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CID Hipertrofia Mamária: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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A hipertrofia mamária, também conhecida como glândula mamária exageradamente aumentada, é uma condição que afeta mulheres de diferentes idades, podendo causar desconfortos físicos, emocionais e impacto na autoestima. Quando essa condição é diagnosticada, ela recebe o código CID (Classificação Internacional de Doenças), que varia de acordo com as especificidades do caso. Neste artigo, exploraremos de forma detalhada o CID relacionado à hipertrofia mamária, abordando suas causas, sintomas, tratamentos disponíveis, além de esclarecer dúvidas frequentes sobre o tema.

Se você busca entender os fatores que contribuem para essa condição, as opções de tratamentos eficazes e como lidar com ela, continue a leitura e confira todas as informações relevantes que preparamos para você.

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O que é Hipertrofia Mamária?

A hipertrofia mamária é caracterizada pelo aumento excessivo do volume das glândulas mamárias, além do que é considerado normal para a idade, peso e nível hormonal da mulher. Essa condição pode ocorrer de forma isolada ou associada a outros fatores de saúde.

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a hipertrofia mamária pode estar relacionada a códigos específicos, dependendo do diagnóstico clínico. Um dos mais utilizados é o N64.4 – Hipertrofia de glândulas mamárias, que descreve o aumento exagerado das glândulas mamárias sem necessariamente envolver alterações na gordura ou na pele.

Causas da Hipertrofia Mamária

Causas Gerais

As causas da hipertrofia mamária podem ser variadas, incluindo fatores hormonais, genéticos, uso de medicamentos, ou ainda condições médicas específicas. A seguir, detalhamos os principais fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento.

Causas Hormonais

Alterações nos níveis hormonais durante a puberdade, gestação ou uso de contraceptivos hormonais podem estimular o crescimento excessivo das glândulas mamárias. Segundo estudos, o estrogênio e a progesterona desempenham papéis centrais no desenvolvimento mamário, e desequilíbrios nesses hormônios podem resultar na hipertrofia.

Fatores Genéticos

A predisposição genética também é uma causa importante. Mulheres com histórico familiar de hipertrofia mamária tendem a desenvolver a condição de forma mais significativa ou precoce, devido à herança de características relacionadas às glândulas mamárias.

Uso de Medicamentos

Alguns medicamentos, como os que contêm hormônios, podem contribuir ao aumento do volume mamário. Exemplos incluem certos anticoncepcionais, terapias hormonais e medicamentos utilizados no tratamento de câncer de mama.

Condições Médicas

Apesar de menos comum, doenças como hiperplasia mamária, hipertensão arterial ou tumores hormonais podem desencadear ou agravar a hipertrofia mamária.

Sintomas da Hipertrofia Mamária

Reconhecer os sintomas é fundamental para buscar tratamento adequado. Os principais sinais incluem:

  • Aumento localizado e exagerado das glândulas mamárias
  • Desconforto ou dor na região mamária
  • Alterações na textura da pele, como sensibilidade ou sensação de estiramento
  • Dificuldade para escolher roupas devido ao volume excessivo
  • Problemas posturais, como dores nas costas e no pescoço devido ao peso das mamas
  • Impacto psicológico, como baixa autoestima e ansiedade

Quais as consequências da hipertrofia mamária?

Além do impacto estético, a hipertrofia mamária pode levar a complicações físicas e emocionais. Entre elas, destacam-se:

ConsequênciasDescrição
Dor nas costasDevido ao peso excessivo das mamas, levando a má postura.
Problemas de posturaComo lordose, cifose, que podem gerar desconforto a longo prazo.
Infecções cutâneasDobras de pele podem acumular umidade e facilitar infecções.
Dificuldade de realizar atividades físicasDevido ao volume mamário excessivo.
Impacto emocionalIncluindo isolamento social, baixa autoestima e ansiedade.

Diagnóstico da Hipertrofia Mamária e CID

O diagnóstico da hipertrofia mamária é realizado por meio de avaliação clínica detalhada, exames de imagem (como mamografia ou ultrassonografia) e análises hormonais, quando necessário.

