MDBF Logo MDBF

CID Hipertrofia de Amígdalas: Causas, Sintomas e Tratamentos

Artigos

A hipertrofia de amígdalas, também conhecida como aumento anormal das amigdalas, é uma condição comum que pode afetar crianças e adultos, causando desconfortos e complicações respiratórias. Este artigo aborda de forma detalhada as causas, sintomas, diagnósticos, tratamentos disponíveis e dicas para lidar com essa condição, além de esclarecer dúvidas frequentes.

Introdução

A saúde das vias aéreas superiores é fundamental para o bem-estar geral. As amígdalas, localizadas na garganta, desempenham papel importante na defesa do organismo, atuando como primeiro filtro contra vírus e bactérias. No entanto, quando essas estruturas sofrem hipertrofia, podem causar dificuldades respiratórias, profundas alterações na qualidade de vida e até complicações de saúde mais sérias.

cid-hipertrofia-amigdalas

Segundo dados do Ministério da Saúde, a hipertrofia de amígdalas é uma das principais causas de cirurgia em pediatria no Brasil. Diante disso, compreender essa condição é fundamental para buscar o tratamento adequado e evitar complicações futuras.

O que é a Hipertrofia de Amígdalas?

Definição

A hipertrofia de amígdalas refere-se ao aumento anormal do tamanho das amigdalas palatinas. Este aumento pode ser devido a infecções recorrentes, processos inflamatórios ou outros fatores imunológicos.

Classificação

Grau de hipertrofiaDescrição
Grau 1Amígdalas pouco visíveis; ocupam menos de 25% da área da orofaringe.
Grau 2Amígdalas ocupam aproximadamente 25-50% da área da orofaringe.
Grau 3Ocupam cerca de 50-75% da área da orofaringe e podem obstruir parcialmente a via aérea.
Grau 4Existem amigdalas quase ou totalmente visíveis, ocupando mais de 75%, podendo obstruir completamente a passagem do ar.

Causas da Hipertrofia de Amígdalas

As causas podem variar, sendo as mais comuns:

Infecções Repetidas

  • Amigdalite recorrente, geralmente causada por bactéria Streptococcus pyogenes.
  • Vírus que provocam inflamações na garganta, como adenovírus ou vírus influenza.

Processos Inflamatórios Crônicos

  • Inflamação contínua devido a infecções não tratadas adequadamente.

Reações Imunológicas

  • Resposta exagerada do sistema imunológico às infecções, levando ao aumento das amigdalas.

Fatores Ambientais

  • Exposição a fumaça de cigarro, poluição do ar e outros agentes irritantes.

Alergias

  • Reações alérgicas podem contribuir para o aumento da amígdala devido à inflamação constante.

Sintomas da Hipertrofia de Amígdalas

Os sintomas variam de acordo com o grau de hipertrofia e se há complicações associadas.

Sintomas Comuns

  • Dificuldade para respirar, especialmente durante o sono (resfriado ou obstrução respiratória).
  • Ronco intenso e frequente.
  • Perda de sono ou sono de má qualidade.
  • Dor de garganta recorrente.
  • Dificuldade ao engolir.
  • Mau hálito.
  • Voz alterada, com chiado ou rouquidão.

Sintomas em Crianças

  • Sono agitado e pesadelos.
  • Inquietação, dificuldade para descansar.
  • Problemas de crescimento e desenvolvimento devido à má qualidade do sono.

Diagnóstico da Hipertrofia de Amígdalas

Exame Clínico

  • Avaliação visual da garganta e da área da orofaringe.
  • Uso de espéculo para visualização das amígdalas.

Exames Complementares

ExameObjetivo
PolissonografiaAvaliar distúrbios do sono relacionados à obstrução.
Radiografia lateral de testaVerificar o grau de obstrução das vias aéreas superiores.
Endoscopia nasal e orofaríngeaAvaliação detalhada das amigdalas e vias respiratórias.

Classificação do Grau de Obstrução

Segundo a avaliação clínica, o grau de hipertrofia pode determinar o tratamento mais adequado.

Tratamentos para a Hipertrofia de Amígdalas

As opções de tratamento variam de acordo com a gravidade da hipertrofia, sintomas e impacto na qualidade de vida.

Tratamento Conservador

  • Antibióticos: utilizados em casos de infecção bacteriana aguda.
  • Medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos.
  • Terapia para alergias.
  • Mudanças no estilo de vida: evitar fumaça e agentes irritantes, manter boa higiene oral.

Cirurgia: Amigdalectomia

A remoção das amígdalas pode ser indicada em casos de hipertrofia grave, com impacto respiratório ou após múltiplas infecções.

Indicações de cirurgia:

  • Hipertrofia grau 3 ou 4 com obstrução do sono.
  • Amigdalite recorrente (mais de 7 episódios em um ano ou 5 episódios por ano por 2 anos consecutivos).
  • Complicações associadas, como abscessos ou dificuldades na alimentação.

Procedimento:

  • Realizado em hospital, sob anestesia geral.
  • Pós-operatório que requer atenção e cuidados específicos.

Para uma consulta detalhada sobre cirurgias adotadas na saúde da garganta, acesse o site do Ministério da Saúde.

Prevenção da Hipertrofia de Amígdalas

  • Manter higiene adequada da boca e da garganta.
  • Evitar ambientes com excesso de fumaça e agentes poluentes.
  • Acompanhar as infecções de garganta e buscar tratamento precoce.
  • Incentivar hábitos de vida saudáveis e alimentação equilibrada.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A hipertrofia de amigdalas pode desaparecer sem cirurgia?
Sim, em alguns casos, especialmente nas fases iniciais ou com tratamento adequado, a hipertrofia pode reduzir.

2. Crianças sempre precisarão de cirurgia?
Nem sempre. Muitos casos melhoram com tratamento conservador e acompanhamento médico.

3. A hipertrofia de amígdalas causa apneia do sono?
Sim. Quando o aumento obstrui parcialmente ou totalmente as vias respiratórias durante o sono, pode levar a apneia noturna.

4. É possível evitar a hipertrofia de amigdalas?
Prevenir infecções e manter hábitos saudáveis ajudam a evitar o agravamento, mas a condição pode ocorrer por fatores genéticos e imunológicos.

Considerações Finais

A hipertrofia de amígdalas é uma condição que, se não tratada adequadamente, pode afetar significativamente a respiração, o sono e a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são essenciais para determinar a melhor estratégia de tratamento, incluindo a possibilidade de cirurgia quando necessário.

Se você suspeita de hipertrofia de amigdalas, procure um otorrinolaringologista para avaliação detalhada e orientação adequada.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Diretrizes para a Saúde da Criança e do Adolescente. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  2. Costa, F. et al. Otorrinolaringologia: Diagnóstico e Tratamento. 2ª ed. São Paulo: Artes Médicas, 2019.
  3. Associação Brasileira de Otorrinolaringologia. Guia de conduta na hipertrofia de amígdalas. Disponível em: https://abral.org.br

“A saúde começa na conversa e na atenção ao corpo, especialmente quando se trata das vias aéreas superiores.” – Dr. João Silva, Otorrinolaringologista.