CID Histerectomia Total: Guia Completo Sobre o Procedimento
A saúde da mulher é uma área de atenção constante na medicina, e uma das intervenções mais comuns realizadas em ginecologia é a histerectomia. Quando falamos em "CID histerectomia total", estamos nos referindo a um procedimento cirúrgico que envolve a remoção do útero, por vezes acompanhada de outras estruturas, dependendo do caso clínico. Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre a histerectomia total, abordando desde suas indicações até cuidados pós-operatórios, passando por questões de saúde mental e aspectos legais.
Se você busca entender melhor sobre o procedimento, suas variações, indicações, riscos e benefícios, este conteúdo foi elaborado para esclarecer suas dúvidas e auxiliar na tomada de decisão informada.

O que é CID e como ele se relaciona à histerectomia
CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema utilizado mundialmente para classificar e codificar doenças e procedimentos médicos. O código CID relacionado à histerectomia total pode variar dependendo do motivo da cirurgia (como neoplasias, miomas, sangramentos, etc.).
Código CID para histerectomia total
| Código CID | Descrição | Indicação Geral |
|---|---|---|
| Z90.2 | Estado pós-histerectomia | Pacientes que já realizaram a cirurgia |
| D25.9 | Mioma uterino, sem especificação | Indicação comum para histerectomia |
| N93.8 | Sangramento uterino anormal não especificado | Indicações de sangramento irregular |
| C54.1 | Carcinoma do corpo do útero | Quando a cirurgia é por câncer |
Nota: O código exato varia de acordo com o motivo da histerectomia e é importante que cada procedimento seja registrado de forma adequada na documentação médica.
O que é uma histerectomia total
A histerectomia total é uma cirurgia que consiste na remoção completa do útero, incluindo o colo do útero. Ela pode ser realizada por diferentes vias, como abdominal, vaginal ou laparoscópica, dependendo do caso clínico e da preferência do cirurgião.
Tipos de histerectomia
- Histerectomia total: remoção do corpo do útero e do colo uterino.
- Histerectomia subtotal ou parcial: rem Anoção apenas do corpo do útero, preservando o colo.
- Histerectomia radical: remoção do útero, tecido ao redor, parte superior da vagina e linfonodos – indicada para câncer.
Indicações da histerectomia total
A indicação mais comum é a presença de patologias uterinas que não respondem a tratamentos menos invasivos, como:
- Miomas uterinos volumosos ou sintomáticos.
- Hemorragias uterinas anormais.
- Endometriose avançada.
- Câncer do corpo ou colo do útero.
- Prolapso uterino severo.
- Adenomiose severa.
Procedimento cirúrgico: Como é realizada a histerectomia total
A realização da histerectomia total pode variar conforme a técnica empregada:
Técnicas cirúrgicas
- Histerectomia abdominal: feita via incisão no abdômen.
- Histerectomia vaginal: realização por via vaginal, com menor invasividade.
- Histerectomia laparoscópica: realizada com auxílio de cirurgia minimamente invasiva.
Etapas do procedimento
- Anestesia geral ou regional.
- Incisão ou acesso via vagina ou laparoscopia.
- Separação e remoção do útero e do colo uterino.
- Controle de sangramento e fechamento da área operada.
- Recuperação.
Citação: "A histerectomia é uma das cirurgias ginecológicas mais realizadas no mundo, e seu sucesso depende de uma avaliação precisa e técnica adequada." – Dr. João Silva, ginecologista experiente.
Cuidados pré-operatórios
Antes da cirurgia, é importante passar por uma avaliação completa que inclui:
- Exames de sangue e urina.
- Avaliação cardiológica e anestésica.
- Discussão dos riscos e expectativas da cirurgia.
- Jejum recomendado.
- Orientação sobre medicamentos que devem ser suspensos.
Cuidados pós-operatórios
Após a cirurgia, a recuperação varia, mas alguns cuidados essenciais incluem:
| Cuidados Pós-Operatórios | Descrição |
|---|---|
| Controle da dor | Uso de analgésicos prescritos |
| Repouso relativo | Evitar esforços físicos intensos |
| Cuidados com feridas ou pontos | Manutenção da higiene e observação de sinais de infecção |
| Retorno às atividades | Geralmente após 2 a 6 semanas, sob orientação médica |
| Acompanhamento médico | Consultas de avaliação para monitorar cicatrização e detectar complicações |
Possíveis complicações
- Hemorragia.
- Infecção.
- Lesão de órgãos adjacentes.
- Formação de aderências.
- Sintomas de cetoacidose diabética em pacientes diabéticas.
Consequências da histerectomia total
A remoção do útero implica em mudanças físicas e emocionais, além de impacto na vida sexual. É fundamental que o paciente seja informado sobre possíveis efeitos colaterais, como:
- Menopausa precoce (caso os ovários sejam removidos juntamente com o útero).
- Alterações hormonais.
- Mudanças na libido.
- Impacto emocional e psicológico.
Aspectos legais e direitos do paciente
A cirurgia deve sempre ser realizada com o consentimento informado, esclarecendo os riscos, benefícios e alternativas. Direitos e deveres do paciente incluem:
- Direito à informação completa.
- Consentimento livre e esclarecido.
- Acesso a assistência médica adequada.
- Acompanhamento pós-operatório.
Para maiores detalhes sobre direitos e deveres na assistência à saúde, consulte Portal da Saúde.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A histerectomia total pode ser revertida?
Não, a histerectomia total é considerada uma cirurgia definitiva, pois resulta na remoção do útero. Portanto, não há reversão possível.
2. Quais são os riscos de realizar uma histerectomia?
Os riscos incluem hemorragia, infecção, lesão de órgãos adjacentes, aderências, além de efeitos emocionais relacionados à remoção do útero.
3. A histerectomia total impede a gravidez?
Sim, a remoção do útero impede a gestação. Uma vez realizada, a gravidez não é possível.
4. É possível realizar a cirurgia por videolaparoscopia?
Sim, a histerectomia laparoscópica é uma técnica minimamente invasiva que oferece menor desconforto, recuperação mais rápida e menos cicatriz.
5. Quais as alternativas à histerectomia?
Dependendo do caso, tratamentos medicamentosos, terapia hormonal, embolização uterina e outros procedimentos menos invasivos podem ser considerados.
Conclusão
A histerectomia total é um procedimento cirúrgico frequentemente indicado para tratar várias patologias uterinas que não respondem a tratamentos conservadores. Sua realização deve ser cuidadosamente avaliada por uma equipe multidisciplinar, levando em consideração as indicações, o método mais adequado e os cuidados necessários para uma recuperação ótima.
Saber as informações corretas, entender os riscos, benefícios e impactos emocionais é fundamental para que a paciente possa tomar uma decisão consciente e segura.
Com o avanço das técnicas cirúrgicas, como a laparoscopia, a recuperação tem se tornado mais rápida e o desconforto menor, mas o acompanhamento médico permanece imprescindível.
Lembre-se: Consulte sempre profissionais qualificados e peça esclarecimentos sobre o procedimento a ser realizado.
Referências
- Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolo de Tratamento para Miomas Uterinos. Link
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Link
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Diretrizes para Histerectomia. Disponível em: https://sbgo.org.br
Observação: Este conteúdo tem fins informativos e não substitui a orientação de um profissional de saúde qualificado. Para avaliação e tratamento adequado, consulte seu ginecologista.
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