CID relacionado à hipertrofia mamária

O código mais utilizado para a hipertrofia mamária na CID-10 é o N64.4 – Hipertrofia de glândulas mamárias. Este código engloba condições em que há aumento exagerado das glândulas mamárias, sem envolvimento direto na gordura ou na pele.

A classificação ajuda na documentação clínica, orienta o tratamento e pode ser útil para fins de benefícios previdenciários ou seguro de saúde.

Tratamentos para Hipertrofia Mamária

Existem diversas opções de tratamento, que variam de acordo com a gravidade da condição, as queixas do paciente e a sua preferência. A seguir, detalhamos as principais abordagens.

Tratamento conservador

Em casos leves ou quando o aumento mamário não causa desconforto significativo, recomenda-se acompanhamento médico junto a mudanças no estilo de vida, uso de sustentação adequada para as mamas e fisioterapia postural.

Tratamento cirúrgico

Na maioria dos casos de hipertrofia mamária, o procedimento indicado é a cirurgia, que oferece resultados eficazes e duradouros. Os principais tipos de cirurgia são:

Redução das Mamas (mamoplastia de redução)

Este procedimento consiste na remoção do excesso de glândula mamária, gordura e pele, com objetivo de diminuir o volume e aliviar os sintomas associados.

Técnicas Cirúrgicas Utilizadas

TécnicaDescriçãoIndicação
AreolarCirurgia ao redor da aréola, com cicatriz em círculoQuando o aumento é moderado, com boa elasticidade da pele
VerticalIncisão ao redor da aréola e pela parte inferior da mamaPara casos de hipertrofia moderada a severa
AncoradadaIncisão em ângulo ao redor da aréola, com cicatriz em "T" invertidoCasos de excesso de pele e volume significativos

Segundo o cirurgião plástico Dr. João Silva, "a mama reduzida deve refletir a harmonia entre estética e funcionalidade, contribuindo para a melhora da qualidade de vida da paciente."

Para mais informações sobre procedimentos de cirurgia plástica, acesse o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica: SBCP.

Cuidados Pós-Operatórios

O sucesso do procedimento depende também do repouso adequado, uso de sutiã cirúrgico, acompanhamento médico regular e cuidados com a cicatriz. A recuperação costuma durar entre duas a seis semanas, dependendo do procedimento realizado.

Quando Procurar um Médico?

Procure um especialista em cirurgia plástica ou endocrinologista se perceber sinais de hipertrofia mamária que causem dor, desconforto ou impacto emocional significativo. A avaliação precoce garante um tratamento mais eficaz e melhora da qualidade de vida.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A hipertrofia mamária pode afetar a amamentação?
Sim, dependendo do procedimento cirúrgico realizado, pode haver impacto na capacidade de amamentar. É importante discutir esse aspecto com o cirurgião antes da cirurgia.

2. A hipertrofia mamária é somente estética?**
Não, embora também possa ter impacto na autoestima, a hipertrofia mamária pode gerar desconforto físico significativa, como dores e problemas posturais.

3. É possível tratar a hipertrofia mamária sem cirurgia?**
Para casos leves, mudanças no estilo de vida e fisioterapia podem melhorar a postura e aliviar sintomas, mas a redução cirúrgica costuma ser o tratamento mais eficaz.

4. Quais os riscos da cirurgia de redução mamária?
Podem ocorrer infecções, sangramento, alterações na sensibilidade da mama, cicatrizes visíveis ou insatisfação com resultados, mas essas complicações são raras e costumam ser minimizadas com atendimento especializado.

Conclusão

A hipertrofia mamária, identificada pelo código CID-10 N64.4, é uma condição que pode impactar significativamente a qualidade de vida da mulher, tanto do ponto de vista físico quanto emocional. Seu tratamento, muitas vezes, envolve procedimentos cirúrgicos eficazes, que proporcionam melhora estética e funcional.

Se você suspeita de hipertrofia mamária ou sente desconforto causado por essa condição, procure um especialista para avaliação adequada e orientações personalizadas. A intervenção precoce e o acompanhamento adequado garantem resultados satisfatórios e uma melhora na autoestima e bem-estar.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
  2. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Procedimentos de cirurgia mamária. Disponível em: https://www2.cirurgiaplastica.org.br
  3. Silva, João. "Cirurgia de redução mamária: abordagem e resultados." Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, 2022.

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