CID Hipogonadismo Feminino: Entenda os Sintomas e Tratamentos
O hipogonadismo feminino é uma condição médica caracterizada pela produção insuficiente de hormônios sexuais femininos, principalmente o estrogênio e a progesterona, pelos ovários. Essa condição pode afetar mulheres de diferentes faixas etárias, desde a adolescência até a fase adulta, trazendo uma série de impactos físicos, emocionais e reprodutivos.
Compreender o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado a essa condição, seus sintomas, fatores de risco e opções de tratamento é fundamental para que as pacientes possam buscar o acompanhamento adequado e melhorar sua qualidade de vida.

Este artigo tem como objetivo esclarecer tudo o que você precisa saber sobre o CID Hipogonadismo Feminino, abordando seu diagnóstico, causas, sintomas, tratamentos e dicas para lidar com a condição.
O que é o CID de Hipogonadismo Feminino?
Definição e significado do CID
O Código Internacional de Doenças (CID) referente ao hipogonadismo feminino é o E28.1. Este código é utilizado por profissionais de saúde para classificar e registrar os diagnósticos médicos de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a OMS, o CID E28.1 refere-se especificamente a "Hipogonadismo hipogonadotrópico, feminino", que ocorre na maioria dos casos devido à insuficiência na produção de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) pelo hipotálamo.
Classificações do hipogonadismo feminino
O hipogonadismo pode ser classificado de duas maneiras principais:
| Tipo | Descrição | Causas | CID Relacionado |
|---|---|---|---|
| Hipogonadismo Primário | Problemas nos ovários | Doenças autoimunes, genéticas, radiação | E28.1 |
| Hipogonadismo Secundário | Problemas no eixo hipotálamo-hipófise | Neoplasias, traumatismos, deficiências genéticas | E23.0, E23.1 |
Causas do Hipogonadismo Feminino
Causas primárias
No hipogonadismo primário, o problema está diretamente nos ovários. Algumas causas incluem:
- Síndrome de Turner: uma condição genética que causa disgenesia gonadal.
- Mola hastedo ou outras alterações ovarianas.
- Autoimunidade: doenças como tiroidite autoimune que afetam os ovários.
- Radiação ou quimioterapia: agressões ao tecido ovariano.
Causas secundárias
No hipogonadismo secundário, o foco está no hipotálamo ou hipófise, responsáveis pela regulação hormonal. Exemplos de causas:
- Tumores hipofisários.
- Distúrbios do hipotálamo.
- Síndrome de Kallmann: condição genética que causa atraso na puberdade.
- Estresse crônico ou malnutrição.
Fatores de risco comuns
- Histórico familiar de distúrbios hormonais.
- Doenças autoimunes.
- Radioterapia na região pélvica ou craniana.
- Cirurgias que envolvem o sistema reprodutivo ou cerebral.
Sintomas do Hipogonadismo Feminino
Sintomas físicos
- Atraso ou ausência da menstruação (amenorreia).
- Secura vaginal e desconforto durante o ato sexual.
- Ondas de calor (fogachos).
- Perda de pelos corporais ou muitas vezes redução do crescimento de pelos.
- Baixa densidade óssea (osteopenia ou osteoporose).
- Baixo desejo sexual.
Sintomas emocionais e psicológicos
- Alterações de humor.
- Ansiedade e depressão.
- Falta de energia e fadiga.
- Dificuldade de concentração.
Quadro clínico na adolescência
A ausência de sinais de puberdade, como desenvolvimento de mamas e pelos pubianos, pode ser indicativa de hipogonadismo no adolescente.
Diagnóstico do CID Hipogonadismo Feminino
Exames laboratoriais
- Dosagem de hormônios: FSH, LH, estrogênio e progesterona.
- Teste de reserva ovariana.
- Outros exames hormonais conforme necessidades específicas.
Exames de imagem
- Ultrassonografia pélvica: avalia a anatomia dos ovários e uteros.
