CID Hipogonadismo Masculino: Sintomas, Causas e Tratamentos
O hipogonadismo masculino é uma condição que afeta a produção de hormônios sexuais masculinos, principalmente a testosterona, e pode impactar significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), essa condição muitas vezes permanece subdiagnosticada, o que reforça a importância de compreender seus sintomas, causas e opções de tratamento. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID relacionado ao hipogonadismo masculino, as suas manifestações clínicas, fatores predisponentes e opções de manejo, com o objetivo de orientar pacientes e profissionais de saúde.
O que é o CID para Hipogonadismo Masculino?
O Código Internacional de Doenças (CID) para Hipogonadismo Masculino é o E23.0. Este código está inserido na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) e refere-se à deficiência de produção de testosterona e outros hormônios produzidos pelos testículos. O diagnóstico preciso e a compreensão desta condição são essenciais para o manejo clínico adequado.

Sintomas do Hipogonadismo Masculino
Quais são os sinais mais comuns?
O hipogonadismo pode se apresentar de diversas formas, dependendo da idade de início, intensidade e causas. A seguir, destacamos os principais sintomas:
- Falta de desenvolvimento sexual na puberdade: ausência de crescimento de pelos faciais, voz mais fina, músculos menos desenvolvidos.
- Baixa libido: diminuição do desejo sexual.
- Disfunção erétil: dificuldade em manter ou obter uma ereção.
- Fadiga constante: sensação de cansaço excessivo.
- Alterações de humor: irritabilidade, depressão e ansiedade.
- Perda de massa muscular: redução da força muscular.
- Aumento de gordura corporal: especialmente na região abdominal.
- Diminuição da densidade óssea: risco de osteoporose.
- Infertilidade: redução ou ausência de produção de espermatozoides.
Sintomas em diferentes fases da vida
| Fase da Vida | Sintomas |
|---|---|
| Puberdade | Atraso no desenvolvimento de características sexuais secundárias, como pelos faciais, voz grossa e aumento testicular. |
| Adulto | Desejo sexual reduzido, disfunção erétil, fadiga e alterações de humor. |
| Idoso | Aumento da fadiga, osteoporose, diminuição da massa muscular. |
Causas do Hipogonadismo Masculino
Causas primárias (testiculares)
O hipogonadismo primário ocorre quando há um problema nos testículos. As causas incluem:
- Anomalias genéticas: Síndrome de Klinefelter, que é a mais comum.
- Traumas ou cirurgias: que afetam os testículos.
- Infecções: como meningite ou sarampo.
- Radiação ou quimioterapia.
- Idade avançada: envelhecimento natural dos testículos.
Causas secundárias (hipotálamo ou hipófise)
Estas envolvem problemas nas glândulas que controlam a produção de testosterona:
- Tumores hipófise ou hipófise-prolactinomas.
- Distúrbios hormonais: hipóguoidade, hipotiroidismo.
- Medicamentos: opioides, corticosteroides.
- Doenças crônicas: HIV, tuberculose.
Causas de origem desconhecida
Em alguns casos, a causa exata não pode ser identificada, sendo o hipogonadismo idiopático.
Diagnóstico do CID E23.0
Exames laboratoriais
- Níveis de testosterona sérica.
- Hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo-estimulante (FSH).
- Outros marcadores hormonais, conforme necessidade.
Avaliação clínica
- História clínica detalhada.
- Exame físico completo.
Exames de imagem
- Ultrassonografia testicular.
- Cintilografia ou ressonância magnética no caso de suspeita de tumores hipofisários.
Tratamento do Hipogonadismo Masculino
Terapia de reposição de testosterona
A principal abordagem terapêutica é a reposição hormonal, levando à melhora dos sintomas e à prevenção de complicações.
| Método de Administração | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|
| Gel transdérmico | Fácil de aplicar, controle de doses | Pode causar irritação na pele |
| Injeções intramusculares | Efeito prolongado, doses controladas | Pode causar picos de testosterona |
| Pilinhas subcutâneas | Liberação contínua, menor controle necessário | Acesso mais invasivo |
| Camisetas transdérmicas | Simples de usar | Pode causar irritação na pele |
Outras intervenções
- Tratamento de condições associadas, como osteoporose.
- Terapias que visam a fertilidade, em casos específicos.
- Mudanças no estilo de vida: alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e controle do peso.
Considerações importantes
"A terapia de reposição de testosterona deve ser acompanhada por um profissional especializado, considerando os riscos e benefícios." — Divulgação de especialista em endocrinologia.
Para maior informações sobre tratamentos hormonais, acesse Saúde HGH.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O hipogonadismo masculino pode ser curado?
Na maioria dos casos, o hipogonadismo é uma condição crônica que pode ser controlada com terapia de reposição hormonal. Algumas causas específicas, como tumores removidos, podem levar à cura total.
2. Quais os riscos da terapia de reposição de testosterona?
Podem incluir alterações na contagem de glóbulos vermelhos, risco de apneia do sono, acne, aumento da próstata e possíveis agravamentos de câncer prostático. Por isso, acompanhamento médico rigoroso é essencial.
3. Como o hipogonadismo afeta a fertilidade?
A deficiência de testosterona pode reduzir a produção de espermatozoides, levando à infertilidade. Em alguns casos, tratamentos hormonais específicos podem ajudar na recuperação da fertilidade.
Conclusão
O CID E23.0 para Hipogonadismo Masculino representa uma condição que, embora complexa, tem tratamentos eficazes quando diagnosticada precocemente. Entender os sintomas, as causas e as opções de intervenção é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos afetados. A atenção aos sinais precoces e o acompanhamento com um endocrinologista garantem uma abordagem personalizada e segura, promovendo bem-estar físico e emocional.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 10ª revisão.
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Guia de Diagnóstico e Tratamento da Insuficiência Gonadal.
Quer saber mais? Consulte um especialista em endocrinologia para avaliação detalhada e plano de tratamento adequado às suas necessidades.
MDBF