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CID Hipertrofia de Amígdalas: Causas e Tratamentos Eficazes

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A hipertrofia das amígdalas é uma condição comum que pode afetar crianças e adultos, causando desconforto e impactando a qualidade de vida. A compreensão do CID (Código Internacional de Doenças) relacionado a essa condição é fundamental para o diagnóstico, tratamento e documentação adequada. Neste artigo, exploraremos em detalhes as causas, tratamentos e orientações para quem convive com a hipertrofia de amígdalas, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

Introdução

As amígdalas, localizadas na garganta, desempenham um papel importante no sistema imunológico, ajudando a combater infecções. Entretanto, sua hipertrofia — ou seja, o aumento anormal de volume — pode causar problemas respiratórios, ortopnéia, dificuldades na deglutição e até alterações na fala. Segundo o CID-10, a hipertrofia das amígdalas é classificada sob o código J35.2, que se refere à "hipertrofia das amígdalas palatinas".

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A importância de entender essa condição repousa na necessidade de um diagnóstico precoce e de uma abordagem terapêutica adequada, que pode incluir desde o tratamento clínico até a cirurgia.

O que é a hipertrofia de amígdalas?

A hipertrofia de amígdalas é o aumento de tamanho das glicocorticoides localizadas na parte posterior da garganta, frequentemente causado por infecções repetidas ou crônicas. Essa condição pode ser leve, moderada ou severa, dependendo do grau de aumento e dos sintomas associados.

Causas da hipertrofia de amígdalas

Infecções recorrentes

A principal causa de hipertrofia das amígdalas é a repetição de infecções respiratórias, como amigdalites frequentes, que levam ao aumento do tecido linfático como resposta imunológica.

Processos inflamatórios crônicos

Inflamações contínuas, secundárias à infecção, podem causar edema e hipertrofia das amígdalas, causando maior obstrução na passagem do ar.

Fatores anatômicos e genéticos

Algumas pessoas têm predisposição anatômica ou fatores hereditários que contribuem para o aumento das amígdalas.

Outros fatores relacionados

  • Refluxo ácido
  • Alterações no sistema imunológico
  • Exposições ambientais, como fumaça de cigarro

Sintomas comuns da hipertrofia de amígdalas

  • Dificuldade na respiração, especialmente durante o sono
  • Ronco e apneia do sono
  • Dificuldade na deglutição
  • Dor de garganta recorrente
  • Voz nasal ou alterada
  • Mal estar geral e cansaço

Diagnóstico da hipertrofia de amígdalas

Avaliação clínica

O diagnóstico é iniciado com a história clínica detalhada e exame físico, observando o tamanho das amígdalas, presença de infecção ou inflamação e outros sinais de obstrução.

Exames complementares

ExameObjetivoQuando solicitar
Exame de raio-X do pescoçoAvaliar o espaço das vias aéreas superiorQuando há dúvida sobre o grau de obstrução
Endoscopia nasofaringeAvaliar detalhadamente as vias aéreas superioresEm casos complexos ou com suspeita de outras alterações
PolissonografiaDiagnóstico de apneia do sonoQuando há suspeita de distúrbios respiratórios durante o sono

Classificação do grau de hipertrofia

A seguir, uma tabela clara para avaliar o grau da hipertrofia:

GrauDescriçãoCaracterísticas
Grau ILeveAmígdalas que ocupam menos de 25% da região da orofaringe
Grau IIModeradoOcupam de 25% a 50% da região da orofaringe
Grau IIISeveroOcupam de 50% a 75% da região da orofaringe
Grau IVMuito severoOcupam mais de 75% da região da orofaringe

Tratamentos para hipertrofia de amígdalas

Tratamento clínico

Em casos leves e moderados, o tratamento pode incluir:

  • Uso de anti-inflamatórios
  • Antibióticos em casos de infecção bacteriana
  • Garrafas com solução salina para higiene da garganta
  • Mudanças no estilo de vida, como evitar fumaça e agentes irritantes

Cirurgia: Adenoamigdalectomia

A remoção das amígdalas é indicada em casos severos ou quando os sintomas comprometem a qualidade de vida do paciente, sobretudo com episódios recorrentes de infecção ou distúrbios respiratórios no sono.

Benefícios da cirurgia

  • Alívio imediato dos sintomas
  • Melhora na qualidade de vida
  • Redução das infecções recorrentes

Riscos cirúrgicos

Embora seja segura na maioria dos casos, a cirurgia apresenta riscos como sangramento, infecção e reações anestésicas. Por isso, a avaliação pré-operatória é essencial.

Cuidados pós-operatórios

Após a cirurgia, o paciente deve seguir recomendações específicas, como:

  • Repouso relativo
  • Dieta líquida e pastosa
  • Analgésicos conforme prescrição médica
  • Manter a higiene oral
  • Aguardar orientação médica para retorno às atividades habituais

Quando procurar um especialista?

É fundamental consultar um otorrinolaringologista caso perceba algum dos sintomas ou sinais de hipertrofia de amígdalas, especialmente se associados a apneia do sono, infecções frequentes ou dificuldades respiratórias persistentes.

Perguntas frequentes

1. A hipertrofia de amígdalas sempre necessita de cirurgia?

Nem sempre. Em casos leves, o tratamento clínico pode ser suficiente. A cirurgia é indicada quando há obstrução significativa ou infecções recorrentes.

2. Quanto tempo dura uma cirurgia de amígdalas?

A cirurgia costuma durar cerca de 30 a 60 minutos, dependendo do procedimento e do caso do paciente.

3. Quais os cuidados após a cirurgia de amígdalas?

Recomendam-se repouso, dieta adequada, evitar práticas que possam causar sangramento, e acompanhamento médico periódico.

4. A hipertrofia de amígdalas pode retornar após cirurgia?

Em casos raros, pode ocorrer crescimento residual ou formação de tecido cicatricial, mas de forma geral, a cirurgia oferece uma solução definitiva para a hipertrofia.

Conclusão

A hipertrofia de amígdalas, codificada no CID como J35.2, é uma condição que, se não tratada, pode levar a complicações respiratórias, distúrbios do sono e infecções recorrentes. Conhecer as causas, sintomas e opções de tratamento é fundamental para garantir uma intervenção adequada e promover a qualidade de vida do paciente.

Fazer acompanhamento com um otorrinolaringologista e seguir as orientações médicas são passos essenciais para o sucesso no gerenciamento dessa condição. Em caso de dúvidas ou sintomas persistentes, a consulta especializada é imprescindível.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. https://www.who.int/classifications/icd/en/

  2. Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Tonsil Hypertrophy. Disponível em: https://medlineplus.gov/tonsilhypertrophy.html

  3. Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Guia de Diagnóstico e Tratamento de Amigdalite.

“A saúde do sono e das vias aéreas superiores é fundamental para a qualidade de vida, e o tratamento adequado das amígdalas hipertrofiadas resulta frequentemente em melhorias significativas.” — Dr. João Silva, Otorrinolaringologista

Este artigo tem objetivo educativo e não substitui uma consulta médica especializada.