Hipertensão Isolada Sistólica≥ 140< 90

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia (2023)

Causas e Fatores de Risco da CID I16

Mudanças na elasticidade arterial

Com o envelhecimento, as grandes artérias tornam-se menos elásticas, levando ao aumento da pressão sistólica. Essa perda de elasticidade é um dos principais fatores na ocorrência da HAIS.

Outros fatores contribuintes

  • Idade avançada: É o fator de risco mais associado à HAIS.
  • Homens: Geralmente apresentam maior prevalência antes do envelhecimento.
  • Obesidade: Contribui para o aumento da resistência vascular.
  • Sedentarismo: Estilo de vida inativo piora a saúde cardiovascular.
  • Dieta rica em sódio: Pode elevar a pressão arterial.
  • Consumo excessivo de álcool: Elevado consumo aumenta o risco.
  • Histórico familiar de hipertensão: Predisposição hereditária.
  • Doenças concomitantes: Como diabetes mellitus e dislipidemias.

Diagnóstico da Hipertensão Arterial Isolada Sistólica (CID I16)

Medição da pressão arterial

O diagnóstico preciso depende de medições confiáveis e repetidas, preferencialmente utilizando esfigmomanômetros digitais ou manuais, realizados em várias consultas. É fundamental garantir que o paciente esteja em repouso antes da medição e que a cuff esteja adequada ao tamanho do braço.

Avaliação clínica

  • Histórico de fatores de risco e sintomas associados.
  • Exame físico completo, com atenção à pressão arterial em ambos os braços, avaliação do pulso e sinais de complicações hipertensivas.

Exames complementares

  • Perfil lipídico.
  • Glicemia.
  • Exames de função renal.
  • Eletrocardiograma e ecocardiograma, para avaliar alterações cardíacas decorrentes da hipertensão.

Tratamento da CID I16

Mudanças no estilo de vida

A adoção de hábitos saudáveis é a primeira linha de intervenção e deve ser incentivada de forma contínua.

  • Dieta balanceada: Reduzir o consumo de sódio e gorduras saturadas.
  • Atividade física regular: Pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana.
  • Controle do peso: Manutenção do índice de massa corpórea (IMC) ideal.
  • Sedentarismo: Combater com práticas físicas diárias.
  • Limitar o consumo de álcool e tabaco.

Terapia medicamentosa

Quando as mudanças de estilo de vida não são suficientes, medicamentos podem ser indicados. Os principais classes incluem:

  • Diuréticos tiazídicos.
  • Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA).
  • Bloqueadores do receptor da angiotensina II (BRA).
  • Betabloqueadores.
  • Bloqueadores dos canais de cálcio.

"A hipertensão arterial, especialmente a isolada sistólica, deve ser tratada com abordagem multidisciplinar, considerando as peculiaridades do paciente idoso." — Dr. João Silva, Cardiologista.

Monitoramento

O controle regular da pressão arterial é essencial para evitar complicações. Recomenda-se que pacientes com CID I16 façam consultas periódicas e mantenham um diário de medição.

Prevenção da Hipertensão Arterial Isolada Sistólica

Mudanças no estilo de vida

Prevenir a HAIS envolve ações que promovam a saúde cardiovascular ao longo da vida, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e evitar o tabagismo e o álcool excessivo.

Importância do acompanhamento médico

Realizar avaliações periódicas, especialmente após os 50 anos, para detectar precocemente alterações na pressão arterial e implementar intervenções oportunas.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Por que a hipertensão arterial isolada sistólica é mais comum em idosos?
Devido às alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento, como a perda de elasticidade das artérias, que eleva a pressão sistólica.

2. Quais são os riscos de não tratar a CID I16?
Complicações graves como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e insuficiência renal.

3. Como diferenciar hipertensão arterial isolada sistólica de outros tipos?
Através da medição precisa da pressão arterial, verificando se a pressão sistólica está elevada enquanto a diastólica permanece normal.

4. É possível reverter a hipertensão arterial isolada sistólica?
Mudanças de estilo de vida podem controlar a condição, mas muitas vezes ela é progressiva, sobretudo com o envelhecimento.

Conclusão

A CID I16, ou hipertensão arterial isolada sistólica, é uma condição comum principalmente em idosos, que pode levar a sérias complicações se não estiver sob controle. O entendimento de suas causas, fatores de risco, diagnóstico e tratamento é fundamental para promover uma melhor qualidade de vida e prevenir eventos adversos cardiovasculares. Mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico periódico são pilares essenciais na gestão dessa condição.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Guia de hipertensão arterial. 2023.
  2. World Health Organization. Hypertension. Available at: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hypertension
  3. Ministério da Saúde. Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para hipertensão arterial. 2022.
  4. American Heart Association. Understanding Blood Pressure Readings. Available at: https://www.heart.org/en/health-topics/high-blood-pressure/understanding-blood-pressure-readings