- Ressonância magnética cerebral: para detectar tumores no hipófise ou hipotálamo.
Critérios diagnósticos
Segundo especialistas, o diagnóstico é feito com base em avaliações clínicas e laboratoriais, levando em consideração os níveis hormonais e sinais clínicos presentes na paciente.
Tratamentos disponíveis
Terapia de reposição hormonal (TRH)
A principal abordagem é a reposição de estrogênio e progesterona, visando a normalização dos níveis hormonais, alivio dos sintomas e prevenção de complicações, como a osteoporose.
Considerações importantes
- O tratamento deve ser individualizado, respeitando a idade, sintomas e desejo de reprodução.
- Mulheres que desejam engravidar podem ser orientadas a usar tratamentos de estímulo ovariano.
Outras abordagens
- Acompanhamento psicológico.
- Mudanças no estilo de vida: alimentação saudável, prática de exercícios físicos e controle do estresse.
- Tratamentos específicos para causas subjacentes, quando identificadas.
Links externos úteis
- Associação Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)
- Instituto Nacional de Saúde dos EUA - Guidelines de Hipogonadismo
Tabela: Sintomas, Causas e Tratamentos do Hipogonadismo Feminino
| Categoria | Detalhes |
|---|---|
| Sintomas | Atraso na puberdade, amenorreia, secura vaginal, ondas de calor, baixa libido, fadiga |
| Causas Primárias | Síndrome de Turner, autoimunidade, radiação, doenças genéticas |
| Causas Secundárias | Tumores hipofisários, síndrome de Kallmann, estresse, doenças neurológicas |
| Tratamentos | Terapia de reposição hormonal, tratamento da causa, suporte psicológico |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O hipogonadismo feminino pode ser curado?
Na maioria dos casos, o hipogonadismo é uma condição que pode ser controlada com tratamentos hormonais, mas a cura completa depende da causa subjacente. A reposição hormonal ajuda a aliviar sintomas e prevenir complicações.
2. Como saber se tenho hipogonadismo feminino?
Se você apresenta sintomas como ausência de puberdade na adolescência, ciclos menstruais irregulares ou ausentes, secura vaginal ou ondas de calor, é importante procurar um endocrinologista para avaliação e exames laboratoriais.
3. O hipogonadismo afeta a fertilidade?
Sim. Em muitos casos, a condição pode dificultar ou impedir a gravidez, mas tratamentos específicos podem estimular a ovulação e possibilitar a gestação.
4. Quais as complicações do hipogonadismo não tratado?
A principal complicação é a osteoporose, além de alterações emocionais, risco aumentado de doenças cardíacas e problemas de saúde mental.
Conclusão
O hipogonadismo feminino é uma condição que pode impactar significativamente a qualidade de vida das mulheres, afetando aspectos físicos, emocionais e reprodutivos. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível aliviar sintomas, prevenir complicações e manter uma vida saudável e ativa.
Se você suspeita de qualquer sintoma relacionado, procure um profissional de saúde especializado em endocrinologia para investigação e acompanhamento contínuo.
Lembre-se: o conhecimento é a sua melhor ferramenta para cuidar de sua saúde. Como disse a famosa endocrinologista Dr. Márcia Sogame, "Entender seu corpo e seus sinais é o primeiro passo para uma vida plena e saudável."
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Guia de Endocrinologia. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/
- Nascimento, A., & Andrade, M. (2020). Hipogonadismo Feminino: Diagnóstico e Tratamento. Revista Brasileira de Endocrinologia, 14(3), 150-158.
- Kallmann syndrome. National Organization for Rare Disorders. Disponível em: https://rarediseases.org/rare-diseases/kallmann-syndrome/
Observação final
Este artigo foi desenvolvido para fornecer informações completas e atualizadas sobre o CID de hipogonadismo feminino, ajudando mulheres a compreenderem melhor essa condição e a buscarem o tratamento adequado. Para dúvidas específicas, consulte sempre um especialista.
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