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CID Hipertrigliceridemia: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

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A hipertrigliceridemia, caracterizada por níveis elevados de triglicerídeos no sangue, é uma condição clínica comum que pode aumentar significativamente o risco de doenças cardiovasculares, pancreatite e outras complicações de saúde. Compreender o CID (Código Internacional da Doença) associado a essa condição, bem como seus sintomas, métodos de diagnóstico e possibilidades de tratamento, é fundamental para quem busca manter a saúde em dia. Este artigo tem como objetivo explicar de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre a hipertrigliceridemia, abordando aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos.

O que é hipertrigliceridemia?

Hipertrigliceridemia é uma condição caracterizada por níveis elevados de triglicerídeos no sangue, superiores a 150 mg/dL, de acordo com as recomendações da Associação Americana do Coração. Os triglicerídeos são um tipo de gordura encontrada no sangue que, quando em excesso, pode contribuir para o desenvolvimento de doenças cardíacas e outros problemas de saúde.

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Causas da hipertrigliceridemia

As causas da hipertrigliceridemia podem ser variadas e incluem fatores genéticos, hábitos alimentares, sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de álcool, uso de certos medicamentos, e doenças como diabetes tipo 2 e doenças renais.

Fatores de risco

Fatores de riscoDescrição
ObesidadeAumenta o risco de níveis elevados de triglicerídeos
SedentarismoFalta de atividade física contribui para dislipidemias
Alimentação inadequadaDieta rica em açúcares, gorduras saturadas e trans
Diabetes mellitus tipo 2Controle glicêmico pobre aumenta a produção de triglicerídeos
Consumo excessivo de álcoolPode elevar significativamente os níveis de triglicerídeos

CID da hipertrigliceridemia

O CID (Código Internacional de Doenças) para hipertrigliceridemia varia dependendo do grau de elevação dos triglicerídeos e da causa subjacente. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças 10ª Revisão (CID-10), os códigos relevantes incluem:

  • E78.1 – Hipertrigliceridemia
  • E78.2 – Hiperlipidemia mista
  • E78.4 – Outras formas especificadas de dislipidemia

O código E78.1 é o mais utilizado para identificar a hipertrigliceridemia isolada.

Sintomas da hipertrigliceridemia

A maioria dos pacientes com hipertrigliceridemia assintomática, ou seja, que não apresentam sintomas específicos. No entanto, em casos mais graves ou quando os níveis de triglicerídeos ultrapassam 1000 mg/dL, podem ocorrer sinais e sintomas como:

  • Pancreatite aguda: dor abdominal intensa, náuseas e vômitos.
  • Xantomas: lesões cutâneas graftadas devido ao depósito de lipídios.
  • Acantose nigricans: escurecimento da pele em áreas de dobras.
  • Falta de ar ou episódios de angina em casos de maior risco cardiovascular.

Diagnóstico da hipertrigliceridemia

O diagnóstico é feito principalmente por meio de exames laboratoriais de sangue, conhecidos como perfil lipídico, que medem os níveis de triglicerídeos, colesterol total, LDL (colesterol ruim) e HDL (colesterol bom).

Como é feito o exame?

  • Jejum de 9 a 12 horas é recomendado antes da coleta de sangue.
  • Análise laboratoriais fornecem os níveis de triglicerídeos, que devem estar abaixo de 150 mg/dL.

Interpretação dos resultados

Nível de triglicerídeos (mg/dL)Classificação
< 150Normal
150 – 199Borderline alto
200 – 299Alto
300 – 999Muito alto
≥ 1000Risco de pancreatite grave

Exames complementares

Além do perfil lipídico, podem ser solicitados exames de glicemia, relatório hepático, avaliação renal e outros que auxiliam na identificação de causas secundárias da hipertrigliceridemia.

Tratamentos para hipertrigliceridemia

O tratamento da hipertrigliceridemia envolve mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, uso de medicamentos. A abordagem deve ser individualizada, levando em conta fatores de risco e condições clínicas do paciente.

Mudanças no estilo de vida

Alimentação saudável

  • Reduzir consumo de açúcares simples e carboidratos refinados.
  • Priorizar gorduras insaturadas, como azeite de oliva e óleo de canola.
  • Aumentar a ingestão de fibras por meio de frutas, legumes e grãos integrais.
  • Evitar o consumo excessivo de álcool, que pode elevar os triglicerídeos.

Prática de atividade física

  • Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, natação e ciclismo, pelo menos 150 minutos por semana ajudam a reduzir os triglicerídeos.

Perda de peso

  • A obesidade está direta e positivamente relacionada aos níveis elevados de triglicerídeos; portanto, a perda de peso é essencial.

Medicações

Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, podem ser indicados medicamentos, tais como:

  • Fibratos (fenofibrato, gemfibrozil)
  • Ácidos graxos ômega-3 de alta dose
  • Niacina
  • Estatinas (embora mais eficazes na redução do LDL, podem ajudar a melhorar o perfil lipídico geral)

Citação: Como afirmou o cardiologista Dr. Luiz Carlos dos Santos, "Controlar os níveis de triglicerídeos é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o risco de doenças cardiovasculares."

Cuidados adicionais

  • Controle de doenças associadas, como diabetes e hipotireoidismo.
  • Monitoramento regular dos níveis lipídicos.

Perguntas Frequentes

1. A hipertrigliceridemia pode causar sintomas?

Na maioria dos casos, sim, ela é assintomática, mas níveis muito elevados podem levar a pancreatite e apresentar sintomas como dor abdominal intensa.

2. Existe cura para a hipertrigliceridemia?

Não há uma cura definitiva, mas os níveis podem ser controlados por meio de mudanças no estilo de vida e medicamentos, prevenindo complicações.

3. Quais são as principais complicações da hipertrigliceridemia?

As principais complicações incluem doenças cardiovasculares, pancreatite aguda e, em alguns casos, xantomas cutâneos.

4. Como evitar a hipertrigliceridemia?

Praticando uma alimentação equilibrada, mantendo o peso ideal, exercitando-se regularmente e controlando doenças associadas.

Conclusão

A hipertrigliceridemia é uma condição que, se não devidamente tratada, pode levar a sérias consequências à saúde, especialmente relacionadas ao sistema cardiovascular. Conhecer o CID E78.1 é importante para o diagnóstico, assim como compreender seus sintomas, fatores de risco e estratégias de tratamento. Mudar hábitos de vida e, quando necessário, utilizar medicamentos sob orientação médica, são passos essenciais para controlar os níveis de triglicerídeos e garantir uma vida mais saudável.

Referências

  1. Andrade, J. et al. (2022). Dislipidemias e doenças cardiovasculares. Sociedade Brasileira de Cardiologia.
  2. American Heart Association. (2023). "Triglycerides and Heart Disease". https://www.heart.org

Para mais informações, acesse também:
- Portal da Sociedade Brasileira de Cardiologia
- Ministério da Saúde - Dislipidemias

Lembre-se:Consultar um profissional de saúde é fundamental para obtenção de diagnósticos precisos e planos de tratamento individualizados.